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Economia

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O embaixador do Japão esteve na sede da Nersant, em Torres Novas, para apresentar o novo Acordo de Parceria Económica entre a União Europeia (UE) e o Japão, que entrou em vigor no dia 1 de fevereiro.

No encontro, realizado no dia 12 de fevereiro, Jun Niimi fez questão de dar as boas-vindas em português às cerca de 40 empresas presentes, tendo avançado que “o acordo vai ser muito bom para os negócios entre os dois países. Traz grandes desafios e oportunidades para as empresas do Ribatejo”, em especial devido à redução ou mesmo anulação de impostos e à redução da burocracia.

“O novo acordo é muito favorável à realização de negócios”, considerou também a presidente da direção da associação empresarial, Maria Salomé Rafael, que se referiu ao tema “como uma iniciativa muito importante para a competitividade das empresas da região” e mostrou-se confiante sobre o seu aproveitamento por parte do tecido empresarial da região.

Coube a Paulo Ramos, Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Japonesa, fazer a apresentação detalhada sobre as oportunidades inerentes a este novo acordo, tendo salientado que é “o maior acordo económico alguma vez feito”, e destacado ainda as oportunidades no setor agroalimentar.

No que diz respeito às exportações agrícolas da UE, entre outros aspetos, o acordo elimina os direitos japoneses aplicáveis a muitos queijos, como o Gouda e o Cheddar (atualmente de 29,8%), assim como às exportações de vinhos (atualmente de 15%, em média), permite à UE aumentar substancialmente as suas exportações de carne de bovino para o Japão.

No que toca à carne de porco, haverá um comércio livre de direitos para a carne transformada e quase livre de direitos para a carne fresca e assegura a proteção, no Japão, de mais de 200 produtos agrícolas europeus de elevada qualidade, as chamadas indicações geográficas (IG), garantindo também a proteção de uma seleção de IG japonesas na UE.

Na sua apresentação, Paulo Ramos referiu ainda que o acordo garante igualmente a abertura dos mercados de serviços, em especial, os dos serviços financeiros, comércio digital, telecomunicações e transportes.

Além disso, o acordo facilita o acesso das empresas europeias aos grandes mercados de contratos públicos em 54 grandes cidades japonesas e suprime os obstáculos aos contratos públicos no setor ferroviário, sendo este um setor muito importante do ponto de vista económico a nível nacional e tem ainda em conta as sensibilidades específicas da UE, por exemplo no setor automóvel, com períodos de transição de até sete anos antes de os direitos aduaneiros serem eliminados.



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