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Saúde

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Um grupo de trabalhadores do Hospital Distrital de Santarém concentrou-se esta quarta-feira, 15 de novembro, com o objetivo de denunciar, entre outras situações, a falta de pessoal neste hospital que, segundo os trabalhadores, “origina desta forma uma desregulamentação dos horários de trabalho”.

Em comunicado, a delegação de Santarém do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA), explica que “a não tomada de medidas pelas entidades competentes põem em causa o serviço público de saúde, assim como a segurança e saúde dos trabalhadores” dos hospitais.

Em causa está essencialmente a falta de assistentes operacionais e técnicos auxiliares de saúde, que o sindicato estima que ronda a centena de trabalhadores que são necessários contratar, o que está a obrigar os trabalhadores a fazerem turnos seguidos, sem as 12 horas de intervalo como obriga a lei, e sem folgar aos sábados e aos domingos.

Citado pela agência Lusa, Luís Pesca, da direção distrital de Santarém do STFPSSRA, diz que o sindicato tem realizado reuniões com os conselhos de administração das duas unidades hospitalares do distrito, nas quais tem sido informado dos esforços desenvolvidos junto da tutela para que sejam autorizadas contratações, sem sucesso, dadas as limitações impostas pelo Ministério das Finanças ao Ministério da Saúde.

A concentração repete-se esta quinta-feira, às 15 horas, no Hospital de Abrantes, onde, segundo o sindicato, a situação é ainda mais caótica.

O sindicato já informou também o Ministério da Saúde e a Autoridade para as Condições do Trabalho da prática de horários ilegais, pelo que, dada a ausência de respostas e o agravamento da situação, nomeadamente devido ao aumento de baixas médicas entre os trabalhadores, decidiu avançar para este protesto.

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Duarte Marques, deputado do PSD eleito pelo círculo de Santarém, acusou o atual de Governo de “andar a brincar com a saúde”, ao detetar um corte na despesa em medicamentos que ronda, em média, os 80% no Hospital de Santarém e no Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT).

Segundo números divulgados pelo próprio Duarte Marques, o Orçamento de Estado para 2018 prevê “um corte de 18% nas despesas totais, 85% na despesa com medicamentos e 56% em material de consumo clínico” no Hospital de Santarém, face ao contrato-programa de 2017.

No que diz respeito ao CHMT, há um corte de quase 80% nos medicamentos e 77% em material de consumo clínico, segundo o mesmo, para quem “isto só pode ser mentira”.

Duarte Marques questionou diretamente o ministro da Saúde no debate do OE2018 na especialidade, tendo Adalberto Campos Ferreira respondido que reforçará estas verbas caso seja necessário, e que o grosso do orçamento está centralizada nos serviços do Ministério da Saúde.

“Mas então para que serve este orçamento que aqui discutimos? É um orçamento irrealista, de farsa, e que até parece mentira”, questionou de seguida o deputado social democrata.

Duarte Marques considerou ainda que, por um lado, este modelo de gestão “viola as regras democráticas, a transparência e fiscalização”, e, por outro, revela “total falta de confiança nas administrações dos hospitais, que são relegadas para meros notários das decisões do ministro”.

hospital santarem

O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos de Santarém (MUSPS) está preocupado com o atraso de cerca de três meses nas obras dos blocos operatórios do Hospital de Santarém.

O MUSPS reuniu esta quinta-feira, dia 9, com o Conselho de Administração do Hospital de Santarém, onde este assunto foi debatido, tendo ficado agendada uma visita ao local para o dia 16 deste mês.

O porta-voz do movimento, Augusto Figueiredo, revelou que foi garantido que as questões na origem dos atrasos estão em fase de resolução e que o relatório técnico está também praticamente concluído, não tendo sido avançadas datas para a conclusão ou inauguração das obras.

Na reunião foi ainda abordada a problemática da legionella, tendo a administração afirmando que o Hospital Distrital de Santarém possui um sistema de prevenção duplo, usando o método químico e o térmico (acima dos 75 graus), com análises quinzenais e validações periódicas mensais.

Futebol: Jogo Coruchense x Mondenense | Fotos: João Dinis