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O vencedor de uma menção honrosa no Prémio Nacional de Teatro Bernardo Santareno de 2009 decidiu tornar público o seu descontentamento com a Câmara Municipal de Santarém pelo facto de ainda não ter sido publicada a sua peça de teatro premiada.

Em causa está o texto “A Morte do Soldado”, de Carlos Alberto Machado, a quem a autarquia scalabitana, que promove este concurso através do Instituto Bernardo Santareno (IBS), prometeu a edição da peça em livro, nos finais de 2009.

“Desde então para cá, através de e-mail, foi um autêntico calvário, com inúmeras, sucessivas e cada vez mais estranhas apresentações de motivos para adiamentos da edição da peça – depois de entrega de orçamentos de edição, etc., etc”, denuncia o autor, que reside nas Lajes do Pico, através de uma carta onde sustenta que “a situação é caricata, absurda – ou apenas inqualificável”.

Carlos Alberto Machado acrescenta ainda que se sente vítima de “uma fraude”, e justifica que decidiu tornar o caso público como forma de alerta para “futuros concorrentes a coisas dessa Câmara”, que “poderão ter de se sujeitar a ir à procura do Presidente por várias autarquias deste país (e arredores)”.

Autarquia assume falta de disponibilidade financeira

O presidente do IBS, Vicente Batalha, lamenta a situação que se criou e confirma que a edição ainda não foi feita por falta de disponibilidade financeira da Câmara de Santarém.

Mas o responsável e membro do júri do concurso salienta também que a autarquia “não tem obrigatoriedade de publicar o texto, uma vez que o regulamento do concurso estabelece que só a peça vencedora seja editada em livro”.

“A Morte do Soldado” é uma das cinco menções honrosas que foram atribuídas em 2009, “um ano de excepcional qualidade nas obras a concurso”, explicou à Rede Regional Vicente Batalha. “Para que textos tão bons não se perdessem no esquecimento, o júri do concurso deliberou fazer uma recomendação à Câmara para que todas as cinco obras fossem também editadas, além da vencedora”, acrescentou o presidente do IBS.

“Há, de facto, uma recomendação e uma promessa feita a este autor, que a Câmara pretende cumprir assim que estiverem reunidas as condições financeiras para isso”, afirmou Vicente Batalha, acrescentando que tudo o que se refere aos prémios pecuniários (15 mil euros) e às edições dos textos vencedores nas três edições do concurso (2007, 2009 e 2011) está a ser integralmente cumprindo.

“O concurso realiza-se nos anos ímpares e as edições são feitas nos anos pares. Como estamos em 2012, vamos cumprir com a obrigação de editar o texto vencedor”, garantiu o presidente do IBS, recordando tratar-se da obra “Em Viagem para Belle Rêve”, de Armando Nascimento Rosa.



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