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O cineasta Manuel de Oliveira vai ser homenageado pela Ordem dos Arquitectos (OA) no domingo, 15 de Abril, às 15 horas, data em que se assinala a inauguração da recém-criada delegação de Abrantes, a estrutura que sucede ao Núcleo do Médio Tejo desta ordem profissional.

A homenagem, na qual está prevista a presença do realizador, realiza-se no cine-teatro São Pedro, e terá uma mesa redonda com Manoel de Oliveira, João Belo Rodeia, presidente da AO, e com o arquitecto Nuno Portas.

No final do debate, será exibido o documentário “Oliveira, o Arquitecto”, da autoria de Paulo Rocha. Filmado na casa do realizador, em 1993, e contando com a sua participação, este documentário “é uma inspiração de vida para a profissão de arquitecto”, afirma Pedro Costa, o presidente da nova delegação.

Segundo o mesmo, esta iniciativa foi inspirada pela “proximidade entre o trabalho criativo do realizador e do arquitecto”, uma vez que ambos “traduzem aspectos estéticos, sensibilidades, gostos, visões do mundo e das cidades, construindo ambos memórias que perduram para as gerações vindouras”.

Com novas competências e novos desafios, a criação desta delegação tem como propósito descentralizar a estrutura directiva da OA, “criando uma escala de proximidade com os profissionais que operam no terreno e estruturando programas locais que valorizem a profissão e a função do arquitecto”, explica uma nota de imprensa desta associação.

A nova estrutura vê agora alargada a sua área de intervenção aos concelhos de Alter do Chão, Avis, Chamusca, Gavião, Golegã, Mora, Ponte de Sor, Sertã e Vila de Rei. A nível da direcção, Pedro Dias Costa é o presidente, Ricardo Cabrita o tesoureiro, Carlos Duque o secretário, e Sara Morgado a vogal suplente.

A sessão de homenagem a Manoel de Oliveira conta com as parcerias e apoios da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes do Instituto Politécnico de Tomar, no âmbito da licenciatura em “vídeo e cinema documental”, da Câmara de Abrantes e do clube de cinema Espalhafitas.

Está praticamente tudo a postos para receber os 241 dançarinos das nove comitivas dos oito países estrangeiros que participam no Festival Internacional de Folclore do Concelho de Almeirim (FIFCA), que se realiza entre os dias 20 e 25 de Abril.

Numa conjuntura marcada pela crise económica e pela escassez de apoios oficiais, este festival organizado pelo rancho folclórico de Benfica do Ribatejo continua a crescer e a trazer ao público ribatejano grupos etnográficos das mais variadas regiões do mundo.

Nesta 3ª edição, destaque para a América do Sul, que estará representada por agrupamentos do Brasil, Colômbia e Paraguai, a que se juntam grupos da Eslováquia, Itália, Sérvia, Lituânia e Egipto.

Como novidade, fica o facto do FIFCA sair das fronteiras do concelho de Almeirim e entrar em quatro concelhos vizinhos: Benavente, Alpiarça, Santarém, através da freguesia de Alcanhões, e Salvaterra de Magos, através da freguesia de Muge, onde estão previstos vários espectáculos e actuações na rua, em contacto com as populações.

O trabalho a nível da organização, toda ela formada por voluntários não remunerados, tem sido “do outro mundo”, segundo disse Ricardo Casebre, o presidente do festival, na conferência de imprensa de apresentação do FIFCA 2012, que decorreu na segunda-feira, 9 de Abril, no salão nobre da Câmara de Almeirim.

“Um festival desta dimensão e com esta qualidade só é possível graças ao envolvimento de todas as forças vivas do concelho e aos muitos que dão o seu trabalho sem nada receberem em troca”, disse o responsável, explicando que, perante a falta de apoios oficiais, restou “ir à luta e estabelecer parcerias com quem nos quis ajudar”.

Cada um dos grupos participantes estará acompanhado durante 24 horas por dia por elementos da organização, que também teve que tratar de toda a operação logística para o alojamento, estadia, alimentação e transporte das comitivas, além das questões de segurança e de toda a parte burocrática. Há 22 guias para acompanhar em permanência os grupos e 30 socorristas, 20 dos quais dos bombeiros voluntários de Almeirim, prontos para responder a qualquer problema que possa surgir. Só o rancho de Benfica vai servir, em seis dias, cerca de 1.500 refeições e três bufetts.

Do programa oficial do festival, destaque para as duas galas. A de abertura realiza-se no dia 20, às 21h30, seguida por uma welcome party na Quinta do Casal Branco, organizada pela Confraria Gastronómica de Almeirim, que este ano surge bastante envolvida no FIFCA. A gala de encerramento realiza-se no dia 25 de Abril, às 16h30, no pavilhão desportivo de Benfica do Ribatejo, precedida de um mega piquenique no parque da Zona Norte, em Almeirim, e de um grande desfile pelas ruas da cidade. O programa detalhado, com as actuações de cada um dos agrupamentos em cada local, pode ser consultado no site oficial do festival, em www.fifca2012.org.

Paulo de Carvalho, uma das referências incontornáveis da música portuguesa, vai celebrar 50 anos de carreira em Tomar, num espectáculo que se realiza no cine-teatro Paraíso, no dia 21 de Abril, às 21h30.

O autor de “E Depois do Adeus”, tema que serviu de senha para a revolução de Abril de 74, traz à cidade do Nabão um concerto onde revisita todos os grandes êxitos da carreira, casos de “Gostava dos Vos Ver Aqui”, “Nini dos Meus Quinze Anos”, “Dez Anos”, “Prelúdio (Mãe Negra)”, “Os Meninos de Huambo” ou “O Cacilheiro”, entre outros.

Paulo de Carvalho vai interpretar estes temas com novos arranjos e acompanhado por músicos de uma geração posterior à sua.

Paulo de Carvalho celebrizou-se ao longo destes anos não só como músico, que cruza estilos que vão do fado ao jazz ou da música ligeira aos ritmos africanos, mas também como autor, dando ritmo e emprestando a sua voz inconfundível a poemas de Ary dos Santos, José Niza, Fernando Assis Pacheco ou Joaquim Pessoa.

Os bilhetes custam 10 euros e o espectáculo tem cerca de uma hora e meia.

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