chamusca apptagus

tomaraquedutopegoes

A empreitada de reabilitação e reforço estrutural do Aqueduto dos Pegões, em Tomar, arrancou no início deste mês de agosto, num investimento que ronda os 310 mil euros, acrescidos de IVA.

Das diversas anomalias identificadas, as principais intervenções vão recair sobre os desaprumos registados nas colunas designadas por P14 a P17, que também necessitam de estabilização das fundações.

 “Os estudos indicam que a estabilização dessas quatro colunas é suficiente para travar a evolução dos danos na zona do aqueduto em análise”, explica uma nota de imprensa da Câmara de Tomar, que acrescenta que a obra terá um prazo de execução de 180 dias.

Com uma extensão superior a seis quilómetros, o Aqueduto de Pegões, no troço do Vale dos Pegões, é composto por um conjunto de 60 arcos de volta inteira que, na zona central, de arcaria dupla, se apoiam em 17 arcos quebrados, apoiados em pilares atingindo uma altura máxima de cerca de 30 metros.

A sua construção remonta a princípios do século XVII, tendo sido mandado erigir por D. Filipe I, para abastecer de água o Convento de Cristo.

Não obstante se tratar de um Monumento Nacional, classificado em 1910, cuja gestão e conservação é da competência do IGESPAR, “o município, preocupado com a degradação de algumas zonas do aqueduto e o elevado risco de ruína de algumas das colunas, adjudicou em 2016 um conjunto de estudos e o levantamento geométrico do troço entre as duas casas de decantação, incluindo ensaios dinâmicos, caraterização de patologias e desenvolvimento de projeto de reforço estrutural do mesmo”, acrescenta a nota de imprensa da autarquia.

XTerra Golegã - Fotos Carlos Simões