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Economia

“Ao contrário do que a administração quer fazer crer, os trabalhadores não estão resignados e vão lutar pela manutenção da fábrica em Santarém, porque ela é viável e tem todas as condições para continuar a laborar”, disse Fernando Rodrigues, do Sindicato da Alimentação, Bebidas e Tabaco, no final do “plenário mais participado de sempre” na Unicer, onde a unidade de produção de cerveja vai ser encerrada em Março de 2013.

Segundo o mesmo, muitos poucos dos 133 trabalhadores que vão perder o seu posto de trabalho aceitam ser deslocalizados para Leça do Balio, onde a empresa garante ter capacidade para integrar entre 70 a 80 dos actuais colaboradores.

Saber quem permanece na unidade de produção de refrigerantes e na base logística de Santarém, que se vão manter em funcionamento, é, de momento, a grande dúvida dos trabalhadores.

E que não foi esclarecida durante o plenário, disse o sindicalista. “A administração não está a ser transparente porque ninguém sabe quem vai ser despedido”, acusa Fernando Rodrigues, para quem “não vale a pena acenar com propostas de recolocação porque as pessoas querem é manter aqui o seu posto de trabalho”.

O processo de definição dos trabalhadores que ficam, dos que são deslocalizados e dos que optam por abandonar a empresa deverá estar concluído no final de Março, disse à Rede Regional a directora de comunicação da Unicer. Segundo Joana Queirós Ribeiro, até lá, todos os trabalhadores vão ser ouvidos pelo gabinete de apoio entretanto criado, no sentido de “avaliar a situação individual de cada um”. Segundo a mesma responsável, em poucos dias, vários trabalhadores manifestaram a sua disponibilidade para ser transferidos para a unidade de Leça do Balio.

Entre os trabalhadores, cresce o receio de que mostrar disponibilidade para ser deslocalizado seja uma forma de excluir definitivamente a sua permanência em Santarém. Joana Queirós Ribeiro garante que “não há razões para isso”, uma vez que “cada colaborador indica claramente qual é a sua opção, seja ela ficar, ser recolocado noutra unidade de produção ou abandonar definitivamente a empresa”. Para os que abandonam a Unicer, “a empresa garante-lhes uma compensação bastante acima do estipulado legalmente e uma ajuda para encontrar colocação no mercado de trabalho, através de uma empresa especializada que já está contratada”, adiantou a directora de comunicação.

Segundo Fernando Rodrigues, a maioria dos trabalhadores não está particularmente receptiva aos apoios prometidos pela administração, uma vez “que não aceitam largar os seus amigos e família e ir para outras zonas do país”.

“As pessoas querem é a manutenção dos seus postos de trabalho”, explicou, acrescentando que o sindicato vai reunir com os trabalhadores no sentido de organizar e afinar estratégias de luta contra o encerramento. A hipótese de uma hora de greve à porta da fábrica é uma das acções de protesto que está a ser equacionada, adiantou Fernando Rodrigues.



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