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Composto por um acervo de cerca de 30 mil obras doadas pelo próprio, o Centro de Investigação Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão foi inaugurado oficialmente no sábado, 25 de Maio, numa cerimónia que contou com a presença do historiador, investigador e académico natural de Santarém.

Aos 86 anos, Veríssimo Serrão explicou aos presentes no Convento de S. Francisco que pensou há vários anos em seguir o exemplo de Braamcamp Freire e doar o seu espólio literário à cidade de Santarém.

Além dos 30 mil volumes da sua biblioteca pessoal, Veríssimo Serrão entregou também aos cuidados da Câmara dezenas de caixotes com documentos manuscritos, apontamentos de investigações que realizou, objectos pessoais do seu escritório, diplomas e condecorações, entre outros artigos que estão à disposição do público na Casa de Portugal e de Camões (no antigo Presídio Militar), onde foi instalado este Centro de Investigação.

Entre os documentos, está a correspondência pessoal que o historiador trocou com Marcelo Caetano quando este foi primeiro-ministro do Estado Novo, que ainda é considerada classificada e não está disponível para consulta.

A criação deste pólo de investigação remonta a Março de 2011, data em que a autarquia aceitou a doação de Veríssimo Serrão, que presidiu à Academia Portuguesa de História durante mais de três décadas.

Para o presidente da Câmara, Francisco Moita Flores, o centro é “uma homenagem devida desta cidade que dele recebeu tanto”. Ex-aluno de Veríssimo Serrão, Moita Flores recordou que, há mais de 20 anos, quando estudou em Paris, teve que se deslocar à biblioteca do Centro Georges Pompidou.

“Naquela imensidão de livros, percebi que só havia dois historiadores portugueses traduzidos: uma era Vitorino Magalhães Godinho, o outro era o professor Veríssimo Serrão, o que dá bem a ideia da dimensão do seu prestígio”, afirmou Moita Flores.

O director do centro de investigação é o também historiador scalabitano Martinho Vicente Rodrigues, que pretende criar naquele espaço “uma oficina de trabalho criativo de novas linhas críticas do pensamento e da investigação”, incentivando “um salutar intercâmbio entre investigadores”.

Além de reunir já mais de 200 associados, o centro está a estabelecer protocolos com outros centros de investigação nacionais e estrangeiros.

Para assinalar a sua abertura oficial, foi também lançado durante a cerimónia o número zero da revista “Mátria XXI”, que reúne já um conjunto de trabalhos académicos e ensaios assinados por investigadores ligados ao centro, de várias áreas do saber.



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