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Pelo quarto ano lectivo consecutivo, 25 escolas do centro do país estão a desenvolver o “EMPRE – empresários na escola”, um projecto que visa fomentar o espírito empreendedor em jovens com idades entre os 10 e os 18 anos.

Esta iniciativa, coordenada pelo TAGUSVALLEY - Tecnopólo do Vale do Tejo e pelo PAKURBIS, tem a grande vantagem de dar aos alunos um primeiro contacto com a realidade empresarial. Os estudantes são desafiados a formar equipas e investir dinheiro real numa empresa, seja de manufacturação de produtos ou de compra e venda de artigos.

Durante o ano lectivo, cada grupo de alunos aplica os vários processos de uma empresa, desde a criação de uma identidade corporativa, passando pelo estudo de mercado e a definição das gamas dos produtos, trabalhando com fornecedores e clientes.

O trabalho culmina com a realização de uma feira, que é o ponto mais alto do projecto. Apesar da mostra de produtos do ano passado ter sido um êxito, (realizou-se em Coimbra, com 28 empresas, provenientes de 12 escolas da zona centro), o EMPRE foi reformulado em 2011 / 2012 devido à supressão da área de projecto do plano curricular. Sendo assim, o projecto vai ser desenvolvido nas disciplinas de Formação Cívica ou Estudo Acompanhado, em turmas do 2º, 3º ciclo, secundário e cursos de educação e formação (CEF’s).

Em algumas escolas, segundo uma nota de imprensa da Tagusvalley, “a solução encontrada foi a criação de clubes, que irão funcionar como espaços pedagógicos, abertos a qualquer aluno e dispondo de professores voluntários para os coordenarem”.

Este ano lectivo, o “EMPRE envolve 15 escolas do Médio Tejo, 12 inscritas pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), cinco do Pinhal, através da Comunidade Intermunicipal do Pinhal Interior Sul (CIMPIS) e uma do Alentejo, com a CLDS do Gavião.

“É quase criminoso uma empresa destas fechar as portas”, disse à Rede Regional o presidente da Câmara Municipal de Coruche, Dionísio Mendes, depois de uma reunião que juntou o autarca, o deputado António Serrano, do PS (eleito pelo círculo de Santarém), e a administração da Tegael, empresa que na passada sexta-feira, 13 de Janeiro, anunciou o encerramento faseado da sua actividade ao longo de 2012.

Ou seja, a maior empregadora privada do concelho de Coruche vai colocar no desemprego cerca de 400 trabalhadores, um número que vai ter um impacto social bastante forte no sul da Lezíria do Tejo.

“É um facto que a Tegael estava a sentir uma diminuição na sua facturação e as suas margens de lucro a encolher, mas já tinha delineado um plano de reestruturação para continuar a laborar, devidamente acordado com os trabalhadores que saíam”, afirmou Dionísio Mendes.

Esse plano passaria por um despedimento colectivo de cerca de 90 funcionários, “todo ele já acertado e dentro da lei”, e pela contracção de um empréstimo bancário de 1,5 milhões de euros. Deste total, um milhão seria garantido pelo BCP, e os restantes 500 mil euros pela Caixa Geral de Depósitos (CGD), que no passado mês de Dezembro recusou o financiamento à empresa.

“Sem o empréstimo, a administração considerou que não tem condições para se reestruturar e decidiu encerrar a actividade”, acrescentou Dionísio Mendes, chamando a atenção para o facto de se tratar de uma empresa “que nada deve ao fisco e à Segurança Social e teria todas as condições para continuar a laborar”. “Uma vez que o banco do Estado não arranjou uma quantia tão insignificante como 500 mil euros para ajudar a Tegael, seremos todos nós que vamos pagar o desemprego de toda esta gente”, lamentou o presidente da Câmara.

“A administração transmitiu-nos que a decisão era irreversível”, salientou, lembrando que a Tegael tem contratos já assinados em países como a Irlanda, a Escócia, a África do Sul e em Angola. Segundo Dionísio Mendes, “há a possibilidade de alguns trabalhadores serem reintegrados noutras empresas do grupo, mas noutras zonas do país ou mesmo no estrangeiro”, até porque a região “não tem qualquer capacidade para absorver esta mão-de-obra altamente qualificada”.

Segundo um comunicado da empresa, detida na sua maioria pela Telcabo, “trata-se de uma situação de cessação de actividade programada e não de insolvência”, o que garante “o total cumprimento das responsabilidades assumidas”. A Tegael, que trabalha na área das telecomunicações e energia, "está desde já a trabalhar no sentido de nomear uma Comissão de Cessação de Actividade, para a qual convidará um representante dos trabalhadores, tendo já accionado os mecanismos necessários de comunicação a todas as partes interessadas e intervenientes no processo". No mesmo documento, adianta que “foram envidados todos os esforços por parte da administração de forma a minimizar os impactos negativos que a mesma implicará em todas as partes envolvidas”.

