chamusca appcoruche ficor

 

O Tribunal de Santarém determinou esta quarta-feira, 16 de maio, a acareação entre Moita Flores e Ramiro Matos, ex-presidente e ex-vereador da Câmara de Santarém, e Joaquim Correia Bernardo, antigo secretário da Santa Casa da Misericórdia, devido a “contradições fundamentais” nos seus testemunhos.

Em causa está a ação interposta pela Santa Casa da Misericórdia de Santarém à autarquia, reclamando cerca de 50 mil euros pelo arrendamento da praça de touros em 2007, já lá vão 11 anos.

Hoje, em tribunal, Correia Bernardo, afirmou que o acordo para utilização da praça de touros foi redigido a escrito, tendo o protocolo, assinado a 30 de maio desse ano, sido junto aos autos.

Recorde-se que na primeira sesão de julgamento, a 2 de maio, Moita Flores admitiu que teve várias reuniões com o então provedor da Santa Casa sobre o aluguer da praça de touros, mas afirmou que não se recorda da celebração de qualquer acordo formal

Segundo a agência Lusa, Correia Bernardo entregou agora ao tribunal cópia do ofício da câmara municipal que formaliza o contacto telefónico que manteve com Moita Flores no final de abril de 2007. Entregou ainda cópia do protocolo assinado a 30 de maio por si, pela vice-provedora e pelo então presidente da câmara e que disse ter sido mandado redigir por Ramiro Matos, que, declarou, esteve presente na reunião em que ficaram determinadas as condições em que a SCMS arrendava a praça de touros para as três corridas.

Estas contradições levaram os mandatários do município a pedir a acareação entre Moita Flores e Correia Bernardo, tendo a advogada da Santa Casa juntado o nome de Ramiro Matos para esclarecimento sobre a autoria da redação do protocolo.

NOTÍCIAS RELACIONADAS:

Misericórdia de Santarém põe câmara em tribunal por dívidas com 11 anos

Moita Flores admite conversas informais com Misericórdia mas nega qualquer acordo

Inauguração Sabores do Toiro Bravo, em Coruche - fotos João Dinis