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A 22ª edição do mês da enguia de Salvaterra de Magos fica marcada por um recorde no número de restaurantes aderentes ao certame gastronómico, que este ano conta com 21 casas de restauração espalhadas por todo o concelho, mais dois que em 2017.

O aumento do número de participantes acaba por ser um sinal do interesse que o certame desperta junto do sector da restauração, uma vez que traz um aumento significativo de visitantes durante o mês de março.

“Em função do aumento do número de visitantes, aparecem também os empresários com uma maior oferta para que quem nos visita possa consumir a enguia”, afirmou à Rede Regional Hélder Esménio, o presidente da Câmara de Salvaterra de Magos, sublinhando a importância que o certame tem tido na dinâmica económica do concelho e na sua promoção turística fora da região da lezíria ribatejana.

E falando de recordes, nunca se consumiu tanta enguia em Salvaterra de Magos como em 2017: foram servidas cerca de 6,5 toneladas durante o evento, o que coloca a fasquia bastante elevada para a edição deste ano.

Nas ementas dos restaurantes, os apreciadores da “rainha do Tejo” vão encontrar não só as formas de confeção mais tradicionais deste peixe do rio, casos da enguia frita com arroz de feijão ou a caldeirada e o ensopado, mas também pratos mais arrojados como a enguia escalada, à lagareiro, no churrasco com molho de vinagrete, com migas de espargos ou até o sushi de enguia, entre outras propostas.

Um programa que se estende bem para além da mesa

salvaterramesenguia01Mais do que um evento apenas ligado à gastronomia, o mês da enguia de Salvaterra de Magos é um certame que tem crescido ano após ano no sentido de ser uma grande montra de todas as atividades económicas mais relevantes no concelho.

Ao mesmo tempo que promove este peixe do rio, dá também a conhecer o arroz que se produz no concelho, o pão, os enchidos e os vinhos, entre outros produtos.

Com o afluxo dos visitantes, promove-se o alojamento local, os passeios de barco no rio Tejo e as visitas aos locais mais emblemáticos do concelho, como é o caso da Falcoaria Real, ou não fosse Salvaterra de Magos a capital nacional da falcoaria.

Este ano, também como novidade, fica o facto da feira do artesanato e produtos tradicionais, que se realiza no pavilhão municipal, passar a ser de âmbito nacional, com uma centena de expositores de norte a sul do país e um programa de animação constante com atuações de todos os ranchos folclóricos e bandas de música popular do concelho, além de espetáculos para crianças e outras atividades para os visitantes.

Partida em Coruche do Grande Prémio de Ciclismo Abimota - Fotos: João Dinis