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Uma empresa de Santarém é uma das muitas vítimas de um alegado burlão do norte do país, que opera através de anúncios de classificados publicados em jornais.

“O que mais me revolta é que ele continua a atuar impunemente e a burlar mais pessoas, sem que ninguém o trave, mesmo depois de todas as denuncias que já fizemos”, disse à Rede Regional Sónia Canaverde, dos Reboques Canaverde, que já apresentou queixa-crime na PSP de Santarém, comunicou o caso à Polícia Judiciária de Lisboa e tem tido contatos regulares com a GNR do concelho de Caminha.

O caso remonta a 20 de junho, quando esta empresa de Santarém entrou em contato um “Sr. Moreira”, que alega vender todo o tipo de material mecânico através de um anuncio publicado no jornal Correio da Manhã, e encomendou-lhe duas peças usadas para automóveis no valor de 1.380 euros.

“Como ele pareceu honesto ao telefone e garantiu que as peças já vinham a caminho através de uma transportadora, nós, mesmo com alguma desconfiança, acabámos por fazer uma transferência bancária para uma conta que ele indicou”, explica Sónia Canaverde.

“Nos dias seguintes, quando percebemos que nada ia chegar, entrámos novamente em contato com ele, que foi deixando de atender o telefone aos números que já conhecia”, conta a empresária, acrescentando que o alegado burlão manteve sempre a versão de que a encomenda já tinha sido expedida e estava a caminho de Santarém.

Na última semana, e perante as sucessivas insistências em reaver o dinheiro, o homem enviou aos Reboques Canaverde um cheque de um banco espanhol que nem sequer está em seu nome, e que os lesados desconfiam ser mais uma tentativa de burla.

Entretanto, e quase fazendo um trabalho que competia às autoridades, Sónia Canaverde conseguiu descobrir que o indivíduo, de 52 anos, tem dezenas de queixas-crime apresentadas contra si, já foi declarado contumaz na sequência de processo por emissão de cheque sem provisão, em 1997, e opera através de várias empresas registadas em Espanha, nas regiões de Vigo e Ponteviedra.

“O caso tem que ser denunciado para que mais ninguém seja enganado”, sublinha Sónia Canaverde, confessando que esperava uma atitude mais célere e empenhada por parte das várias forças de segurança a quem já expôs a burla.

A Rede Regional tentou várias vezes o contato através do número de telefone colocado no anúncio, mas as chamadas não foram atendidas.

Partida em Coruche do Grande Prémio de Ciclismo Abimota - Fotos: João Dinis