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O Rancho Folclórico do Vale de Santarém organiza, nos dias 31 de agosto e 1 de setembro, o seu 27º Festival Nacional de Folclore.

Além do rancho da casa, foram convidados os ranchos da Casa do Povo de Alte (Algarve), da Região de Leiria, de Viegas (Ribatejo) e da Ereira (Montemor-o-Velho).

A festa começa no dia 31, sexta-feira, pelas 21h30, com abertura de quermesse e bar e, uma hora depois, a atuação no grupo musical Ritmo Certo.

No dia 1 de setembro, sábado, a chegada dos grupos está marcada para as 17h00, seguindo-se o desfile pelas ruas da vila (18h00) e do festival (21h30). Depois da atuação dos ranchos haverá música com o DJ Big Formiga.


“O trabalho de farnel aviado” é o nome da exposição que a Associação para a Defesa do Património Etnográfico e Cultural (ADPEC) da Glória do Ribatejo vai inaugurar no sábado, 25 de Agosto, às 17h30, no museu etnográfico desta vila do concelho de Salvaterra de Magos.

Esta mostra temática tem por base a evolução do trabalho entre as famílias e os habitantes da Glória do Ribatejo ao longo de várias décadas do século XX, revelando as condições laborais quase sobre humanas que muitos glorianos tiveram que suportar para sobreviver e as inúmeras dificuldades que sentiram quando não havia trabalho e não havia pão na mesa.

A exposição, que tem um teor didáctico e identitário, reúne e coloca à disposição do público objectos, fotografias e histórias de vida desses tempos idos, mas que ficaram gravados na memória colectiva da vila.

O nome da mostra – “trabalho de farnel aviado” – vem dos grandes sacos (de farnel) que transportavam os mantimentos essenciais (o avio) que os ranchos de trabalhadores da Glória levavam para as longas estadias nos campos de cultivo da região, onde chegavam a ficar durante 15 dias.

Apesar da agricultura sempre ter sido o principal meio de subsistência de muitas famílias, não havia nas proximidades grandes lavradores e casas agrícolas, o que obrigava os habitantes da Glória a procurar trabalho para os proprietários agrícolas das grandes extensões de terrenos nas lezírias de Vila Franca de Xira, Benfica do Ribatejo ou Almeirim.

Quando os ranchos de homens de alforges aos ombros e mulheres com farnéis à cabeça ou à ilharga partiam a pé para os campos, percorrendo cerca de 20 a 30 quilómetros, a Glória ficava com uma aparência estranha, de quase abandono, onde permaneciam apenas os idosos já gastos para o trabalho, e as crianças de terna idade que ainda não tinham idade nem corpo para trabalharem.

A exposição passa em revista também as décadas de 60 e 70, quando desapareceram as praças de jorna e os trabalhadores agrícolas passaram a deslocar-se para o trabalho em camionetas ou tractores e regressam diariamente a casa, e chega aos anos 90, dando destaque às alterações introduzidas pelo cultivo do tomate nos campos ribatejanos e pela mecanização da agricultura.


“Arte pela objectiva” é o nome da segunda maratona fotográfica que a secção de fotografia da Sociedade Filarmónica Alpiarcense 1º de Dezembro vai realizar no próximo dia 9 de Setembro, uma iniciativa integrada no programa oficial da Alpiagra, a feira comercial e agrícola da Alpiarça.

As inscrições, que custam 5 euros por participante, estão abertas até 7 de Setembro, podendo ser efectuadas através do preenchimento do impresso online disponibilizado em www.sfafotografia.blogspot.com, ou através do endereço electrónico Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar..

Promover o convívio entre os entusiastas da fotografia e dar a conhecer o património edificado, ambiental e cultural da Alpiarça são os grandes objectivos desta iniciativa, em que os participantes só podem fotografar dentro da área geográfica do concelho.

No início da maratona, a organização fornecerá uma lista com cinco temas para registar em imagens, devendo os concorrentes apresentar a concurso uma fotografia de cada tema.

Há prémios individuais para as melhores três fotografias em cada grupo etário (maiores e menores de 16 anos) e também para o melhor portfólio de cinco imagens.

O júri, que avaliará os trabalhos tendo em conta os parâmetros da qualidade, criatividade, perspectiva, enquadramento e portfólio, será composto por um fotógrafo profissional, um docente na área da fotografia e um representante da SFA 1º de Dezembro.

A edição de 2011, que durou sete horas, juntou 74 entusiastas da fotografia vindos sobretudo de vários pontos do distrito, mas também de Lisboa, Setúbal, Castelo Branco, Leiria e Portalegre.

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