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O Tribunal Judicial de Santarém vai a julgar a ex-chefe de secretaria da Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos do Concelho de Alpiarça (ARPICA) e o marido, que era tesoureiro da mesma instituição, pelo crime de peculato.

O casal, de 42 e 47 anos, é suspeito de ter desviado quase 110 mil euros das contas da instituição, ao longo de três anos e meio.

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), a que a Rede Regional teve acesso, a mulher fazia suas quantias em dinheiro que estavam no cofre da secretaria da ARPICA, e que eram provenientes de pagamentos à instituição ou das mensalidades dos utentes do lar de idosos.

Para disfarçar, a arguida registava contabilisticamente os movimentos, mas nunca entregou os documentos que justificavam a saída das verbas.

A situação foi detetada em 2009 pelo técnico de contas, que alertou a direção da ARPICA.

O marido, enquanto tesoureiro, mandava corrigir as diferenças de saldo, justificando-as como erros gerados pelo programa informático.

Com este esquema, o casal ter-se-á apropriado de quase 105 mil euros.

Os restantes 5 mil euros que constam da acusação do MP foram gastos em artigos como roupa para adultos e crianças, produtos de higiene e de beleza, alimentos e até tabaco.

Uma vez que estava encarregada de ir às compras para a instituição, a arguida aproveitava também para adquirir produtos para si, pagando com o dinheiro da ARPICA.

O desfalque foi descoberto em 2009, na sequência de uma auditoria financeira às contas da instituição.

A arguida, que era chefe da secretaria desde 1999, foi despedida em novembro de 2012.

O marido pediu renuncia ao mandato.

Futebol: Jogo Coruchense x Mondenense | Fotos: João Dinis