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Quatro pessoas foram detidas durante a tarde e noite desta sexta-feira, 18 de agosto, por suspeita de serem autores de vários incêndios ocorridos no distrito de Santarém.

A primeira situação ocorreu cerca das 18h00, na Póvoa da Isenta, no concelho de Santarém, onde a GNR deteve um homem, de 60 anos, por ser suspeito da autoria de um incêndio que deflagrara cerca de meia hora antes na povoação.

Segundo a Rede Regional conseguiu apurar, o indivíduo em causa, bastante conhecido na localidade, sofre de problemas de saúde mental e terá ateado fogo na sua propriedade, permanecendo no interior da mesma enquanto as chamas progrediam.

O incêndio foi extinto rapidamente pelos bombeiros mas o homem acabou detido pela GNR e foi posteriormente levado pela Polícia Judiciária.

Em Mação, ao início da noite, a GNR, após receber várias denúncias de populares, deteve outros dois homens mas, segundo a Rede Regional apurou junto de fonte da GNR, não se confirmaram as suspeitas de fogo posto.

Os dois homens estariam a fazer limpeza no terreno de uma emigrante e tinham na sua viatura, para deitar no lixo, um bidon com gasolina e vários sacos cheios de folhas, ervas e restos de ramos cortados, o que levou os populares a alertarem a guarda.

A Polícia Judiciária foi chamada ao local e interrogou os suspeitos mas acabou por deixá-los em liberdade já de madrugada, acreditando na versão que contaram, que foi confirmada pelo homem que os tinha contratado, familiar da emigrante.

A quarta situação decorreu cerca da meia noite num incêndio que deflagrou às 22h41 nas barreiras de Alfange, em Santarém.

Segundo fonte da proteção civil, um popular viu um jovem a pegar fogo numa zona de mato e correu no seu encalce, tendo-o conseguido agarrar e chamando a PSP, que tomou conta da ocorrência e deteve o suspeito por suspeita de fogo posto.

O rapaz, de 25 anos, residente em Santarém, foi presente a tribunal na manhã deste sábado, 19 de agosto, aguardando-se as medidas de coação eventualmente aplicadas.

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A Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) revelou esta tarde que os incêndios que lavram no distrito de Santarém voltaram a agravar-se.

Patrícia Gaspar, adjunta-nacional de operações da ANPC, disse á agência Lusa que as zonas mais críticas do incêndio de Mação localizavam-se “um pouco em todo o flanco oeste e sul deste incêndio”: a zona de Alvega, em Abrantes, as zonas de Murteira, Vale da Abelha e Ortiga e Romaninhal, em Mação, e ainda Vale de Onegas, já no concelho do Sardoal.

As reativações provocaram ainda novo corte na A23, cuja circulação está cortada em ambos os sentidos entre o nó de Mouriscas e o nó de Mação.

Além da A23 está cortada a Estrada Nacional 3 entre Penhascoso (concelho de Mação) e Mouriscas (Abrantes). A alternativa à circulação do trânsito é a EN118.

Às 18h00 estavam no terreno 773 operacionais, 225 viaturas e 7 meios aéreos.

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Um despacho conjunto do Primeiro-Ministro e da Ministra da Administração Interna decretou o estado de calamidade em cerca de centena e meia de concelhos do país, incluindo onze do distrito de Santarém.

No documento, a que a Rede Regional teve acesso, o estado de calamidade é justificado pelo facto do país estar a ser "severamente fustigado por incêndios florestais de grande dimensão, que têm colocado enormes exigências ao Dispositivo Operacional de Combate a Incêndios Florestais e a todos os agentes de proteção civil dos concelhos afetados".

A juntar a esta situação, "de acordo com as previsões meteorológicas para os próximos dias, em particular para o fim de semana, o risco de incêndio será extremamente elevado, com especial incidência nos distritos do interior do Centro e Norte do País e em alguns concelhos dos distritos de Beja e do Algarve", diz o despacho.

Em face do perigo elevado, António Costa e Constança Urbano de Sousa consideram ser necessário declarar estado de calamidade nos distritos e concelhos com índice de risco elevado ou extremo de incêndio, a partir das 14 horas de 18 hoje até às 24 horas de 21 de agosto.

No caso do distrito de Santarém, os concelhos abrangidos são Abrantes, Alcanena, Chamusca, Constância, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Rio Maior, Sardoal, Tomar e Vila Nova da Barquinha.

António Costa explicou ainda que a declaração de calamidade pública proíbe a utilização de fogo-de-artifício ou de qualquer outro material pirotécnico nas festas populares que têm lugar nesta época do ano.

Leia o despacho AQUI.

XTerra Golegã - Fotos Carlos Simões