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Economia

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O iminente encerramento do balcão do Millennium BCP na vila do Couço motivou um comunicado conjunto da Junta de Freguesia local e da Câmara de Coruche, onde ambos contestam a decisão da administração do banco.

Os autarcas, Ortelinda Graça e Francisco Oliveira, lamentam a forma “como todo o processo tem vindo a ser conduzido, sem haver qualquer comunicação prévia com os governantes locais, bem como a falta de abertura da administração do Millennium BCP para validar uma solução que pudesse minimizar os danos que este fecho causará aos cidadãos”.

O comunicado sublinha que os transtornos serão evidentes, uma vez que o Couço é uma freguesia que está a 25 quilómetros de distância de Coruche, e que tem cerca de 3 mil habitantes, maioritariamente idosos, e mal servidos pela rede de transportes públicos.

Em reunião com responsáveis do banco, os autarcas locais ficaram a saber que o encerramento é não só irreversível, como deverá ocorrer em breve, e acrescentam que já estão a ser desenvolvidos contatos com outras entidades bancárias que se queiram instalar na freguesia.

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Com o objetivo de elaborar um “Plano Estratégico para o Comércio Local”, a Câmara Municipal do Cartaxo criou um grupo de trabalho que junta elementos da autarquia e comerciantes, e que já reuniu duas vezes, nos passados dias 30 de janeiro e 7 de fevereiro.

São espaços de debate e recolha de propostas que conduzam ao “planeamento integrado de ações concretas de promoção da atividade económica no concelho, a executar a médio e longo prazo”, explica Pedro Magalhães Ribeiro, o presidente da autarquia, para quem o comércio local “encara dificuldades especificas e que contribui de modo muito relevante, para a empregabilidade no concelho”.

O comércio local “estará no centro das ações de envolvimento da comunidade empresarial, que queremos concretizar de imediato”, refere o autarca, sublinhando a importância das “reuniões de trabalho e recolha de contributos que promovemos em 2018, em todas as freguesias, e para as quais convocámos todos os comerciantes do concelho”.

“Este grupo conta com o apoio da autarquia para o desenvolvimento das ações que vier a definir, para a defesa e divulgação da sua atividade comercial, e para a resolução dos problemas que os próprios comerciantes identifiquem como relevantes”, assegura o autarca, para quem este trabalho será ainda mais valorizado “quando o Conselho Económico e Estratégico do Cartaxo assumir funções”.

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O vice-presidente da Nersant, Domingos Chambel, aproveitou a apresentação do programa “Finance for Growth”, realizada esta quinta-feira, 7 de fevereiro, em Santarém, para recomendar aos empresários do distrito que se foquem na estratégia, na gestão dos seus recursos humanos e nos seus produtos, situações frequentemente ultrapassadas pelas dificuldades financeiras diárias, que obrigam quase a fugir atrás de soluções para tapar buracos financeiros.

As declarações foram feitas perante uma plateia com cerca de centena e meia de empresários, maioritariamente da região, na apresentação do “Finance for Growth”, um programa de informação e capacitação promovido pelas associações empresarial e industrial portuguesa (AEP e AIP), que visa sensibilizar as Pequenas e Médias Empresas (PME) para o mercado de capitais e para outras fontes de financiamento alternativas à banca.

Durante a sessão, Paulo Caldas, ex-presidente da Camara do Cartaxo e atual diretor de Economia, Financiamento e Inovação da AIP, explicou que Santarém é uma das 5 regiões onde os empresários se podem candidatar a esta consultoria de alto nível, destinada a criar planos de negócio sustentados e acesso a credores e investidores nacionais e internacionais, com formação executiva no terreno, descentralizada, que, a preços de mercado, poderia custar até 50 mil euros.

José Eduardo Carvalho, ex-presidente da Associação Empresarial da Região de Santarém (Nersant) e atual presidente da AIP, considerou que o financiamento alternativo ao sistema bancário é, a par do redimensionamento empresarial, uma área difícil e pouco trabalhada em Portugal, o que exemplificou com o facto de serem as que apresentam piores resultados no Portugal 2020.

A sessão serviu ainda para apresentar dois casos de sucesso de duas empresas da região. Uma delas é a Trim Nw, pequena empresa criada há quatro anos em Santarém, que é fornecedora da indústria automóvel e que exporta 90% da sua produção. Rui Lopes, o responsável máximo da empresa, revelou que a mesma foi criada por quatro engenheiros a partir da empresa em que trabalhavam e que faliu, explicando que no início da atividade tiveram de recorrer a um banco francês para se financiarem, dada a recusa da banca nacional.

O outro caso apresentado foi o da Politejo, empresa criada há quatro décadas na Azambuja e que atualmente tem nove fábricas de tubos termoplásticos em Portugal, Espanha, Moçambique, Brasil e Angola.

Simulacro da Proteção Civil no Entroncamento - Fotos: José Neves