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O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, e o presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza inauguraram no domingo, 26 de Agosto, a Feira Agropecuária, Comercial e Industrial de Moçambique (FACIM), onde está presente uma comitiva de oito empresários do Ribatejo, integrados numa missão empresarial da Nersant.

A Nersant é a única associação empresarial regional com presença neste certame, a maior feira multissectorial e o maior evento comercial com dimensão internacional que se realiza anualmente neste país africano. Esta é “uma excelente oportunidade para consolidar presenças estabelecidas e acolher novas empresas de vários sectores de actividade”, segundo adianta uma nota de imprensa da associação empresarial.

Para além da presença na feira, o programa da missão contempla ainda reuniões bilaterais entre os empresários portugueses e empresários moçambicanos, reuniões institucionais e reuniões de apresentação das oportunidades de negócio deste mercado, levadas a cabo por organismos empresariais e financeiros locais.

A comitiva de empresários ribatejanos regressará a Portugal no próximo dia 4 de Setembro.


Apesar de não serem alarmantes, os efeitos da seca prolongada estão a fazer-se sentir um pouco por todo o Ribatejo.

No norte do distrito de Santarém, os criadores de gado ovino e caprino viram-se obrigados a aumentar as despesas com rações por causa da falta de pastos, assim como dificilmente vão conseguir fazer armazenagem para o Inverno.

A sul, nos extensos campos da Lezíria, são os produtores de cereais, tomate e vinha aquele que se queixam mais da ausência da chuva.

“Sendo uma região de regadio, não temos prejuízos tão elevados como o Alentejo, mas não podemos dizer que escapámos à seca”, disse à Rede Regional Amândio Freitas, da Federação dos Agricultores do Distrito de Santarém (FADS), explicando que o recurso à rega foi o que acabou por salvar os produtores ribatejanos, sobretudo nos caso do tomate e dos hortícolas.

“Este ano, os furos conseguiram aguentar as regas, mas, se não chover em quantidade suficiente para repor os lençóis freáticos, vamos ver o que nos reserva o futuro”, acrescenta, no entanto, o responsável.

Vindimas com duas semanas de atraso

No caso da vinha, uma das culturas que ocupa maior área na lezíria, o calor elevado afectou o desenvolvimento normal da uva no cacho.

“Parte dos cachos estão bastante magros e com muito menos grau do que seria normal”, afirmou à Rede Regional, António Joaquim Noronha, o director de produção da Agro Alpiarça, explicando que os dias de maior calor atingiram as uvas quando estas ainda não tinham um grau de maturação suficiente para suportar essas temperaturas.

O calor vai atrasar as vindimas “duas a três semanas em relação aos anos anteriores”, estimou o responsável durante uma visita a algumas das vinhas da cooperativa, que tem cerca de 70 hectares em produção no concelho, e onde são visíveis muitos cachos secos ainda nas cepas.

Com a falta de humidade no solo e com a seca, a Agro Alpiarça viu-se na contingência de recorrer à rega, “o que já não acontecia há muitos anos”, acrescentou ainda António Joaquim Noronha, salientando que “por outro lado, isso aumentou bastante os custos de produção, tendo em conta o dinheiro gasto em combutível”.

De qualquer forma, a cooperativa estima manter os níveis de produção alcançados o ano passado.


A 30º edição da feira agrícola e comercial de Alpiarça – Alpiagra, que se realiza entre os dias 8 e 16 de Setembro, vai dedicar especial atenção aos vinhos dos produtores e casas agrícolas do concelho e da região do Tejo.

“Pela sua natureza, a Alpiagra é um certame que tem todas as condições para promover condignamente o sector vitivinícola, tendo em conta a sua importância económica e social a nível local, e o facto de termos deixado de realizar a Feira do Vinho”, explicou o presidente da Câmara de Alpiarça, Mário Pereira, na segunda-feira, 27 de Agosto, durante a conferência de imprensa que serviu para apresentar o certame.

Segundo o autarca, não vão faltar provas de vinhos e espaços de tertúlia com animação permanente para levar os visitantes à descoberta da oferta dos expositores deste sector, concentrados este ano no pavilhão de exposições do recinto.

Apesar da contenção no orçamento do certame, o facto de se tratar da 30ª edição levou a Câmara a preparar “um programa que sirva de homenagem a todos aquele que lançaram, construíram e afirmaram a Alpiagra, enquanto mostra de excelência de toda a actividade económica do concelho”, acrescentou ainda Mário Pereira.

Este ano, e tendo a conta a crise que afecta todos os agentes económicos, a Câmara reduziu entre 40 a 60% no preço cobrado pelos stands, como forma de apoiar e estimular a presença das empresas locais.

Como é hábito já das edições anteriores, a Alpiagra dará ainda destaque à agricultura biológica, com a presença de todos os produtores do Núcleo PROVE de Alpiarça, à gastronomia e doçaria, em que o espaço dos restaurantes terá animação diária, e à música, com destaque para os concertos de Toy, no dia 9 de Setembro, e de uma banda de tributo aos Xutos & Pontapés, no dia 14.

O programa dos espectáculos inclui ainda o 30º festival de folclore da Alpiagra, organizado em parceria entre os dois ranchos folclóricos da vila (dia 15), um teatro de revista (dia 8) e um espectáculo de bandas filarmónicas organizado pela Sociedade Filarmónica Alpiarcense 1º de Dezembro (dia 16, a encerrar o certame).

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