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A derrocada do passeio na Rua São João Batista de Judá, em Abrantes, ocorreu há mais de quatro anos, a 13 de novembro de 2014.

As terras, o entulho e o muro destruíram uma antiga garagem de Jorge Grácio, um munícipe que ainda está à espera de resolver o problema com a Câmara Municipal de Abrantes.

“Em quatro anos, só fui contatado uma vez, e por engano, porque chamaram-me para uma vistoria enquanto herdeiro do imóvel ao lado, que nem sequer é meu”, afirmou o lesado à Rede Regional.

No final de novembro, Jorge Grácio foi à última reunião pública da autarquia expor o problema, mas a presidente e os vereadores “desvalorizaram a questão, e até chegaram a dizer que não tinham conhecimento da situação”, segundo relata.

Enquanto a barreira não levar um muro em betão de suporte e o passeio não for arranjado, Jorge Grácio não pode usufruir da sua propriedade, para a qual até tem um projeto de construção de uma moradia de três andares, devidamente aprovado pela autarquia.

“E tenho pago todos os anos o IMI do terreno”, garante o lesado.

Jorge Grácio conta ainda que, meses antes do deslizamento, alertou a Junta de Freguesia para o perigo do abatimento da barreira, mas ninguém lhe deu ouvidos.

Hoje, explica que nem sequer ser ressarcido pelos danos, pretende apenas que os poderes públicos assumam as suas responsabilidades para avançar com o seu projeto de construção e poder usufruir da sua propriedade.

A Rede Regional solicitou esclarecimentos à Câmara Municipal de Abrantes, que remeteu todas as explicações sobre o caso para a próxima reunião pública do executivo, que se realizará na próxima terça-feira, 11 de dezembro.

Simulacro da Proteção Civil no Entroncamento - Fotos: José Neves