“Foi um verdadeiro balde de água fria. Já se falava em possíveis despedimentos, mas disto ninguém estava à espera”, disse à Rede Regional Pedro Henriques, da comissão de trabalhadores da Unicer, um dia depois de ter sido anunciado que a unidade de produção da cerveja Super Bock em Santarém vai fechar portas em Março de 2013.

“Apesar de ainda faltar um ano, todos estão muito apreensivos quanto ao seu futuro”, afirmou o responsável, que, no entanto, elogia a empresa pelo facto de estar a tentar arranjar soluções para os cerca de 130 trabalhadores que vão perder o seu posto de trabalho.

Do actual universo de 210 funcionários, vão manter-se apenas 80 trabalhadores distribuídos pela unidade de enchimento de refrigerantes da Rical e pela base logística, que a Unicer vai manter em funcionamento em Santarém.

Dos trabalhadores afectados, a empresa garante que poderá reintegrar entre 50 a 60 em Leça do Balio, no Porto, onde serão centralizadas a produção e o enchimento de cerveja, num investimento de 80 milhões de euros nos próximos 15 meses.

O gabinete de apoio aos funcionários começou a funcionar ontem e registou desde logo grande procura. “Ficámos surpreendidos pelo número de pessoas que mostraram disponibilidade para permanecer na empresa, mesmo que isso signifique uma deslocação para Leça do Balio”, disse à Rede Regional a directora de comunicação da Unicer, Joana Queirós Ribeiro. Além da possibilidade da deslocalização, que terá apoios específicos para os trabalhadores que optem por esta hipótese, a Unicer pagará acima das tabelas legais a quem prefira a rescisão do contrato e contratou uma empresa de “outplacement”, a DBM, que vai dar formação e ajudar a procurar novo emprego ou criação do próprio negócio.

“Os colaboradores foram a nossa principal preocupação e não queremos de forma alguma que se sintam abandonados”, explicou a mesma responsável, garantindo que decisão de acabar com a unidade de produção de cerveja foi “inevitável” e “tem por base um enorme investimento para a aumentar a capacidade de produção e exportação da Unicer”.

A preferência por Leça do Balio em detrimento de Santarém tem por base duas razões, segundo a mesma fonte. Por um lado, a unidade fabril no norte do país está mesmo ao lado do Porto de Leixões, o que facilita o escoamento para mercados externos. Por outro, exige um investimento menor para que a capacidade de enchimento atinja os níveis traçados nos próximos anos, em que a empresa estima passar dos actuais 300 milhões de litros por ano para os 450 milhões.

No entanto, segundo Pedro Henriques, “ainda há muitos que receiam inscrever-se para ir ”

Apesar do ambiente de relativa acalmia e consternação na fábrica, há também quem critique a decisão da administração.

“Apesar da produção ter baixado e de dizerem que vão ajudar as pessoas, estão a aproveitar a crise para se descartarem disto aqui em Santarém”, afirmou à Rede regional um trabalhador com mais de 15 anos ao serviço da Unicer, que pede reserva do nome. “Não é justo, porque a fábrica dá lucros suficientes para se manter aberta”, concluiu o mesmo, para quem está fora de hipótese deslocar-se para Leça do Balio.

 

Deputados do PS questionam eventuais benefícios fiscais

“Tem o governo conhecimento de benefícios fiscais que a Unicer tenha usufruído para a instalação da unidade de produção em Santarém, cuja reestruturação agora anunciou?” é uma das perguntas que consta de um requerimento apresentado na Assembleia da República pelos deputados do PS eleitos pelo distrito. Ironicamente, António Serrano, Idália Serrão e António Galamba querem ainda saber se a “internacionalização da economia portuguesa, tão defendida pelo governo, tem como alguma contrapartida o encerramento de fábricas em Portugal”, uma vez que “a Unicer fez saber que a sua estratégia exportadora sairá reforçada com a reestruturação em curso”.

“Foi com choque e enorme preocupação que inesperadamente recebemos a notícia do encerramento da fábrica da Unicer em Santarém, numa região já castigada pelo desemprego e por salários em atraso”, afirma em comunicado a UGT, acrescentando esperar “que este não seja um sinal de mais dificuldades para a região, numa altura em que os trabalhadores são confrontados com cada vez mais austeridade”.

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