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Instalado no centro coordenador de transportes, o novo museu municipal de Almeirim abriu as portas ao público no sábado, 24 de Março.

Contudo, esta não será a sua “casa definitiva”, segundo o presidente da autarquia, que não escondeu “o sonho” de o ver instalado no antigo convento da Ordem Terceira de São Francisco, um edifício conhecido na cidade pelas “escolas velhas”.

“Vamos tentar aproveitar os fundos do QREN para recuperar o edifício e reconverter o seu interior de modo a dar-lhe um aproveitamento cultural, com várias salas para as mais diversas actividades e até um pequeno anfiteatro”, explicou José Sousa Gomes, dando conta que “o investimento não será pequeno”.

“Se a candidatura for aprovada e conseguirmos concretizar este projecto, penso que será lógico transferir para lá o museu de Almeirim, uma vez que o espaço que terá outra dignidade para acolher o seu espólio”, acrescentou o autarca.

O museu agora inaugurado vai funcionar de terça-feira a sábado, mas encerra às segundas e domingos, precisamente o dia em que Almeirim recebe mais visitantes e turistas, que param para frequentar os restaurantes da cidade a poucas dezenas de metros do centro coordenador de transportes.

Sousa Gomes reconhece que, com esta limitação, o museu perde atractividade e visitantes, mas explica que “ter esta estrutura aberta ao domingo representa um esforço financeiro e em termos de pessoal que a autarquia não tem capacidade para fazer, neste momento”. Em termos de público, nesta primeira fase, o museu será direccionado sobretudo para os alunos das escolas do concelho.

O projecto para a concretização de um museu municipal em Almeirim remonta a 2005, desde a altura em que a Câmara herdou o vasto espólio do extinto museu etnográfico da Casa do Povo de Almeirim.

“O acervo da Casa do Povo começou a ser recolhido na década de 40 do século passado, quando José Vermelho teve a ideia de promover uma recolha intensiva de objectos junto da população”, explicou à Rede Regional a directora do Museu, Marta Milheiro.

É este o património que serve de base ao que está exposto aos visitantes, juntamente com outras peças históricas que são propriedade do município. “Fizemos uma análise detalhada de todos os objectos que existem e tentámos dar-lhes alguma coerência e uma sequência lógica.

No fundo, temos aqui a cronologia da evolução de Almeirim, feita a partir de um espólio etnográfico”, afirmou a responsável, acrescentando que das cerca de 1.350 peças inventariadas, apenas aproximadamente 150 estão expostas ao público no centro coordenador de transportes.

Entre as peças com maior valor histórico, contam-se alguns objectos recuperados do antigo Paço Real de Almeirim, um original da primeira impressão do Cancioneiro Geral, de Garcia de Resende, e duas panelas de ferro fundido produzidas na antiga fundição de Oeiras, que são “raríssimas”, segundo Marta Milheiro.

Mas há muito mais para ver, num espaço dividido por vários núcleos temáticos que fazem um enquadramento histórico e cronológico da evolução e da riqueza patrimonial do concelho.



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