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Duas dezenas de empresas do distrito de Santarém já pediram informações sobre o programa Vale Inovação, que permite às PME’s da região contratarem serviços a entidades qualificadas pelo QREN, com financiamento a fundo perdido de 75%.

Uma das entidades qualificadas na região é a Associação Empresarial da Região de Santarém (Nersant), que pode prestar serviços nas áreas da qualidade, internacionalização, organização e gestão e tecnologias de informação e comunicação, propriedade industrial, economia digital, entre outras.

Uma vez respeitados os critérios de elegibilidade definidos pelo QREN, a Nersant está disponível para apoiar as empresas na elaboração da candidatura ao Vale Inovação, mediante a apresentação da documentação obrigatória solicitada pelo programa. A apresentação das candidaturas termina a 3 de fevereiro.

As PME’s que integrarem o Vale Inovação têm obrigatoriamente de apresentar no seu projecto uma despesa mínima elegível de 5.000€ e uma despesa máxima de cerca de 33.000€, uma vez que o valor máximo do incentivo é de 25.000€ (taxa de comparticipação da despesa elegível de 75%).

O encerramento da Tegael vai provocar um “descalabro social e económico” em Coruche, segundo a Câmara Municipal, que pede ao Ministério da Economia e da Inovação para, em conjunto com a administração da empresa de telecomunicações, gás e electricidade, “encontre uma solução que não seja o encerramento ou a deslocalização”.

Esta foi a posição tomada pela autarquia na última reunião de Câmara, onde os eleitos aprovaram uma declaração que vai ser agora remetida, entre outras entidades, ao governo e à administração da Tegael, a quem o executivo municipal pretende dar conta do seu “descontentamento” acerca da decisão de cessar a actividade.

A Câmara de Coruche diz-se ainda “solidária” com os trabalhadores “neste conturbado momento” e diz-se disposta a “desenvolver todos os contactos institucionais, nomeadamente com o gabinete do primeiro-ministro, presidente da República e Assembleia da República, para impedir o fim da actividade da empresa”,que está sedeada no concelho há 30 anos, sendo o maior empregador privado.

O documento sublinha que, mesmo que se compreenda a “necessidade de uma reestruturação”, é “inconcebível” o seu encerramento, tratando-se de uma empresa que opera em mercados como a Irlanda, Escócia, Inglaterra, Marrocos, África do Sul, Angola e Brasil.

 

PS aponta o dedo à Caixa Geral de Depósitos, à EDP e à PT

“Qual vai ser o papel da Caixa Geral de Depósitos no apoio às PME´s que se encontram em dificuldades, como a Tegael? Vai continuar a não financiar estas empresas?”, questionam os deputados do PS eleitos pelo círculo de Santarém. Numa pergunta dirigida ao ministro da Economia, entregue na Assembleia da República esta semana, os socialistas lembram que a recusa do banco do Estado em conceder um empréstimo de 500 mil euros foi uma das razões que a empresa, a atravessar um processo de reestruturação, invocou para cessar a sua actividade. António Serrano, Idália Serrão e João Galamba querem ainda saber se o governo “está disponível para criar algum mecanismo de suporte a projectos de reestruturação de empresas que possuam negócio e encomendas, de forma a manter o emprego”.

Os deputados do PS denunciam ainda no documento que a Tegael “se tem confrontado com abuso contratual por parte dos seus grandes clientes, como sejam a EDP e a PT, que esmagam margens, atrasam pagamentos, alteram as regras sem ter em conta a viabilidade de toda a cadeia de valor no negócio em causa”. Neste sentido, perguntam também se a tutela “disponível para impedir a atitude de abuso contratual e de posição dominante das grandes empresas em Portugal, que contribuem para a falência de muitas PME´s”, e questionam se o ministério dirigido por Álvaro Santos Pereira está interessado em promover “regras de comércio e prestação de serviços mais justas ao longo de toda a cadeia de valor”.

 

PSD quer gabinete de apoio aos trabalhadores

A comissão política concelhia do PSD de Coruche sugere à Câmara Municipal que “crie um gabinete de apoio aos funcionários da Tegael, que vivem um momento de incertezas”. O gabinete serviria para fazer um levantamento das dificuldades de cada família e procurar soluções futuras de emprego, uma vez que o encerramento resultará em “mais desemprego e precariedade”.

“Ao contrário do que a administração quer fazer crer, os trabalhadores não estão resignados e vão lutar pela manutenção da fábrica em Santarém, porque ela é viável e tem todas as condições para continuar a laborar”, disse Fernando Rodrigues, do Sindicato da Alimentação, Bebidas e Tabaco, no final do “plenário mais participado de sempre” na Unicer, onde a unidade de produção de cerveja vai ser encerrada em Março de 2013.

Segundo o mesmo, muitos poucos dos 133 trabalhadores que vão perder o seu posto de trabalho aceitam ser deslocalizados para Leça do Balio, onde a empresa garante ter capacidade para integrar entre 70 a 80 dos actuais colaboradores.

Saber quem permanece na unidade de produção de refrigerantes e na base logística de Santarém, que se vão manter em funcionamento, é, de momento, a grande dúvida dos trabalhadores.

E que não foi esclarecida durante o plenário, disse o sindicalista. “A administração não está a ser transparente porque ninguém sabe quem vai ser despedido”, acusa Fernando Rodrigues, para quem “não vale a pena acenar com propostas de recolocação porque as pessoas querem é manter aqui o seu posto de trabalho”.

O processo de definição dos trabalhadores que ficam, dos que são deslocalizados e dos que optam por abandonar a empresa deverá estar concluído no final de Março, disse à Rede Regional a directora de comunicação da Unicer. Segundo Joana Queirós Ribeiro, até lá, todos os trabalhadores vão ser ouvidos pelo gabinete de apoio entretanto criado, no sentido de “avaliar a situação individual de cada um”. Segundo a mesma responsável, em poucos dias, vários trabalhadores manifestaram a sua disponibilidade para ser transferidos para a unidade de Leça do Balio.

Entre os trabalhadores, cresce o receio de que mostrar disponibilidade para ser deslocalizado seja uma forma de excluir definitivamente a sua permanência em Santarém. Joana Queirós Ribeiro garante que “não há razões para isso”, uma vez que “cada colaborador indica claramente qual é a sua opção, seja ela ficar, ser recolocado noutra unidade de produção ou abandonar definitivamente a empresa”. Para os que abandonam a Unicer, “a empresa garante-lhes uma compensação bastante acima do estipulado legalmente e uma ajuda para encontrar colocação no mercado de trabalho, através de uma empresa especializada que já está contratada”, adiantou a directora de comunicação.

Segundo Fernando Rodrigues, a maioria dos trabalhadores não está particularmente receptiva aos apoios prometidos pela administração, uma vez “que não aceitam largar os seus amigos e família e ir para outras zonas do país”.

“As pessoas querem é a manutenção dos seus postos de trabalho”, explicou, acrescentando que o sindicato vai reunir com os trabalhadores no sentido de organizar e afinar estratégias de luta contra o encerramento. A hipótese de uma hora de greve à porta da fábrica é uma das acções de protesto que está a ser equacionada, adiantou Fernando Rodrigues.

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