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Sociedade

psp velocidade

Nas últimas 72 horas, a PSP de Santarém fiscalizou e controlou por radar 4.659 viaturas de diferentes categorias, tendo detetado mais de centena e meia de infrações, a esmagadora maioria (92) por excesso de velocidade.

Destaque ainda para os 6 casos de utilização indevida de telemóvel e outros tantos por falta de inspeção.

Neste período a polícia deteve 10 pessoas, entre as quais uma mulher de 28 anos e um homem de 37, por assalto a um estabelecimento comercial de Santarém, durante o período de funcionamento.

Os dois suspeitos tinham furtado várias peças de vestuário avaliadas em 321,00 Euros pelo seu proprietário.

Na mesma cidade foi detido um homem, de 42 anos de idade, em virtude de ter sido fiscalizado e se ter verificado não ser titular de habilitação legal para o exercício da condução automóvel.

Foram igualmente detidos um homem e duas mulheres, em virtude de terem sido emitidos mandado de detenção e condução.

Quatro outros casos semelhantes aconteceram em Tomar (2), Cartaxo e Torres Novas.

gnr viatura avariada

IMAGEM DE ARQUIVO / ILUSTRATIVA

O Destacamento de Trânsito da GNR de Santarém, responsável por cerca de 6000 km2 e de 300 km de autoestradas, tem menos 44 militares do que há quatro anos e viaturas com uma média de 14 anos e 400 mil km.

Os números são da deputada do CDS eleita pelo distrito de Santarém, Patrícia Fonseca, que na audição do ministro da Administração Interna no âmbito da especialidade do Orçamento do Estado para 2019 apresentou vários dados preocupantes ao Governante, parte dos quais ficaram sem resposta.

Após o anúncio do reforço de 364 viaturas para a GNR, a nível nacional, Patrícia Fonseca quis saber quantas virão para o distrito de Santarém, mas o ministro não respondeu.

Patrícia Fonseca alertou ainda para o caso do Destacamento de Santarém, “que tem responsabilidade sobre uma área bastante significativa e uma falta gritante de militares para assegurar todo o patrulhamento” e lembrou que o Posto Territorial para Alcanede, que foi já autorizado pela tutela, mas cuja construção ainda não teve início.

Esse não é, no entanto o único problema, uma vez que mesmo que as instalações já estivessem construídas não havia efetivos para lá colocar. “E esse é um outro problema tão mau ou pior que o das infraestruturas”, diz Patrícia Fonseca.

É que o posto territorial mais perto de Alcanede é o de Pernes, mas tem apenas nove militares, o que é manifestamente insuficiente para garantir o funcionamento do próprio posto. A freguesia de Alcanede é assim assegurada pelo Posto Territorial de Santarém, cujos militares, diz a deputada do CDS “chegam a demorar uma hora de caminho (dadas as condições da estrada), o que condiciona a intervenção atempada das forças de segurança”.

Para agravar esta situação, o reforço dos GIPS em 2018 foi feito à custa dos efetivos que já tinham formação militar, o que levou a que o Destacamento de Santarém tivesse sofrido uma redução de 77 militares. Patrícia Fonseca questionou o ministro sobre quantos dos anunciados 950 formados este ano irão reforçar os efetivos de Santarém, questão que também ficou sem resposta.

Já sobre os postos territoriais de Alpiarça e de Coruche, que não têm as condições devidas e cujas obras estão prometidas, a resposta do Governo, pela voz da secretária de Estado Isabel Oneto, foi de que estão em curso os projetos de execução das respetivas obras.

simulacro entroncamento

A estação ferroviária do Entroncamento foi palco este sábado, 10 de novembro, de um exercício da proteção civil cujo objetivo foi testar meios, equipamentos e avaliar o desempenho das entidades envolvidas, assim como testar a eficácia do Plano Municipal de Emergência.

O exercício decorreu num cenário de sismo nesta região do país e a partir dessa situação realizaram-se 3 simulacros em contextos diferentes: matérias perigosas, sequestro e incêndio.

O exercício envolveu elementos do Comando Distrital de Proteção Civil, do Serviço Municipal de Proteção Civil do Entroncamento, dos Bombeiros Voluntários do Entroncamento, da CP – Comboios de Portugal, da Medway – Transportes e Logística, da Takargo – Transporte de Mercadorias SA, da IP – Infraestruturas de Portugal, da PSP – Polícia de Segurança Pública, da GNR – Guarda Nacional Republicana e do INEM – Instituto Nacional de Emergência Médica, entre outras.

Num balanço ao exercício, o presidente da Câmara Municipal, Jorge Faria, explica que foram simuladas várias situações reais e foram também equacionadas e encontradas várias soluções. “Espero que não tenham que ser colocadas em prática, no entanto fica a aprendizagem de todos os envolvidos”, comentou.

Já o Comandante Distrital da Proteção Civil, Mário Silvestre, fez o balanço deste simulacro e afirmou que “estes exercícios servem para testar os agentes de proteção civil e a componente de decisão politica face a um cenário complexo. Felicito o Entroncamento pela realização do exercício porque permitiu validar os constrangimentos existentes, garantindo através do processo lições aprendidas e permitiu também o envolvimento de todos os agentes no âmbito das ocorrências.”

No dia 26 de novembro será feito um briefing, onde serão analisados os resultados do exercício.

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Simulacro da Proteção Civil no Entroncamento - Fotos: José Neves