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Economia

“Foi um verdadeiro balde de água fria. Já se falava em possíveis despedimentos, mas disto ninguém estava à espera”, disse à Rede Regional Pedro Henriques, da comissão de trabalhadores da Unicer, um dia depois de ter sido anunciado que a unidade de produção da cerveja Super Bock em Santarém vai fechar portas em Março de 2013.

“Apesar de ainda faltar um ano, todos estão muito apreensivos quanto ao seu futuro”, afirmou o responsável, que, no entanto, elogia a empresa pelo facto de estar a tentar arranjar soluções para os cerca de 130 trabalhadores que vão perder o seu posto de trabalho.

Do actual universo de 210 funcionários, vão manter-se apenas 80 trabalhadores distribuídos pela unidade de enchimento de refrigerantes da Rical e pela base logística, que a Unicer vai manter em funcionamento em Santarém.

Dos trabalhadores afectados, a empresa garante que poderá reintegrar entre 50 a 60 em Leça do Balio, no Porto, onde serão centralizadas a produção e o enchimento de cerveja, num investimento de 80 milhões de euros nos próximos 15 meses.

O gabinete de apoio aos funcionários começou a funcionar ontem e registou desde logo grande procura. “Ficámos surpreendidos pelo número de pessoas que mostraram disponibilidade para permanecer na empresa, mesmo que isso signifique uma deslocação para Leça do Balio”, disse à Rede Regional a directora de comunicação da Unicer, Joana Queirós Ribeiro. Além da possibilidade da deslocalização, que terá apoios específicos para os trabalhadores que optem por esta hipótese, a Unicer pagará acima das tabelas legais a quem prefira a rescisão do contrato e contratou uma empresa de “outplacement”, a DBM, que vai dar formação e ajudar a procurar novo emprego ou criação do próprio negócio.

“Os colaboradores foram a nossa principal preocupação e não queremos de forma alguma que se sintam abandonados”, explicou a mesma responsável, garantindo que decisão de acabar com a unidade de produção de cerveja foi “inevitável” e “tem por base um enorme investimento para a aumentar a capacidade de produção e exportação da Unicer”.

A preferência por Leça do Balio em detrimento de Santarém tem por base duas razões, segundo a mesma fonte. Por um lado, a unidade fabril no norte do país está mesmo ao lado do Porto de Leixões, o que facilita o escoamento para mercados externos. Por outro, exige um investimento menor para que a capacidade de enchimento atinja os níveis traçados nos próximos anos, em que a empresa estima passar dos actuais 300 milhões de litros por ano para os 450 milhões.

No entanto, segundo Pedro Henriques, “ainda há muitos que receiam inscrever-se para ir ”

Apesar do ambiente de relativa acalmia e consternação na fábrica, há também quem critique a decisão da administração.

“Apesar da produção ter baixado e de dizerem que vão ajudar as pessoas, estão a aproveitar a crise para se descartarem disto aqui em Santarém”, afirmou à Rede regional um trabalhador com mais de 15 anos ao serviço da Unicer, que pede reserva do nome. “Não é justo, porque a fábrica dá lucros suficientes para se manter aberta”, concluiu o mesmo, para quem está fora de hipótese deslocar-se para Leça do Balio.

 

Deputados do PS questionam eventuais benefícios fiscais

“Tem o governo conhecimento de benefícios fiscais que a Unicer tenha usufruído para a instalação da unidade de produção em Santarém, cuja reestruturação agora anunciou?” é uma das perguntas que consta de um requerimento apresentado na Assembleia da República pelos deputados do PS eleitos pelo distrito. Ironicamente, António Serrano, Idália Serrão e António Galamba querem ainda saber se a “internacionalização da economia portuguesa, tão defendida pelo governo, tem como alguma contrapartida o encerramento de fábricas em Portugal”, uma vez que “a Unicer fez saber que a sua estratégia exportadora sairá reforçada com a reestruturação em curso”.

“Foi com choque e enorme preocupação que inesperadamente recebemos a notícia do encerramento da fábrica da Unicer em Santarém, numa região já castigada pelo desemprego e por salários em atraso”, afirma em comunicado a UGT, acrescentando esperar “que este não seja um sinal de mais dificuldades para a região, numa altura em que os trabalhadores são confrontados com cada vez mais austeridade”.



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