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Categoria: Economia

O Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP) garante que a greve dos trabalhadores das rodoviárias do Oeste, Lis e Tejo, está a ter cerca de 90% de adesão, com grande predominância dos trabalhadores motoristas.

O número foi avançado à agência Lusa por Manuel Castelão, do STRUP, que explicou que o sindicato apresentou uma proposta de aumento de salários à empresa, que não obteve retorno positivo.

"Estamos a falar de salários que rondam os 609 euros de um salário base de motorista e isto é inqualificável”, disse o sindicalista à Lusa, recordando que um motorista gasta entre 3.000 e 4.000 euros para obter licenças e ter os requisitos para trabalhar. "Trabalham 12 horas para ganharem oito e alguns têm um subsídio de refeição que ronda os 2,55 euros”, acrescentou.

Já a administração das empresas Rodoviária do Tejo, Rodoviária do Oeste e Rodoviária do Lis afirma que a adesão no primeiro de dois dias da greve convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários é de 34,6%.

 

Em comunicado enviado à Lusa, a administração afirma que estão em curso negociações entre a associação que representa os transportadores rodoviários de pesados de passageiros (ANTROP) e as estruturas sindicais, visando chegar a acordo, entre outros aspetos, sobre a atualização salarial a aplicar no mês de março, conforme estipulado no Contrato Coletivo em vigor.

A greve dos trabalhadores das rodoviárias do Oeste, Lis e Tejo vai durar até às 03h00 de sábado, para exigir o aumento do salário e a unificação das regras de trabalho nas empresas do Grupo Barraqueiro.

Simulacro da Proteção Civil no Entroncamento - Fotos: José Neves