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A Organização Sindical dos Polícias (OSP/PSP) emitiu um comunicado onde condena as agressões físicas sofridas por dois agentes da PSP de Santarém e lamenta “a inércia da Direção Nacional da PSP para defender os seus homens e mulheres”.

O comunicado tem por base o caso verificado na tarde do passado sábado, 15 de setembro, junto ao W Shopping, em Santarém, quando dois agentes foram chamados a intervir numa contenda que envolvia “dois grupos com mais de 10 pessoas” e ameaças a um dos seguranças do centro comercial.

Ao tentar acalmar os ânimos, um dos polícias foi mesmo agredido a murro, ao passo que o outro sofreu ferimentos num braço, tendo ambos sido transportados ao Hospital de Santarém para receber assistência.

Segundo a OSP/PSP, o único apoio disponível para acorrer ao local, na altura, foi uma patrulha da Esquadra de Trânsito com apenas um elemento, uma vez que a Equipa de Intervenção Rápida (EIR) estava destacada para fazer segurança na gala de eleição da rainha das vindimas do Cartaxo.

O sindicato assinala ainda que os agentes conseguiram deter o autor das agressões, um homem sobre quem pendia uma ordem judicial para cumprir uma pena de prisão efetiva de três anos e meio, mas que foi libertado poucas horas depois pelo Procurador da República de turno no Tribunal de Santarém.

“As agressões a polícias não cessam, os tribunais não condenam os agressores, o MAI não faz escolas de polícias em número suficiente, constatando-se, muitas das vezes, que os polícias estão sozinhos nas esquadras à noite (um único elemento), em carros patrulha (um único elemento do trânsito) e não têm apoio de ninguém”, lê-se no comunicado.

A OSP/PSP lamenta ainda que as EIR, criadas “para apoiar os poucos polícias que ainda andam na rua”, trabalhem desfalcadas e sejam “constantemente desviadas para festas e futebol, ou seja, serviço de enquadramento duvidoso e com prejuízo claro para os polícias e o erário público”.

“Exigimos respeito e dignidade”, escreve no comunicado este organismo sindical, denunciando que a PSP “está à beira do colapso a todos os níveis, sobretudo em termos de efetivos e ferramentas para laborar no dia a dia”.

Simulacro da Proteção Civil no Entroncamento - Fotos: José Neves