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A presidente da direcção da Associação Empresarial da Região de Santarém, Maria Salomé Rafael, está apreensiva com as dificuldades que as empresas estão a sentir para obter financiamento junto da banca.

A responsável da Nersant transmitiu estas preocupações à delegação da direcção da Associação Industrial Portuguesa – Câmara do Comércio e Indústria (AIP-CCI) durante uma reunião de trabalho que se realizou na sexta-feira, 27 de Abril, em Torres Novas.

“Temos vindo a sentir um acréscimo do pedido de reuniões por parte dos nossos associados relativamente às dificuldades de obtenção de crédito junto da banca. E falo de empresas com viabilidade económica”, explicou Maria Salomé Rafael durante a reunião, acrescentando que “é por este motivo que a Nersant tem insistido na exportação e internacionalização, bem como para a associação de empresas, com o objectivo de criar escala”.

A presidente apresentou todo o trabalho desenvolvido pela associação até 2010 e deu conta do plano de acções para o biénio 2011 – 2013, durante o encontro que se realizou no âmbito das visitas que a AIP-CCI tem vindo a promover junto das associações empresariais regionais.

José Eduardo Carvalho, ex-presidente da Nersant e actual presidente da direcção da AIP-CCI, explicou que esta organização está a trabalhar com o objectivo de se “transformar no líder nacional do movimento associativo, quer na concepção de projectos e acções, quer na relação com os associados, que se situam maioritariamente nos distritos e não na região de Lisboa”.

Do programa da visita da AIP-CCI ao distrito, e tendo em conta a nova política de aproximação ao tecido empresarial regional, as delegações da Nersant e da AIP-CCI visitaram a Renova, em Torres Novas, e a Vítor Guedes, em Abrantes, detentora da marca Gallo.

São “duas empresas de referência no panorama nacional”, afirmou José Eduardo Carvalho, que deixou um “balanço extremamente positivo” da visita.


O Centro de Transferência de Tecnologia Alimentar INOV.LINEA vai realizar um seminário sobre o licenciamento de pequenos negócios no ramo alimentar no dia 8 de Maio, às 9h30, no auditório do Edifício INOV.POINT, no TagusValley - Tecnopólo do Vale do Tejo, em Abrantes.

A iniciativa chama-se “como criar um pequeno negócio alimentar” e tem como destinatários todos os que planeiam implementar um projecto empresarial nesta área, que têm neste seminário uma oportunidade de conhecer todos os passos a seguir e os requisitos mínimos para iniciar um negócio de pequenas dimensões.

A conferência conta com a participação do coordenador do serviço de fiscalização da Câmara de Abrantes, Rui Correia, para explicar os procedimentos legais para o licenciamento, as técnicas de saúde ambiental do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Zêzere Lígia Alves e Elsa Curado, para explicar as exigências mais comuns da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e as medidas de higiene e segurança alimentar a ter em conta, e o veterinário municipal de Abrantes, Pedro Godinho, que apontará as questões relacionadas com os produtos de origem animal.

A abertura do seminário vai estar a cargo de Joana Grácio, directora do INOV.LINEA. “Temos sido contactados por várias pessoas que pretendem arranjar outro caminho profissional recorrendo ao sector alimentar no entanto, mas a ideia que a população tem das exigências para este tipo de actividade leva à desistência ou preferem não se legalizar”, afirma a responsável.

“O que pretendemos com este seminário é desmistificar os procedimentos para legalizar actividades de transformação de alimentos”, explica Joana Grácio, acrescentando que “actividades como fazer rissóis e bolos para venda, ou cozer tremoços e produzir compotas podem ser desenvolvidas num anexo lá de casa, desde que tenham as condições necessárias a nível de segurança alimentar e licenciamento da actividade”.

Os interessados em participar na iniciativa, que termina com uma intervenção de Homero Cardoso sobre “transformar ideias em pequenos negócios”, devem aceder ao sítio na Internet do TAGUSVALLEY (www.tagusvalley.pt) e preencher a inscrição on-line.

O vinho “Portal da Águia Rosé 2011”, produzido pela Quinta da Alorna, em Almeirim, foi eleito o melhor bag-in-box de vinho rosé à venda na Suécia. Criado especificamente para o mercado sueco e com a missão de cativar o público feminino, que tende a apreciar vinhos rosé, foi desenvolvida uma imagem onde predomina, essencialmente, o cor-de-rosa num ambiente de praia.

O “Portal da Águia Rosé” é composto pelas castas Tinta Roriz, Touriga Nacional e Castelão, que conferem a este vinho a cor rosada e o aspecto brilhante, onde predominam os aromas a frutos vermelhos com destaque para as notas de framboesas, morangos e cerejas.

Além de ter sido eleito o melhor vinho, foi ainda eleito como o rosé com melhor relação qualidade/preço. A avaliação de cada uma das referências a concurso foi feita por um grupo de provadores experientes, individualmente, em prova cega.

Este vinho, referente a um negócio que envolveu a venda de 660.000 litros ao mercado sueco, tem sido alvo dos maiores elogios por parte da crítica sueca da especialidade, aos quais se vêm juntar mais estas duas distinções. “Cada vez mais os vinhos do Tejo se impõem pela sua relação qualidade-preço”, refere José Pinto Gaspar, presidente da Comissão Vitivinícola Regional do Tejo.

Recorde-se que, já em 2010, um outro vinho rosé proveniente da região do Tejo – o ‘Casal da Coelheira Rosé 2009’ –, produzido pelo Centro Agrícola do Tramagal, arrecadou a distinção de melhor rosé do mundo, atribuída pelo Concurso Mundial de Bruxelas.

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