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Sociedade

O Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal de Tomar deduziu acusação contra sete arguidos pela prática de crimes de furto qualificado e de recetação de fio de cobre entre dezembro de 2013 e junho de 2014.

Segundo a acusação, relevada pela Procuradoria de Santarém, "os arguidos organizaram-se em grupo e decidiram passar a dedicar-se, em conjunto e com regularidade, ao furto de cabo da linha telefónica da PT Comunicações, S.A. (MEO). Em causa estava o cabo utilizado no traçado aéreo existente em diversas localidades dos concelhos de Tomar, Ourém, Torres Novas e Ferreira do Zêzere".

De acordo com a mesma fonte, "o objetivo dos arguidos seria apoderarem-se do fio de cobre, com o propósito de o venderem posteriormente e, com o produto de tais vendas, assegurarem o sustento de cada um".

Após os furtos, os arguidos dirigiam-se a locais isolados onde deitavam fogo aos cabos furtados, para assim queimarem as suas proteções e extraírem o cobre, que posteriormente era vendido numa sucateira do concelho da Chamusca.

Na investigação que levou à acusação, o Ministério Público foi coadjuvado pela PSP de Tomar.

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A vila de Coruche foi palco de uma procissão em honra de Nossa Senhora de Fátima onde centenas de devotos percorreram cerca de um quilómetro ao longo de uma passadeira com 2.017 pares de sapatos e 6.051 terços.

Os sapatos foram recolhidos entre os peregrinos da comunidade católica local, ao passo que os terços – um por cada Pastorinho de Fátima, ou seja, três a multiplicar por 2.017 – foram oferecidos pelas crianças do concelho de Coruche.

“O material recolhido vai ser enviado para missões em Moçambique e Angola”, explicou à Rede Regional o padre João Luís Silva, assistente da Mensagem de Fátima na Diocese de Évora, no final desta manifestação religiosa, que se realizou este domingo, 19 de fevereiro.

Por envolver um número recorde de sapatos e terços, a iniciativa recebeu o nome de “Nas Pegadas dos Pastorinhos”, e realizou-se no âmbito das comemorações do centenário das aparições de Fátima, precisamente na véspera da memória litúrgica dos beatos Francisco e Jacinta.

A passadeira de alcatifa, colocada ao longo da margem do rio Sorraia, media 860 metros até à Praça de Água, onde foi colocada uma imagem de Nossa Senhora de Fátima no cimo de uma oliveira, e mais 210 metros até ao pavilhão multiusos de Coruche, num percurso final dedicado aos sete sacramentos que dava a volta à praça de touro da vila.

“Eu sei que Nossa Senhora de Fátima toca muito ao coração dos portugueses, mas nunca esperei um grupo tão grande nesta procissão. Estou muito feliz com a adesão dos devotos”, acrescentou ainda o padre João Luís Silva.

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O Tribunal de Santarém vai começar a julgar um grupo de oito arguidos que está acusado pelo Ministério Público (MP) de contrafação de moeda e tráfico de armas, entre outros crimes.

Os homens, com idades entre os 27 e 46 anos, são suspeitos de falsificar notas de 20 e 50 euros recorrendo a uma impressora caseira, que depois introduziam no mercado como se fosse dinheiro verdadeiro.

Segundo o despacho de acusação, a que a Rede Regional teve acesso, o grupo terá impresso pelo menos cerca de 30 mil euros em notas de 20, e 5 mil euros em notas de 50, segundo as quantidades de papel apreendidas pela Polícia Judiciária (PJ).

O grupo foi apanhado numa grande operação da PJ que envolveu diligências em vários locais do país, casos de Almeirim, Coruche, Leiria, Mafra, Venda do Pinheiro e Odivelas, entre outros.

A parte do processo relacionada com a falsificação de dinheiro envolve quatro dos oito arguidos, sendo que um deles é simultaneamente suspeito de liderar um esquema de tráfico de armas ilegais.

Este homem, um vendedor de automóveis de 36 anos, e um segurança noturno de 27 anos, tentaram vender, segundo a acusação, 10 armas de fogo, a 1.000 euros cada uma.

Três dos compradores, que foram apanhados pela PJ na posse das armas, são os restantes arguidos neste processo, que vai começar a ser julgado em março.

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