Economia

O agrocluster do Ribatejo conta já com 70 associados, depois dos municípios de Coruche e Mação terem formalizado a sua adesão a este cluster agro-industrial que visa promover a cooperação entre empresas desta fileira, com a colaboração e envolvimento de outros agentes como associações empresariais, instituições de ensino superior e entidades públicas.

Os frutos, produtos hortícolas e grandes culturas, as gorduras vegetais e condimentos, as carnes e alimentação animal, subprodutos, serviços e equipamentos são os subsectores incluídos no raio de actuação do agrocluster do Ribatejo, região que, segundo os promotores, “conta com condições naturais únicas e um forte potencial de crescimento e inovação” para o seu desenvolvimento.

Este cluster agro-industrial “é responsável por um volume de negócios de 1.600 mil milhões de euros, 5.000 postos de trabalho, 400 milhões de euros em exportações e 63% da superfície agrícola utilizada no continente”, adianta uma nota de imprensa da Nersant, onde se explica que este projecto visa “colmatar a falta de cooperação entre os actores do sector e fomentar a inovação e o desenvolvimento de produtos inovadores”.

As linhas estratégicas para o futuro, segundo a associação empresarial, passam pela criação de um observatório tecnológico e da inserção dos empresários do distrito em redes internacionais, através do apoio directo às pequenas e médias empresas numa relação de proximidade que permita o apoio à exportação e chegar aos mercados alvo do Norte da Europa, dos PALOP, Japão, Rússia e países árabes.

O tomate, pimento, vinagre e molhos, azeite, enchidos serão alguns dos produtos mais relevantes nesta estratégia de internacionalização e promoção da agricultura ribatejana, embora os responsáveis admitam o alargamento do cluster ao Alentejo “com base nos produtos comuns e no regadio e na disseminação e reforço da cultura de cooperação”.