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Saúde

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O Ministério da Saúde garante que o Conselho de Administração do Hospital Distrital de Santarém (HDS) "está empenhado em assegurar que o Serviço de Cardiologia continue a ser, como vem sendo desde há muitos anos, uma referência regional, não obstante os constrangimentos existentes naquele hospital".

Em resposta a várias perguntas feitas pelos deputados do PSD eleitos pelo círculo de Santarém, o Ministério informa que o hospital "iniciou um projeto que passa por designar uma nova Direção de Serviço, identificar prioridades e recrutar os meios humanos necessários".

Na mesma resposta é dito que "foram identificadas áreas que podem aumentar a sua projeção (Laboratório de Pacing ou o Laboratório de Ecocardiograma), outras que têm o investimento em material necessitando apenas de ser organizadas (Laboratório de Reabilitação Cardíaca) e outras que serão alvo de projeto e investimento e desenvolvimento, como são os casos da lmagiologia Cardiológica (AngioTAC e RM Cardíaca) ou o Laboratório de Eletrofisiologia".

Tal como a administração do hospital já havia adiantado, o Ministério reconhece que há uma carência grave de especialistas, que obrigou a suspender parcialmente o serviço na Unidade de Coronárias em alguns períodos do atual trimestre, mas garante que já foram tomadas medidas.

"Na presente data, está em curso um processo urgente de contratação de médicos cardiologistas para o HDS, estando também a ser desenvolvidas diligências no sentido de procurar que alguns médicos cardiologistas da região que, apesar de atualmente estarem afastados do HDS, ainda mantêm atividade profissional, possam ingressar no HDS a curto prazo, de modo a permitir ultrapassar a atual fase de escassez de recursos médicos especializados", termina a resposta aos deputados do PSD.

IMAGEM DE ARQUIVO / ILUSTRATIVA

O rio Nabão voltou a apresentar esta segunda-feira, 26 de novembro, sinais preocupantes de poluição que já levaram a autarquia a avançar com uma nova queixa junto das entidades competentes para tentar identificar os causadores deste novo foco poluente.

A situação é recorrente sempre que chove com alguma intensidade, como ocorreu no passado fim de semana, sendo que desta vez a água do rio voltou a apresentar água com um tom escuro e uma massa de espuma de cor amarelada, bem visível na zona do mouchão, um dos ex-libris da cidade.

Além da autarquia, de maioria socialista, também a concelhia do PS emitiu um comunicado, onde lamenta "mais um foco de poluição ocorrido no rio Nabão" e exige "que as autoridades competentes atuem e que encontrem os culpados destes sucessivos ataques e eventuais crimes ambientais".

O Bloco de Esquerda também já questionou o Governo sobre esta “nova vaga de poluição”. Salientando que esta já não é a primeira vez que estas situações ocorrem, os bloquistas perguntam "se [o Ministério do Ambiente] já tem conhecimento da ocorrência de nova descarga poluidora (...), se já foram identificadas as origens das fontes poluidores (...), qual o resultado das análises recolhidas" em ETARs e cursos de água, e "que conclusão foi retirada?".

Querem ainda saber "quais os produtos que estão a ser rejeitados no meio hídrico e que medidas o Ministério do Ambiente vai tomar para evitar que novas e sucessivas descargas no Rio Nabão continuem a suceder".

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Pelo menos quatro ambulâncias protocoladas entre o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e os bombeiros de Alcoentre, Sardoal, Golegã e Alcanena, estão paradas por terem chumbado num nas inspeções do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT).

A denúncia é dos deputados do PSD eleitos por Santarém, que falam numa “grave desarticulação” entre organismos do Estado (INEM e IMT) que levaram, este último a chumbas as viaturas e a marcar nova inspeção na próxima semana.

Questionado pela agência Lusa, o IMT afirmou que “as ambulâncias referidas estão convocadas para nova inspeção na próxima quarta-feira (28 novembro), sem custos para as entidades, visto que na primeira inspeção o peso dos veículos não cumpria as regras relativas ao peso bruto”, questão que “pode, potencialmente, interferir com a segurança do veículo em circulação, nomeadamente considerando que são veículos que andam em marcha de emergência”.

O IMT esclareceu ainda que “qualquer veículo tem um peso bruto máximo que não pode ser excedido”, que “resulta da soma do peso próprio do veículo (tara) com o peso dos passageiros e da carga”, um “valor definido pelo fabricante do veículo e constante do respetivo certificado de matrícula, não podendo ser ultrapassado”.

Já o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) disse à Lusa que, das 62 novas ambulâncias protocoladas em 2017 que se destinaram a renovar as viaturas mais antigas ou a criar novos Postos de Emergência Médica (PEM), “a quase totalidade encontra-se já ao serviço das populações”, desconhecendo se as corporações que ainda não têm a nova viatura a funcionar já solicitaram ao IMT a emissão de licença de transporte de doentes, já que este processo é tratado diretamente entre as duas partes.

Assim, “na próxima inspeção o equipamento que não faz parte do veículo deve ser retirado, para este poder ser pesado e se determinar o seu peso próprio”, referiu o IMT, salientando: “Se após pesagem a tara do veículo acrescentada do peso dos passageiros e da carga disponível não exceder o peso bruto do veículo, este pode ser aprovado”.

Simulacro da Proteção Civil no Entroncamento - Fotos: José Neves