A Casa Museu dos Patudos, em Alpiarça, reabriu ao público esta segunda-feira, 31 de outubro, após a conclusão da primeira fase das obras de reabilitação do edifício, inseridas num projeto de reabilitação com um custo global estimado na ordem dos 2,5 milhões de euros, comparticipados pelo Quadro de Referência Estratégica Nacional.

Esta primeira fase permitiu fazer a recuperação estrutural da casa que foi projetada pelo arquiteto Raúl Lino, repor os circuitos tradicionais do espaço (nomeadamente recolocando o painel de azulejos retirado quando abriu como museu, em 1960) e abrir pela primeira vez ao público a área mais íntima da casa que foi habitada pela família do republicano José Relvas no início do século passado.

Os visitantes podem optar por uma visita à totalidade da casa ou por um novo circuito, que integra partes da antiga visita e o segundo andar, onde se situam os quartos da família. “José Relvas entre os seus” é o nome do novo circuito temático que abre as portas para uma visita aos quartos de José Relvas, da mulher, D. Eugénia, e dos hóspedes, com uma passagem pelas portas fechadas do quarto onde se suicidou o filho Carlos e que, por vontade testamentária, nunca poderá ser mostrado ao público.

A reabertura da casa coincide com os 82 anos da morte de José Relvas.

A câmara municipal de Alpiarça quer integrar a Casa dos Patudos num circuito mais vasto “que passa pela criação de um parque temático que incluirá a barragem, a reserva natural do cavalo do Sorraia, as estações arqueológicas e o parque de campismo.