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Economia

“É quase criminoso uma empresa destas fechar as portas”, disse à Rede Regional o presidente da Câmara Municipal de Coruche, Dionísio Mendes, depois de uma reunião que juntou o autarca, o deputado António Serrano, do PS (eleito pelo círculo de Santarém), e a administração da Tegael, empresa que na passada sexta-feira, 13 de Janeiro, anunciou o encerramento faseado da sua actividade ao longo de 2012.

Ou seja, a maior empregadora privada do concelho de Coruche vai colocar no desemprego cerca de 400 trabalhadores, um número que vai ter um impacto social bastante forte no sul da Lezíria do Tejo.

“É um facto que a Tegael estava a sentir uma diminuição na sua facturação e as suas margens de lucro a encolher, mas já tinha delineado um plano de reestruturação para continuar a laborar, devidamente acordado com os trabalhadores que saíam”, afirmou Dionísio Mendes.

Esse plano passaria por um despedimento colectivo de cerca de 90 funcionários, “todo ele já acertado e dentro da lei”, e pela contracção de um empréstimo bancário de 1,5 milhões de euros. Deste total, um milhão seria garantido pelo BCP, e os restantes 500 mil euros pela Caixa Geral de Depósitos (CGD), que no passado mês de Dezembro recusou o financiamento à empresa.

“Sem o empréstimo, a administração considerou que não tem condições para se reestruturar e decidiu encerrar a actividade”, acrescentou Dionísio Mendes, chamando a atenção para o facto de se tratar de uma empresa “que nada deve ao fisco e à Segurança Social e teria todas as condições para continuar a laborar”. “Uma vez que o banco do Estado não arranjou uma quantia tão insignificante como 500 mil euros para ajudar a Tegael, seremos todos nós que vamos pagar o desemprego de toda esta gente”, lamentou o presidente da Câmara.

“A administração transmitiu-nos que a decisão era irreversível”, salientou, lembrando que a Tegael tem contratos já assinados em países como a Irlanda, a Escócia, a África do Sul e em Angola. Segundo Dionísio Mendes, “há a possibilidade de alguns trabalhadores serem reintegrados noutras empresas do grupo, mas noutras zonas do país ou mesmo no estrangeiro”, até porque a região “não tem qualquer capacidade para absorver esta mão-de-obra altamente qualificada”.

Segundo um comunicado da empresa, detida na sua maioria pela Telcabo, “trata-se de uma situação de cessação de actividade programada e não de insolvência”, o que garante “o total cumprimento das responsabilidades assumidas”. A Tegael, que trabalha na área das telecomunicações e energia, "está desde já a trabalhar no sentido de nomear uma Comissão de Cessação de Actividade, para a qual convidará um representante dos trabalhadores, tendo já accionado os mecanismos necessários de comunicação a todas as partes interessadas e intervenientes no processo". No mesmo documento, adianta que “foram envidados todos os esforços por parte da administração de forma a minimizar os impactos negativos que a mesma implicará em todas as partes envolvidas”.



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