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O Plano Distrital de Emergência de Proteção Civil de Santarém foi hoje ativado às 18h00 desta quarta-feira, 16 de agosto, devido ao elevado número de incêndios no distrito, nomeadamente à situação do incêndio de Mação, onde, às 00h00 desta quinta-feira, havia 768 operacionais a combater as chamas, apoiados por 228 viaturas.

Citada pela agência Lusa, a presidente da Comissão Municipal Distrital de Proteção Civil de Santarém, Maria do Céu Albuquerque, também presidente da Câmara de Abrantes e da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, explicou que a decisão de ativar o Plano de Emergência decorreu na sequência do "número de incêndios que se verificam na região" e da necessidade de "preparar todos os meios disponíveis, após reunião com o Comandante Operacional Distrital" (CODIS) do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Santarém.

Refira-se que o incêndio de Mação se estendeu ao final da tarde ao concelho do Sardoal e atualmente já tem uma frente ativa no concelho de Abrantes.

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Incêndio em Mação está descontrolado e a situação é dramática

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ATUALIZAÇÃO ÀS 19H15

As pessoas que se recusaram a sair da aldeia de Louriceira, no concelho de Mação, que esteve cercada pelas chamas, estão bem, apesar do fogo ter consumido várias casas.

A garantia é do vereador Vasco Marques, da autarquia de Mação, que foi o responsável pela evacuação da aldeia. “Fui eu quem a evacuou e sei quem lá ficou, seis ou sete moradores que não quiseram sair, mas que estão lá todos", disse o autarca à agência Lusa.

 

De acordo com a página da Autoridade Nacional de Proteção Civil, cerca das 19h15, estavam no terreno 450 operacionais, apoiados por 132 meios terrestres e 13 meios aéreos.

 

 

NOTÍCIA ORIGIAL ÀS 16H00

O presidente da Câmara de Mação, Vasco Estrela, diz que a situação no concelho “é dramática” e que, apesar do incêndio ter acalmado durante a manhã, “agora as chamas estão completamente descontroladas”.

A autarquia e a proteção civil decidiram há pouco iniciar o processo de evacuação da aldeia de Vale de Amêndoa, levando as pessoas para a Santa Casa da Misericórdia de Mação

"É dramático, o vento vai levantar-se durante a tarde e o fogo está a dirigir-se para a aldeia de Aboboreira e para a vila de Mação e os meios de combate no terreno são insuficientes para resolver esta situação", disse Vasco Estrela à agência Lusa.

Vasco Estrela criticou ainda a atuação da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC), afirmando não ver “em Mação o número de meios aéreos que estão indicados na página”.

“Alguma coisa está a correr mal", criticou o autarca, acrescentando que, "numa hora crítica, estiveram mais de uma hora sem qualquer meio aéreo".

O vice-presidente da Câmara de Mação, António Louro, dá conta também de um cenário dantesco na aldeia de Louriceira, que, segundo disse à Lusa, “está cercada pelas chamas”.

Entrevistado pela TVI, o presidente da Junta de Freguesia de Louriceira, José Fernando Martins, não escondeu o seu desespero e diz que não sabe como está a população. Entre os moradores que estavam na localidade havia várias crianças que terão sido evacuadas por um jipe da autarquia. Pelo menos 6 adultos terão recusado sair.

De acordo com a página da Autoridade Nacional de Proteção Civil, cerca das 15:45, estavam no terreno 310 operacionais, apoiados por 88 meios terrestres e 13 meios aéreos.

De acordo com a mesma página, estavam várias estradas cortadas, nomeadamente a EN 244-3, entre Louriceira e Serra, a EM 1284, entre Chão Codes e Vila de Rei, a EM 548, entre Chão de Codes e Aboboreira, e os Caminhos Municipais (CM) 1284, 75, e 1285.

Várias avarias em três veículos de recolha de resíduos sólidos urbanos do Cartaxo estão a dificultar a limpeza das ruas do concelho, com a autarquia a admitir que possam existir atrasos na recolha habitual.

Em nota enviada à Rede Regional, a Câmara do Cartaxo "apela à compreensão e colaboração de todos os munícipes para que não depositem o seu lixo doméstico nos contentores cuja recolha não tenha sido possível".

XTerra Golegã - Fotos Carlos Simões