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O IGESPAR e a Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo (DRC-LVT) não só garantem que todos os procedimentos legais foram escrupulosamente cumpridos em relação à colocação da nova rosácea no Convento de São Francisco, como elogiam o trabalho de recuperação que a Câmara Municipal de Santarém tem desenvolvido neste monumento nacional.

Em resposta a várias questões colocadas pela Rede Regional, a DRC-LVT salienta que “merece apreço” o conjunto de obras de reabilitação que a autarquia scalabitana tem vindo a promover no espaço do convento, que passou para a sua gestão directa em 2009 por um período de 20 anos, depois de ter assinado um protocolo com o então Ministério da Cultura do governo de José Sócrates.

“Entre as diversas intervenções de reabilitação”, particulariza este organismo, está a “consolidação do arco triunfal da igreja do convento”, que “ameaçava completa ruína por causa de umas escavações arqueológicas que lhe descalçaram quase inteiramente o suporte de uma das pilastras”. “Problema de décadas, foi resolvido previamente à intervenção na fachada”, exemplifica, dando outros exemplos de resgate que permitiram que o monumento esteja hoje de portas abertas ao público.

Operação foi autorizada e acompanhada

A colocação da nova rosácea na fachada do Convento de São Francisco, que foi mostrada aos scalabitanos no último 10 de Junho, naquele que terá sido o último acto público de Moita Flores enquanto presidente da Câmara, foi o epílogo de um processo em que a autarquia cumpriu “integralmente” tudo o que está definido na Lei de Bases do Património Cultural, garante a DRC-LVT.

“A operação foi autorizada tendo presente a indissociável, e muito relevante, intervenção de conservação levada a cabo no pórtico da fachada do convento de São Francisco, que ameaçava desintegrar-se”, explica este organismo, acrescentando que mereceu o “acompanhamento técnico e científico de nomes maiores da cultura patrimonial portuguesa”, nomeadamente Delgado Rodrigues, do LNEC, e João Apleton, “que se responsabilizaram cientificamente pela intervenção, a par do corpo técnico que a executou”.

Rosácea não pretende reconstituir nada

As explicações prestadas à Rede Regional pela DRC-LVT salientam ainda que a actual rosácea não pretende reconstituir qualquer elemento arquitectónico que possa ter existido, no passado, na fachada do Convento de São Francisco, tratando-se apenas de uma solução para fechar o vão – vulgo “buraco” – sobre o pórtico.

Do monumento medieval original, resta apenas a fachada que acima o pórtico.

O resto da construção em altura é da responsabilidade da antiga Direcção Geral dos Monumentos Nacionais, numa intervenção realizada entre 1970 e 1974, quando esta parte do edifício se encontrava em risco de ruína eminente, obra que aliás nunca foi concluída, mas alterou a sua configuração.

Depois das várias intervenções de recuperação e de limpeza do espaço feitas pela autarquia, a ideia de fechar o vão sobre o pórtico com uma rosácea foi apresentada ao IGESPAR e à DRC-LVT em Novembro de 2011.

“Este elemento, sem pretender reconstituir algo, foi trabalhado pela escultora que lhe deu forma com inspiração, como a própria testemunhou no acto inaugural, em elementos ornamentais disseminados pelo monumento”, explica esta entidade, que impôs ainda que a solução obedecesse a vários critérios.

A autarquia ficou obrigada a apresentar a rosácea como produto de uma operação actual “para que o público que visita o monumento saiba, a todo o momento, que não está perante um elemento original do sistema construtivo do convento”, explica a DRC-LVT, acrescentando que “a intervenção é absolutamente reversível e, caso haja essa necessidade no futuro, não haverá qualquer entrave técnico à reversão do processo”.

 

Mais informação em:

Rosácea construída a partir de desenhos do século XVIII

Moita Flores despede-se de Santarém com a nova rosácea

 


“Gentes de Almeirim” é o nome da nova associação de cariz cultural e etnográfico que vai ser apresentada publicamente no domingo, 17 de Junho, às 18h30, no auditório da biblioteca municipal Marquesa de Cadaval.

Apesar de só em 2012 ter formalizado a sua constituição enquanto associação sem fins lucrativos, a sua génese remonta a 15 de Maio de 2009, data em que foi apresentado pela primeira vez o disco “EnCantos da Minha Terra”, no cineteatro de Almeirim.

Além de ter dado origem à gravação de um CD com o mesmo nome (e que já vendeu mais de 2.500 exemplares), as orações e temas da religiosidade popular recolhidas por Álvaro Pina Rodrigues e cantadas pelo Padre Mónica tornaram-se num espectáculo de sucesso que passou a ser apresentado com quadros típicos dramatizados por vários actores e figurantes, e que foi percorrendo salas de norte a sul do país.

Até Maio de 2012, o grupo que se formou distribuiu mais de 100 mil euros por várias instituições de solidariedade, pois os lucros de todas as actividades realizadas reverteram sempre para causas de âmbito social.

Sublinhando que não pretendem ser um grupo de folclore, a Gentes de Almeirim diz-se formada por “almeirantes apaixonados pela sua terra, com o objectivo principal de preservar, proteger, salvaguardar e divulgar o património material e imaterial no campo da etnografia do concelho de Almeirim”.

“Hoje, temos os nossos projectos para a dignificação e preservação da cultura almeirante de modo a salvaguardar a herança deixada pelos nossos antepassados”, salienta a associação em comunicado, onde acrescenta que, paralelamente, visa também “trabalhar para diversas causas ou instituições de modo a que a vertente socio caritativa esteja presente”.

A apresentação pública da Gentes de Almeirim e do seu programa de actividades servirá também para o lançamento do DVD do espectáculo que deu origem à criação da associação. Como esta iniciativa está integrada no programa das festas da cidade de Almeirim, que decorrem de 16 a 24 de Junho, a Gentes de Almeirim fará uma pequena breve apresentação do “EnCantos da Minha Terra” às 22 horas, no palco do recinto das festas, no jardim da biblioteca municipal.


Depois de ter esgotado a sala em noite de estreia, a 19 de Maio, a Associação Popular de Alcanhões (APA), concelho de Santarém, vai voltar a apresentar as peças de teatro “O Marido Caído no Laço” e “Uma Noite Bem Passada” no sábado, 16 de Junho, a partir das 21h30, nas antigas instalações da Auto-Alcanhões.

Além das peças, duas comédias populares levadas à cena por um grupo de jovens actores amadores que arrancou fortes aplausos ao público presente na primeira apresentação, há várias surpresas e outras actuações durante o espectáculo.

Os bilhetes podem ser adquiridos na Galeria, em Alcanhões, e custam 4 euros para os associados da APA e 6 euros para não sócios.

Mais informações em:

Teatro amador está de regresso a Alcanhões

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