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Economia

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A empreitada de construção do futuro “Centro de Apoio à Atividade Empresarial e Ninho de Empresas” da Barquinha iniciou-se no passado dia 21 de janeiro.

O ninho de empresas situa-se no centro histórico da vila, no Largo José da Cruz, junto à Loja do Cidadão, e resulta, segundo uma nota de imprensa da autarquia, “da reabilitação de dois edifícios já existentes em avançado estado de degradação, onde serão criados gabinetes de trabalho, espaços de co-working, salas de reuniões, salas para formação, uma zona de convívio, uma sala de empreendedorismo e secretariado, assim como uma loja de produtos endógenos”.

O objetivo é “incentivar pessoas singulares e coletivas a iniciar ou desenvolver áreas empresariais que possam trazer mais emprego e rendimento ao concelho”, explica a mesma nota, numa obra que tem um orçamento de cerca de 524 mil euros, acrescidos de IVA.

A empreitada foi adjudicada à empresa “Efima – Eficiência, Instalações e Manutenção, Lda”, prevendo-se que seja concluída no prazo de sete meses.

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Uma empresa de massas alimentícias frescas de elevada qualidade - a Rara, Lda - está prestes a abrir as suas instalações e iniciar a laboração, o que deverá acontecer durante o mês de março deste ano.

Até ao momento, a empresa já realizou mais de 280 mil euros de investimento de um total previsto de 350 mil euros e nos próximos três a quatro anos prevê aumentar para dez, os postos de trabalho diretos – quatro deles para trabalhadores de formação superior.

Para além do fabrico de produtos diferenciados, a Rara quer penetrar em novos mercados internacionais, ganhar espaço de mercado no canal HORECA, que abrange os estabelecimentos de hotelaria, restauração e cafetaria.

O presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, Pedro Magalhães Ribeiro, visitou recentemente este novo investimento que, nesta fase, já criou três dos dez postos de trabalho diretos.

A empresa é propriedade de Alexandre Ramos, de 35 anos, mestre em engenharia civil, que regressou ao Cartaxo – onde residiu desde os treze anos e até ingressar no ensino superior – para partilhar este investimento com a italiana, Carola Ragusa, de 37 anos, residente em Portugal há 18 anos, que além de professora tem também formação em filosofia, alimentação, medicina macrobiótica e curso de permacultura, além de experiência em restauração como proprietária e responsável de gestão e cozinha.

Alexandre Ramos destacou entre as principais razões para escolher o Cartaxo para sede da Rara, o facto de o concelho estar integrado na Região Alentejo, para efeitos de fundos comunitários, o que permitiu candidatar o projeto ao Portugal 2020, assegurando financiamento essencial à concretização da empresa, a par da possibilidade de nos instalarmos num espaço de que já eram proprietários, reabilitando-o e dando-lhe uma vida nova.

A centralidade do Cartaxo em relação a todo o território nacional, as vias de acesso para transporte rodoviário e ferroviário, a par da proximidade a Lisboa, que enquanto mercado de consumo e enquanto plataforma de internacionalização, é essencial para o desenvolvimento e crescimento da empresa, foram outras razões que levaram os dois empresários a escolher o Cartaxo para a instalação da Rara.

ranking empresas

Em 2018 foram criadas no distrito de Santarém 1.155 empresas, um aumento de 17,98% (176 empresas) em relação ao ano anterior. Os dados são da Associação Empresarial da Região de Santarém (NERSANT), e permitem concluir que 2018 foi mesmo o que mais empresas criou desde 2014, com Santarém, Ourém e Benavente a assumirem os lugares dianteiros do ranking de criação de empresas no distrito.

Santarém, com a criação de 207 sociedades, Ourém, com a criação de 167 e Benavente, com a criação de 106, continuaram, em 2018, a ser os concelhos mais empreendedores, à semelhança do que já tinha acontecido em 2017, 2016 e 2014.

O ano de 2015 foi igualmente liderado pelos concelhos de Santarém e Ourém, mas com uma pequena diferença: Benavente não assumiu o terceiro lugar, sendo, apenas neste ano, substituído pelo concelho de Torres Novas, que garante o 3.º lugar com uma diferença de 4 empresas relativamente àquele concelho da Lezíria do Tejo.

Relativamente à criação de sociedades por concelho de 2014 a 2018 – que totaliza 5.236 empresas criadas - conclui-se que quem criou mais empresas ao longo destes 4 anos foram os concelhos de Santarém (887), Ourém (656), Benavente (490).

Do lado oposto, Sardoal (28), Constância (28), e Vila Nova da Barquinha (52) foram os concelhos menos empreendedores entre 2014 e 2018.

No que diz respeito à criação de empresas por concelho, apesar de Santarém ter reforçado, em comparação com 2017, a sua liderança em 2018, ao criar 17,92% do total das empresas, seguida de Ourém, que criou 14,46% das empresas, foi de facto este último concelho que mais cresceu em termos absolutos, registando-se um crescimento de mais 45 empresas de 2017 para 2018. Almeirim (+ 54,76%) e Coruche (+46,15%) foram os concelhos que mais cresceram em 2018, em comparação com 2017.

Constância (5), Sardoal (5) e Alpiarça (9), foram em 2018, à semelhança de 2017, os concelhos onde foram criadas menos empresas. Houve ainda quem apresentasse, entre 2017 e 2018, crescimentos negativos no âmbito da criação de empresas. Foi o caso de Abrantes, Alpiarça, Chamusca, Constância, Golegã, Sardoal e Vila Nova da Barquinha.

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Simulacro da Proteção Civil no Entroncamento - Fotos: José Neves