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Entre 2012 e finais de 2017, uma menor foi alvo de avanços sexuais constantes por parte do próprio pai, que lhe mexia por todo o corpo e a convidava explicitamente para fazer sexo.

O homem, um trabalhador agrícola de 51 anos, foi condenado a seis anos e meio de prisão, em cúmulo jurídico, por quatro crimes de abuso sexual de crianças agravado.

Durante o julgamento, que decorreu à porta fechada no Tribunal de Santarém, o arguido acabou por confessar alguns dos episódios que constavam do Despacho de Acusação do Ministério Público (MP), mas classificou os apalpões por baixo da roupa e as conversas obscenas de “meras brincadeiras”.

Segundo a Rede Regional conseguiu apurar, o coletivo de juízes ficou impressionado com o relato frio do homem acerca da sua relação com a filha, hoje com 17 anos, mas que cresceu com grande medo do pai e das consequências de contar a alguém os abusos de que era vítima.

Os factos ocorreram na casa onde a família residia, numa aldeia do concelho de Coruche, e nem a mãe nem uma irmã da vítima quiseram prestar depoimento em tribunal.

Quando o caso foi descoberto, a jovem, que tem um ligeiro atraso cognitivo, foi colocada num lar de acolhimento em Santarém.

Apesar de condenado, o homem permanece ainda em liberdade porque apresentou recurso da decisão de primeira instância.

Contudo, mantém-se proibido de contatar de qualquer forma com a filha e aproximar-se da casa onde residiam.

Partida em Coruche do Grande Prémio de Ciclismo Abimota - Fotos: João Dinis