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Sociedade

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Uma mulher, na casa dos 60 anos, foi detida na quinta-feira, 6 de dezembro, pela Polícia Judiciária (PJ) de Leiria por ser suspeita da autoria de vários incêndios na zona de Rio de Couros, concelho de Ourém.

Segundo a agência Lusa, que cita fonte da PJ, desde o ano passado que recaem sobre esta mulher, sexagenária, suspeitas de ter ateado de “forma dolosa” vários incêndios, nomeadamente dois na zona de Rio de Couros, embora na mesma zona se tenham verificado mais fogos.

A PJ informou ainda que foi recolhida informação de que a suspeita “terá tentado impedir a ação dos bombeiros no combate a incêndios na zona da sua residência”.

Após ter sido presente às autoridades judiciárias competentes, foi-lhe decretada a medida de coação de termo de identidade e residência.

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IMAGEM DE ARQUIVO / ILUSTRATIVA

Dois jovens, com 19 e 20 anos, ficaram feridos com gravidade na sequência do despiste do veículo ligeiro em que seguiam, cerca das 2h30 da madrugada deste sábado, 8 de dezembro, na localidade de Marinhas do Sal, concelho de Rio Maior.

Chamados ao local, os bombeiros de Rio Maior e Benedita, com o apoio das equipas das Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER) dos hospitais de Santarém e Caldas da Rainha, tiveram de proceder ao desencarceramento das duas vítimas, uma evacuada para Santarém e outra, em estado mais grave, para um hospital de Lisboa.

Durante o despiste, a viatura derrubou um poste elétrico, tendo a estrada entre Rio Maior e as Marinhas do Sal estado interrompida durante cerca de 3 horas para as operações de socorro e limpeza da via, que contaram com um total de 19 operacionais, apoiados por 8 viaturas.

As vítimas residem na freguesia de Alcobertas, no concelho de Rio Maior, a poucos quilómetros do local.

Nas últimas semanas, os Bombeiros Municipais de Santarém (BMS) receberam várias multas da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) que penalizam situações de excesso de velocidade em que as ambulâncias vão em marcha de urgência, devidamente assinalada, e a fazer transportes intra-hospitalares urgentes, devidamente validados pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU).

A situação já não é nova, uma vez que em 2017 e início de 2018 já se tinham registado casos semelhantes, na altura envolvendo os radares colocados pela Polícia Municipal de Lisboa, situação que acabaria por ser resolvida após a história ter sido tornada pública pela Rede Regional.

Agora o caso assume contornos mais graves, uma vez que as multas se referem a radares colocados na A1 e a ANSR não tem aceite as justificações, devidamente documentadas, enviadas pelo comando. Os motoristas, além de pagarem a multa, correm o risco de perder pontos e, em última instância, devido ao acumular de situações, a própria carta de condução. Um bombeiro já foi multado duas vezes.

"Daqui a pouco os motoristas não querem conduzir", refere o comandante dos Municipais de Santarém, José Guilherme, totalmente solidário com os seus homens. O responsável garante que sempre que as cartas da ANSR chegaram, foram enviadas os devidos comprovativos de que as viaturas seguiam em situação de urgência, entre eles o relatório da ocorrência, o verbete no INEM e o número do CODU, pelo que não percebe este comportamento da autoridade, que não dá sequer qualquer explicação.

A primeira das multas desta segunda vaga surgiu em Outubro e refere-se a uma situação em que a ambulância seguia a 153 Km/h na A1, entre Aveiras e o Carregado. A viatura transportava um doente com situação cardíaca grave do Hospital de Santarém para o Hospital de Santa Marta, e, na foto que acompanha a multa, é possível ver que a marcha ia devidamente assinalada com as luzes de emergência.

Este mês, a corporação já recebeu mais duas multas. Uma referente a 25 de setembro em que a ambulância ia a 152 Km/h, às 23h40, ao quilómetro 42 da A1, numa emergência cardíaca para o Hospital de Santa Marta, em Lisboa, e outra, referente a 8 de fevereiro, a 143 Km/h na A1, próximo de Alenquer, também com uma situação de emergência para aquele hospital de Lisboa.

"Há situações em que até vamos acompanhados da equipa médica, que nos dá um tempo de referência de 40 minutos para chegar ao hospital. São casos em que às vezes os doentes até vão ventilados", explica José Guilherme, que não percebe o silêncio e a atuação da ANSR nestas situações.

A Rede Regional contactou a ANSR há mais de um mês (a 23 de outubro) mas até ao momento também não recebeu qualquer resposta às questões colocadas.

Simulacro da Proteção Civil no Entroncamento - Fotos: José Neves