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A diferença de valores entre o cachet de Mariza e as restantes bandas oriundas de Abrantes que vão actuar quase de borla nas festas da cidade está a provocar polémica no meio musical local.

Pelo espectáculo marcado para o dia 14 de Junho, a fadista vai ganhar qualquer coisa como 30 mil euros (verba que absorve cerca de 42% do orçamento total, que este ano é de 70 mil euros), ao passo que as bandas abrantinas se ficam pelos 400 euros, cada uma.

Os músicos não contestam o valor que Mariza cobra pela sua actuação, tendo em conta o reconhecido talento, a carreira e a projecção internacional da fadista.

O que está em causa é a diferença, sublinham.

A indignação subiu de tom quando uma fonte da autarquia, que nunca surge identificada, declarou ao Jornal de Abrantes não entender o mal-estar e o desconforto das bandas locais uma vez que estas tiveram oportunidade de negociar o seu cachet.

O vocalista dos Kwantta, uma das bandas envolvidas, utilizou a sua página do Facebook para desmentir o município, negando ter existido qualquer negociação entre a autarquia e os músicos. “Os cachês das bandas não foram negociados, mas sim apresentados às bandas”, escreve Marco Pereira, acrescentando ainda que “foi ocultado às bandas (é esse o termo) a vinda de um artista nacional às festas da cidade, ao mesmo tempo que se apelou à boa vontade de todos os artistas locais para fazerem as festas a low cost”, uma vez que a Câmara atravessa dificuldades financeiras

“Isto é mentir, meus senhores!”, exclama o músico, ao passo que outras bandas de Abrantes também já deram conta do seu desagrado com a situação.

O assunto já mereceu a atenção dos vereadores do PSD, que, na última reunião da autarquia, no dia 7 de Maio, defenderam que “se a Câmara de Abrantes não tem dinheiro para pagar aos artistas da terra condignamente, também não tem para contratar uma artista internacional como a Mariza”.

“Não podem ser sempre os pequenos a pagar a factura, para mais daquilo que não comeram”, lê-se numa declaração deixada por Santana-Maia Leonardo e Belém Coelho, onde os eleitos social-democratas lamentam que “a crise só sirva para justificar a pobreza dos cachets pagos aos artistas da terra, à semelhança do que sucede com o corte dos salários em que os grandes e os principais responsáveis são sempre poupados aos sacrifícios”.

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