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Saúde

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Um quarto (25,2%) das farmácias do distrito de Santarém estão em situação de insolvência e penhora, número que representa um aumento para mais do dobro em relação a 2012, quando apenas 12,2% das farmácias estavam nestas condições.

Os números são avançados pela Associação Nacional das Farmácias (ANF), que coloca Santarém acima da média nacional (20,1%), acrescentando que nos últimos cinco anos se registou uma subida de 145,2% de farmácias nacionais nesta posição.

"As dificuldades financeiras do setor colocam em causa a cobertura farmacêutica nacional, a rede de saúde de proximidade à população e o acesso ao medicamento", refere a ANF, em comunicado, onde refere que, no país, há 591 farmácias em situação muito complicada.

"As farmácias estão empenhadas em trabalhar com o Governo sobre este problema que afeta milhares de portugueses e que põe em causa o acesso ao medicamento", termina a ANF.

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A Câmara Municipal da Chamusca vai lançar o “Cartão abem - Cartão da Rede Solidária de Medicamento” no próximo dia 12 de junho, às 18 horas, no edifício do antigo centro regional de artesanato, onde será feita uma sessão de esclarecimento sobre os benefícios desta iniciativa.

A sessão surge no seguimento do protocolo de colaboração estabelecido entre o município e a Associação Dignitude, a IPSS que é responsável pelo desenvolvimento, operacionalização e gestão do “programa abem: Rede Solidária do Medicamento”.

Segundo uma nota de imprensa da autarquia, o programa visa “garantir o acesso ao medicamento em ambulatório por parte de qualquer cidadão que se encontre numa situação de carência económica, e que o impossibilite de adquirir os medicamentos comparticipados que lhe sejam prescritos por receita médica”.

O município pretende “contribuir para o desenvolvimento do programa através da sua capacidade agregadora, de envolvimento e de dinamização da sociedade civil e do tecido empresarial para prossecução dos objetivos desta rede”, acrescenta a mesma nota.

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Os deputados do PSD eleitos pelo círculo de Santarém dizem-se “perplexos” e “indignados” com o corte de 35% nas contratações de médicos em regime de prestação de serviços, anunciado pelo governo na passada segunda-feira, 5 de junho.

Segundo um comunicado de imprensa assinado por Nuno Serra, Duarte Marques e Teresa Leal Coelho, esta decisão “é uma irresponsabilidade” que coloca em causa diversos serviços nos hospitais de Santarém e do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), nomeadamente o funcionamento dos serviços de urgência e da maternidade.

“O ministro da Saúde tira literalmente o tapete aos administradores hospitalares que ainda recentemente, ao lado da tutela, anunciaram novos serviços que afinal não vão passar do papel”, sublinham os eleitos social-democratas, acusando o governo de ter andado em “manobras de propaganda em tempo de eleições autárquicas”.

Na ótica dos deputados, os hospitais dos grandes centros urbanos não são particularmente afetados por esta medida, ao contrário das unidades do interior do país, onde o governo parece não entender “que muitos dos serviços assentam em tarefeiros que, por sua vontade, não querem estar a tempo inteiro” no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Estes cortes de 35% correspondem a um corte impositivo, uma vez que em termos de gestão este Governo não consegue introduzir medidas duradouras, estáveis, e estruturais, e vai ter repercussões negativas no acesso à saúde”, escrevem os deputados do PSD, que terminam o comunicado exigindo “a revogação imediata do despacho em causa”, e recordando que, no debate do Orçamento de Estado para 2017 avisaram “que a verba destinada aos hospitais do distrito não era suficiente para as despesas previstas”.

XTerra Golegã - Fotos Carlos Simões