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Economia

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Com o objetivo de elaborar um “Plano Estratégico para o Comércio Local”, a Câmara Municipal do Cartaxo criou um grupo de trabalho que junta elementos da autarquia e comerciantes, e que já reuniu duas vezes, nos passados dias 30 de janeiro e 7 de fevereiro.

São espaços de debate e recolha de propostas que conduzam ao “planeamento integrado de ações concretas de promoção da atividade económica no concelho, a executar a médio e longo prazo”, explica Pedro Magalhães Ribeiro, o presidente da autarquia, para quem o comércio local “encara dificuldades especificas e que contribui de modo muito relevante, para a empregabilidade no concelho”.

O comércio local “estará no centro das ações de envolvimento da comunidade empresarial, que queremos concretizar de imediato”, refere o autarca, sublinhando a importância das “reuniões de trabalho e recolha de contributos que promovemos em 2018, em todas as freguesias, e para as quais convocámos todos os comerciantes do concelho”.

“Este grupo conta com o apoio da autarquia para o desenvolvimento das ações que vier a definir, para a defesa e divulgação da sua atividade comercial, e para a resolução dos problemas que os próprios comerciantes identifiquem como relevantes”, assegura o autarca, para quem este trabalho será ainda mais valorizado “quando o Conselho Económico e Estratégico do Cartaxo assumir funções”.

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O vice-presidente da Nersant, Domingos Chambel, aproveitou a apresentação do programa “Finance for Growth”, realizada esta quinta-feira, 7 de fevereiro, em Santarém, para recomendar aos empresários do distrito que se foquem na estratégia, na gestão dos seus recursos humanos e nos seus produtos, situações frequentemente ultrapassadas pelas dificuldades financeiras diárias, que obrigam quase a fugir atrás de soluções para tapar buracos financeiros.

As declarações foram feitas perante uma plateia com cerca de centena e meia de empresários, maioritariamente da região, na apresentação do “Finance for Growth”, um programa de informação e capacitação promovido pelas associações empresarial e industrial portuguesa (AEP e AIP), que visa sensibilizar as Pequenas e Médias Empresas (PME) para o mercado de capitais e para outras fontes de financiamento alternativas à banca.

Durante a sessão, Paulo Caldas, ex-presidente da Camara do Cartaxo e atual diretor de Economia, Financiamento e Inovação da AIP, explicou que Santarém é uma das 5 regiões onde os empresários se podem candidatar a esta consultoria de alto nível, destinada a criar planos de negócio sustentados e acesso a credores e investidores nacionais e internacionais, com formação executiva no terreno, descentralizada, que, a preços de mercado, poderia custar até 50 mil euros.

José Eduardo Carvalho, ex-presidente da Associação Empresarial da Região de Santarém (Nersant) e atual presidente da AIP, considerou que o financiamento alternativo ao sistema bancário é, a par do redimensionamento empresarial, uma área difícil e pouco trabalhada em Portugal, o que exemplificou com o facto de serem as que apresentam piores resultados no Portugal 2020.

A sessão serviu ainda para apresentar dois casos de sucesso de duas empresas da região. Uma delas é a Trim Nw, pequena empresa criada há quatro anos em Santarém, que é fornecedora da indústria automóvel e que exporta 90% da sua produção. Rui Lopes, o responsável máximo da empresa, revelou que a mesma foi criada por quatro engenheiros a partir da empresa em que trabalhavam e que faliu, explicando que no início da atividade tiveram de recorrer a um banco francês para se financiarem, dada a recusa da banca nacional.

O outro caso apresentado foi o da Politejo, empresa criada há quatro décadas na Azambuja e que atualmente tem nove fábricas de tubos termoplásticos em Portugal, Espanha, Moçambique, Brasil e Angola.

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O vinho é o produto português mais exportado para a Turquia, segundo um estudo da Nersant no âmbito do projeto “Export Intelligence”, que visa potenciar e promover a internacionalização do tecido empresarial da região.

O estudo, que pretende apoiar e incentivar as exportações para este mercado, divulga as áreas de negócio mais exportadas por Portugal para a Turquia, onde, no topo da tabela, surge o vinho, com 14,5%, logo seguido de calçado (8,3%) e pneumáticos novos de borracha (5%).

A associação empresarial explica ainda que as exportações portuguesas para aquele mercado têm vindo a aumentar.

“As exportações portuguesas de bens para a Turquia registaram uma taxa média de crescimento anual, entre 2012 e 2016, de 4,9%. Também o número de empresas portuguesas exportadoras para a Turquia tem vindo a aumentar, verificando-se um acréscimo de cerca de 25%, no mesmo período de tempo”, verifica o documento.

“A Turquia é o 3.º país mais populoso da Europa com uma localização geográfica estratégica no mundo global, ligando o Ocidente e o Oriente”, aponta este trabalho, que acrescenta que “em termos do relacionamento económico bilateral, a Turquia ocupou a 17ª posição no ranking de clientes das exportações portuguesas em 2016, situando-se no 16º lugar enquanto fornecedor”.

Estas e muitas outras informações, como a caracterização socioeconómica, política e fiscal do mercado, os procedimentos para a exportação necessários a quem pretende colocar os seus produtos ou serviços naquele país, a documentação necessária ao processo de exportação, os regimes aduaneiros, proibições e procedimentos especiais, as mercadorias com regime especial, certificações e vistorias necessárias, requisitos de embalagem e rotulagem, principais custos associados às exportações e regime pautal, estão integralmente descritas no estudo, disponível no portal www.exportribatejo.pt.

Simulacro da Proteção Civil no Entroncamento - Fotos: José Neves