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Os próximos dias serão de chuva, algum vento e há até a possibilidade de queda de neve em zonas pouco habituais, a partir dos 400 metros de altitude.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a precipitação começará fraca no litoral Norte e Centro, e estender-se-á progressivamente às restantes regiões.

A partir da madrugada de quarta-feira, 22 de março, prevê-se queda de neve acima dos 800/1000 metros, descendo gradualmente para os 400/600 metros.

O vento será do quadrante oeste, soprando moderado (até 35 km/h) no litoral oeste, com rajadas até 60 km/h, e sendo forte (até 45 km/h), com rajadas até 70 km/h nas terras altas.

As temperaturas mínimas na região deverão oscilar entre os 2 e os 7 graus centígrados, enquanto as máximas não deverão ultrapassar os 17 graus.

No mar, as ondas poderão chegar aos 5 metros.

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O Ministério Público (MP) pede uma “pena exemplar” e de “prisão efetiva” para a jovem mãe que está acusada de ter morto o seu próprio filho recém-nascido e escondido o cadáver numa das barreiras de Santarém, em junho de 2016.

Nas alegações finais, que decorreram esta terça-feira, 21 de março, no Tribunal de Santarém, a Procuradora da República considerou ter ficado provado que a arguida, R. Duarte, praticou o crime de “forma meticulosa” e “inteiramente planeada”.

Para o MP, resultaram provados todos os factos constantes do despacho de acusação, até porque a própria arguida, durante o julgamento, acabou por confessar parte deles.

R. Duarte admitiu ter escondido a gravidez de todos os familiares e amigos, até porque não sabia em concreto quem era o pai, e nunca procurou acompanhamento médico.

A jovem contou ainda que deu à luz numa casa abandonada onde já tinha residido e, de seguida, embrulhou o recém-nascido numa peça de roupa de lã e foi deixá-lo numa zona de mato junto a uma fonte na Estrada Nacional 3, à entrada de Santarém.

Dias depois, a já com a ajuda da amiga com quem residia, moveu o cadáver para uma barreira na Calçada dos Galhardos, o local onde foi encontrado, e depois de uma tia ter feito da situação à PSP de Santarém.

A Procuradora da República sublinhou ainda que, apesar de ser inconclusiva quanto à causa real da morte devido ao estado de decomposição do corpo, a autópsia atesta claramente que o bebé nasceu com vida.

A advogada de defesa de R. Duarte disse “não poder discordar mais” das conclusões a que chegou o MP, considerando não ter ficado provado que a arguida planeou a morte do seu próprio filho.

Na sua análise, é impossível provar para lá de qualquer dúvida que a jovem mãe terá morto o recém-nascido, ou de que forma concreta o bebé morreu, pelo que pediu a sua absolvição da acusação mais grave que enfrenta, a de homicídio qualificado.

Segundo a advogada de defesa, R. Duarte foi a própria a explicar ao coletivo de juízes que escondeu a gravidez porque tinha medo de perder os seus outros dois filhos, que estavam a ser disputados com o pai num processo judicial pela custódia dos menores, e por não querer prejudicar a sua atual relação na altura, uma vez que o namorado não era o pai da criança.

A leitura do acórdão ficou marcada para a próxima terça-feira, 28 de março, às 14 horas.

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O crematório de Almeirim vai ser uma realidade a médio prazo e terá um custo que rondará os 350 mil euros.

Quem o garante é o presidente da Câmara local, Pedro Ribeiro, explicando que o projeto “está já numa fase avançada, tendo em vista a sua concretização”.

Segundo os números já apurados, o custo do equipamento deverá rondar os 350 mil euros, repartidos a meias entre a construção de raiz do edifício dentro do cemitério, que se situa bem no centro da cidade, e a aquisição do forno de cremação e restantes equipamentos.

O concurso público será lançado após os serviços do município concluírem o projeto.

Uma vez que não são admissíveis candidaturas a fundos europeus para este tipo de equipamentos, o investimento será suportado na totalidade pelos cofres do município. Contudo, segundo Pedro Ribeiro, a Câmara espera recuperar o dinheiro num prazo máximo de 10 anos, através da rentabilização do funcionamento do crematório.

A gestão do equipamento vai ser entregue à Junta de Freguesia de Almeirim, que pagará à Câmara uma verba anual para ir amortizando o investimento.

“A estrutura financeira do projeto e a forma como vamos conceder a sua exploração são alguns dos aspetos que ainda estão a ser desenhados”, explicou o autarca à Rede Regional.

Quando estiver em funcionamento, o crematório de Almeirim será o primeiro do Ribatejo e uma alternativa viável para as famílias que optam por este tipo de cerimónias fúnebres em relação ao enterro tradicional.

Neste momento, os que pretendem a cremação têm que se deslocar a Lisboa ou à Póvoa de Santa Iria, no concelho de Vila Franca de Xira, o que encarece bastante o custo dos funerais.

Carnaval Samora Correia - Fotos João Dinis

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