chamusca pinoquiomicromineiro slide

macaovacamorta

A proprietária de 50 vacas bravas de casta portuguesa para lide e toureio que andavam à solta em Penhascoso, concelho de Mação, vai interpor um processo judicial contra a decisão da Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) em abater os animais.

Em declarações à agência Lusa, a ganadeira Rita Monteiro explica que as vacas, novilhos e bezerros andavam à solta desde janeiro porque fugiram da propriedade depois de um ataque de cães vadios. Como mora em Lisboa, diz que teve dificuldade em recolher os animais que são "de um património genético único".

No entanto, o presidente da Câmara de Mação, Vasco Estrela, também ouvido pela Lusa, revela que o abate dos 43 animais decorreu durante o mês de março, depois de dois meses em que a meia centena de vacas invadiu propriedades alheias, causou dois acidentes de viação, gerou receio na população e inúmeras queixas e denúncias, nunca tendo a proprietária resolvido o problema.

O abate foi feito com o parecer positivo do veterinário municipal de Mação, que esclarece que as vacas em causa são de raça brava para lide em toureio e agressivas por natureza, sendo de elevada perigosidade ao deambularem desgovernadas pelas localidades.

As autoridades ainda tentaram, sem sucesso, capturar os animais com recurso a dardos anestesiantes, e o veterinário garante à Lusa que a proprietária, ao longo de todo este processo, nunca tentou ou conseguiu recolher os animais por falta de disponibilidade, tendo estes sido abatidos por elementos do SEPNA da GNR entre 16 de março e 28 de março.

A proprietária, que disse à Lusa ser a única detentora de animais desta raça em Portugal, não se conforma, garantindo que nunca lhe disseram que iam abater os animais.

Mas os problemas para a ganadeira poderão não se ficar pelos prejuízos com a perda dos animais. O veterinário municipal de Mação afirma que os animais foram colocados em Penhascoso ilegalmente, sem guias de trânsito e numa propriedade sem condições ou licenciamento para albergar animais desta natureza, havendo ainda duas ou três vacas à solta pelos campos de Mação.

Já fonte da DGAV, disse à mesma agência de informação que além dos animais não apresentarem as necessárias condições de rastreabilidade por falta de identificação, por desconhecimento do estatuto sanitário dos animais e pela situação ilegal da exploração, registaram-se dois acidentes de viação causados pelos animais, um dos quais na freguesia de Penhascoso, Mação, tendo daí resultado a morte do animal, a destruição da viatura e a hospitalização do condutor.

Simulacro da Proteção Civil no Entroncamento - Fotos: José Neves