Um grande número de pais dos alunos que frequentam a Escola do 1º Ciclo do Mergulhão, em Santarém, ficaram indignados por não terem podido entregar as crianças às 8h30, como é habitual.


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Em causa esteve uma hipotética greve dos professores, mas estes acabaram por chegar ao estabelecimento de ensino pelas 9 horas, quando já vários encarregados de educação protestavam à porta por não terem sido avisados.

Recorde-se que a escola do Mergulhão, onde no fim de semana passado começou a ser exterminado um ninho de vespa asiática, não abriu as portas na passada segunda-feira, 18 de novembro, devido à greve dos auxiliares de educação.

Na terça-feira, e depois da direção do agrupamento e da Proteção Civil de Santarém terem assegurado que estavam reunidas todas as condições de segurança, a maioria das crianças regressou às aulas, mas afastadas do perímetro montado em torno da árvore que sustenta o ninho.

“Ontem, ninguém avisou os pais que os professores podiam fazer greve hoje, e fomos surpreendidos por não poder entregar as crianças à hora do costume”, explicou à Rede Regional Rogério Martins, o presidente da Associação de Pais, dando conta do alvoroço que se gerou pela manhã.

“Muitos dos pais já estavam atrasados para ir para os empregos, e muitos nem sabiam onde deixar as crianças, caso não houvesse escola”, acrescentou o mesmo. “Os professores têm todo o direito a fazer greve, tal como os pais têm direito a organizar a sua vida quando não há escola”, afirma Rogério Martins, explicando que os encarregados de educação estão apreensivos em relação ao que pode acontecer na próxima sexta-feira, “porque já se fala que também será dia de greve”.

Contactada pela Rede Regional, a diretora do Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano, Margarida Franca, explicou que a escola se limitou a cumprir a Lei da Greve.
"Perante um pré-aviso de greve, a escola esperou até à chegada dos professores, que entram às 9 horas, para abrir as portas, uma vez que foram dar aulas", explicou a responsável, acrescentando que os professores "não têm que avisar se fazem greve ou não".
Sobre o cenário de greve para a próxima sexta-feira, e como o agrupamento não sabe se haverão ou não aulas, os pais terão que se preparar para qualquer eventualidade, afirmou.