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715 operacionais, 425 dos quais bombeiros, 167 veículos e 3 helicópteros de ataque inicial, são os principais números do Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais (DECIR) no distrito de Santarém nesta fase mais complicada do ano, números muito semelhante aos de 2017.

Citado pela agência Lusa, o Comandante Distrital de Operações de Socorro (CODIS) de Santarém, Mário Silvestre, disse que o plano operacional distrital tem uma “doutrina já enraizada”, marcada por “mobilizações iniciais bastante musculadas do ponto de vista do ataque inicial”, filosofia que se vai manter.

“Não há sistema que resista”, afirmou Mário Silvestre, adiantando que uma das estratégias adotadas no distrito de Santarém tem sido o “balanceamento de meios”.

Ou seja, “não nos ficamos por uma triangulação com três corpos de bombeiros. Isso é o mínimo”, explicou à mesma fonte.

Na entyrevista à Lusa, o CODIS de Santarém declarou-se “defensor acérrimo” das Unidades Locais de Proteção Civil, tendo participado esta terça-feira, 13 de junho, ao fim do dia numa sessão promovida pela delegação distrital da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) de sensibilização dos eleitos de freguesia para o “papel crítico” que desempenham nesta área.

Recorde-se que em 2017, o distrito de Santarém registou 1.421 ocorrências, tendo a taxa de resolução no ataque inicial (até aos 90 minutos) sido de 94,16% e a área ardida atingido os 19.000 hectares.

Contudo, num só dia (07 de julho), o dispositivo teve que responder a 25 incêndios, 15 deles ocorridos entre as 14h00 e as 18h00.

Simulacro da Proteção Civil no Entroncamento - Fotos: José Neves