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Um cadastrado foi condenado a 21 anos de prisão, efetivos e em cúmulo jurídico, por ter morto a tiro um vendedor de cannabis na Serra de Santo António, concelho de Alcanena, e ferido com gravidade um amigo da vítima mortal, num negócio de droga que deu para o torto.

Num acórdão lido esta quarta-feira, 11 de abril, o Tribunal de Santarém deu como provado que o arguido, Felisberto Gomes, de 29 anos, matou Nélson Felicíssimo com dois tiros e disparou com intenção de matar o amigo que o acompanhava, em novembro de 2015, quando estes mostravam os sacos com a droga, junto a um carro estacionado perto da igreja da aldeia.

Felisberto Gomes, que só foi detido pelas autoridades em França nove meses depois do crime, foi condenado a 18 anos de prisão pelo homicídio de Nelson Felicíssimo e a nove anos pelo homicídio na forma tentada do amigo da vítima mortal, tendo apanhado uma pena única de 21 anos de prisão.

Como antecedentes criminais, o arguido tinha já uma condenação por homicídio na forma tentada, em 2008, e cadastro por roubo e detenção de arma proibida.

Além de Felisberto Gomes, este processo tinha ainda mais dois arguidos acusados pelos mesmos crimes pelo Ministério Público (MP), dois homens de 28 e 32 anos que se deslocaram com ele da zona da grande Lisboa a Alcanena, com a intenção de comprar cannabis.

Contudo, o coletivo de juízes decidiu absolvê-los, acreditando que nenhum dos dois sabia que o assassino estava armado ou que podiam prever que iria matar alguém.

No que se refere a indemnizações cíveis, o arguido foi condenado ao pagamento de cerca de 90 mil euros à companheira e ao filho menor de Nelson Felicíssimo, e aproximadamente 26 mil euros ao homem que estava com a vítima mortal durante a transação, e que foi atingido pelas costas, quando tentava fugir.

Partida em Coruche do Grande Prémio de Ciclismo Abimota - Fotos: João Dinis