PUB

chamusca natal
Slide thumbnail

PUB

cimt slideshow

PUB

reino natal

PUB

elgalego 2019

Economia

A Câmara Municipal de Abrantes aceitou uma nova prorrogação do prazo para a concretização da primeira fase da fábrica da RPP Solar, a mega unidade de produção de painéis solares que devia ter iniciado a sua laboração no início de 2010.

Na reunião privada de segunda-feira, 23 de Janeiro, foi discutida uma série de documentação apresentada pelo promotor do investimento, o empresário Alexandre Alves, entre a qual um pedido de ponderação sobre o licenciamento do projecto no contexto da grave crise económica e financeira que assola a Europa, e que está a causar dificuldades em obter o financiamento necessário.

O empresário entregou ainda uma série de documentos e garantias de instituições bancárias internacionais que estão a ser analisadas pelos serviços jurídicos da autarquia, segundo disse a presidente Maria do Céu Albuquerque à rádio Antena Livre. “Vamos esperar para ver o que dita a análise desses documentos e ver qual é a melhor decisão a tomar dentro daquilo que é melhor para o município”, disse a autarca, acrescentando que o melhor para o concelho seria “que o projecto pudesse ser concluído e os postos de trabalho efectivamente criados”. “Já nem digo os 1.900 previstos inicialmente, mas apenas os 300 necessários para colocar a fábrica em funcionamento, nesta primeira fase”, salientou.

Com esta solicitação, Alexandre Alves conseguiu ganhar mais duas semanas, pelo menos, até à próxima reunião de Câmara, embora Maria do Céu Albuquerque tenha admitido que poderá não ser ainda tomada uma decisão final sobre a revogação das licenças de construção. A primeira prorrogação de prazo – de 60 dias – conseguida por Alexandre Alves para evitar a caducidade do alvará de licenciamento da obra data de Agosto do ano passado, após a Câmara ter exigido à RPP Solar a entrega de documentos comprovativos de que iria efectivamente concluir a fábrica de painéis solares e de energia fotovoltaica que está a ser feita junto à Central Termoeléctrica do Pego.

Depois de esgotado o prazo, em Setembro seguinte, Alexandre Alves conseguiu uma segunda prorrogação, desta feita contra uma garantia bancária de 500 milhões de euros que avalizavam capacidade financeira da empresa para concluir a instalação da unidade de produção. Na altura, a autarquia emitiu um comunicado onde esclarecia que a RPP Solar “apresentou, por escrito, a recalendarização dos trabalhos ainda por executar das obras da unidade industrial e o cronograma descritivo da instalação e início de laboração das unidades industriais, espaçadas entre o último trimestre de 2011 e 2013”. Por estar “obrigada a um regime de confidencialidade”, a Câmara nunca abriu o jogo sobre as garantias bancárias, que suscitaram muitas dúvidas aos vereadores da oposição. O mesmo documento da Câmara, que a 16 de Setembro de 2011 deu mais um prazo de 60 dias, acrescentava ainda Alexandre Alves estava “em negociações com os credores para pôr fim aos processos judiciais em curso”, interpostos por fornecedores que pedem a insolvência da RPP Solar alegando a existência de dívidas não liquidadas.

Segundo o projecto inicial, a fábrica, que está praticamente concluída num terreno com 82 hectares, iria agregar toda a cadeia de produção de energia solar. O investimento global de ascenderia a mais de mil milhões de euros, e iria criar cerca de 1.900 postos de trabalho até 2013.



PUB

PUB

Rede Regional

Slide backgroundSlide thumbnail

PUB

cmcartaxo natal

PUB

PUB

politeama rainhadaneve

Quem está Online?

Temos 600 visitantes e 0 membros em linha