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O agrocluster do Ribatejo conta já com 70 associados, depois dos municípios de Coruche e Mação terem formalizado a sua adesão a este cluster agro-industrial que visa promover a cooperação entre empresas desta fileira, com a colaboração e envolvimento de outros agentes como associações empresariais, instituições de ensino superior e entidades públicas.

Os frutos, produtos hortícolas e grandes culturas, as gorduras vegetais e condimentos, as carnes e alimentação animal, subprodutos, serviços e equipamentos são os subsectores incluídos no raio de actuação do agrocluster do Ribatejo, região que, segundo os promotores, “conta com condições naturais únicas e um forte potencial de crescimento e inovação” para o seu desenvolvimento.

Este cluster agro-industrial “é responsável por um volume de negócios de 1.600 mil milhões de euros, 5.000 postos de trabalho, 400 milhões de euros em exportações e 63% da superfície agrícola utilizada no continente”, adianta uma nota de imprensa da Nersant, onde se explica que este projecto visa “colmatar a falta de cooperação entre os actores do sector e fomentar a inovação e o desenvolvimento de produtos inovadores”.

As linhas estratégicas para o futuro, segundo a associação empresarial, passam pela criação de um observatório tecnológico e da inserção dos empresários do distrito em redes internacionais, através do apoio directo às pequenas e médias empresas numa relação de proximidade que permita o apoio à exportação e chegar aos mercados alvo do Norte da Europa, dos PALOP, Japão, Rússia e países árabes.

O tomate, pimento, vinagre e molhos, azeite, enchidos serão alguns dos produtos mais relevantes nesta estratégia de internacionalização e promoção da agricultura ribatejana, embora os responsáveis admitam o alargamento do cluster ao Alentejo “com base nos produtos comuns e no regadio e na disseminação e reforço da cultura de cooperação”.

No espaço de um ano, o BNI Estratégia superou os três milhões de euros em negócios gerados para este grupo de empresários dos concelhos de Abrantes, Mação e Sardoal.

Os números foram divulgados na quinta-feira, 5 de Abril, num madrugador pequeno-almoço que serviu para fazer o balanço dos 12 primeiros meses de actividade e apresentar a nova equipa de liderança, presidida por José Alves Jana.

Tendo em conta os resultados alcançados, o novo responsável frisou que não terá tarefa fácil para atingir um sucesso ao nível do registado pelos seus antecessores.

Segundo Luís Pires, o primeiro presidente e um dos impulsionadores da formação do BNI nestes concelhos do Norte do Ribatejo, além do volume de negócios facturado através desta rede pelos actuais 37 associados, o BNI Estratégia foi o único fora dos Estados Unidos da América que recebeu a distinção “Platinum”, entre cerca de 6.100 grupos constituídos por todo o mundo.

“É algo de que só nos podemos orgulhar”, frisou Luís Pires, proprietário de uma empresa de distribuição de café e máquinas de vending.

No semestre que se segue, até ao final de Setembro, José Alves Jana traçou como objectivo chegar ao milhão de euros em negócios agradecidos. “Por duas razões, a crise e o Verão, altura em que este país parece que pára”, salientou o novo responsável, para quem “há que ser ambicioso, mas realista”.

A nova equipa de liderança, que tem Rui Serras como vice-presidente e Rui Simão como tesoureiro, pretende ainda dar continuidade às visitas a empresas e organizar jantares e encontros com personalidades de referência do mundo dos negócios. O próximo vai ter como orador convidado o administrador da Renova, Paulo Pereira da Silva, e realiza-se a 4 de Maio, no restaurante do Parque Urbano São Lourenço.

 

O que é o BNI

O Business Networking (BNI) é uma organização profissional de negócios, de referenciação e de contactos, que por cada grupo admite apenas um representante por cada actividade. Por exemplo, só pode haver um agente de telecomunicações, uma empresa de construção ou um gabinete de engenharia dentro do mesmo grupo, em que cada um dos membros funciona como agente dessas empresas, facilitando os seus contactos ou sugerindo os seus serviços a clientes e amigos, nas suas relações diárias.

Segundo os membros do BNI, o único propósito é o de gerar mais negócio para cada um dos membros do grupo, sem quaisquer comissões associadas.

A empresa que se queira associar, depois de passar por um processo de candidatura e selecção, paga cerca de 600 euros anuais para aderir ao grupo, mais 8,5 euros de taxa de reunião, mas os responsáveis garantem que o investimento é largamente superado pela facturação acrescida nos negócios potenciados pelo grupo.

De acordo com a sua página na Internet, está presente em 49 países, com mais de 6.100 grupos, que envolvem cerca de 150 mil empresários de todo o mundo.

O BNI Estratégia foi fundado oficialmente a 6 de Maio de 2011, com um grupo inicial de 30 empresários dos concelhos de Abrantes, Sardoal e Mação.

Um ano depois, são 37 os associados que geraram mais de três milhões de euros em negócios agradecidos, e cujos membros passaram 4.679 referências, 1.283 entrevistas entre si e fizeram 327 formações.

O BNI Estratégia apresenta-se como um “grupo de profissionais responsáveis, que sabem que os negócios podem ser gerados quando a concorrência ainda está a dormir”, e parece levar esta máxima à letra.

Isto porque reúnem-se uma vez por semana, às sextas-feiras, entre as 6h30 da madrugada e as 9h10 da manhã, em encontros de trabalho que são marcados pela boa disposição e por um dinamismo muito próprio.

A Silvex registou um crescimento de 16% em 2011, num ano de particulares dificuldades para todo o tecido produtivo português e em especial para as pequenas e médias empresas (PME’S).

O “motor do crescimento”, segundo um comunicado da empresa líder de mercado na conservação e embalagem alimentar com sede em Benavente, têm sido as exportações, que cresceram 87% no ano passado e permitiram atingir um volume de negócios de 28,8 milhões de euros.

Estes resultados permitiram à Silvex subir quatro posições no ranking das 1.000 maiores PME’s portuguesas, ocupando agora o 152º lugar.

No seu sector de actividade, a “química”, a empresa surge na 6ª posição da classificação.

A inovação foi outro dos factores chave para o bom desempenho no mercado, sobretudo através do lançamento da película aderente biodegradável, a mais recente novidade da empresa. “Tem o potencial de garantir o crescimento da Silvex para os próximos anos”, salienta o mesmo comunicado, onde a empresa explica que tem a decorrer, já numa fase bastante avançada, um novo projecto de inovação & desenvolvimento, o filme agrícola bio.

“Trata-se do desenvolvimento de filme agrícola biodegradável e compostável para cobertura do solo, cujos testes se iniciaram em Abril de 2010”, adianta a Silvex, que garante neste momento cerca de 240 postos de trabalho.

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