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Saúde

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No Hospital Distrital de Santarém, os utentes esperam 497 dias para uma primeira consulta da especialidade de oftalmologia, e 460 dias para uma consulta da especialidade de dermato-venerologia.

Os números são avançados pelos deputados do PSD eleitos pelo círculo de Santarém, que entregaram na Assembleia da República uma pergunta ao Governo sobre o aumento das listas de espera nesta unidade hospitalar, no que se refere às consultas médicas realizadas fora dos Tempos Máximos de Resposta Garantida (TMRG).

No Hospital Distrital de Santarém, “os tempos médios de resposta para primeiras consultas de especialidade ultrapassam significativamente os TMRG”, salienta o documento, dando como exemplo os 243 dias de espera para uma consulta de pneumologia, 234 dias para consulta de psiquiatria da infância e da adolescência, e 188 dias para uma consulta de gastrenterologia.

A agravar os números referidos, “acresce mesmo que os tempos de espera para consultas hospitalares continuaram a aumentar no último ano, obrigando milhares de doentes a esperar largos meses, por vezes mesmo anos, pelo acesso às consultas de que carecem, assim vendo comprometido o seu direito à proteção da saúde”, acrescentam ainda os deputados Nuno Serra, Duarte Marques e Teresa Leal Coelho, que consideram que “esta é uma situação absolutamente inaceitável”.

No documento entregue no Parlamento, os deputados social-democratas exibem saber que “medidas concretas vai o Governo tomar para reduzir o número de consultas hospitalares realizadas fora dos TMRG” e em que data serão essas medidas tomadas.

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Nove deputados do PSD enviaram esta quinta-feira, 1 de fevereiro, um conjunto de três perguntas ao governo sobre o aumento das listas de espera no Centro Hospitalar Médio Tejo.

O documento, subscrito pelos deputados Duarte Marques, Nuno Serra, Teresa Leal Coelho, Miguel Santos, Ângela Guerra, Luís Vales, Berta Cabral, Fátima Ramos e Manuel Frexes, começa por recordar que, na anterior legislatura, a percentagem de consultas hospitalares que ultrapassavam os Tempos Máximos de Resposta Garantida (TMRG) registou uma evolução positiva, baixando de 31%, em 2010, para 26%, em 2015, mas que, com o a atual governo voltou a subir para 28%.

Citando números de novembro de 2017, os deputados sistematizam os tempos de espera para várias especialidades.

• 457 dias de espera para uma consulta da especialidade de Otorrinolaringologia, no Hospital Nossa Senhora da Graça (Tomar);

379 dias de espera para uma consulta da especialidade de Cardiologia, no Hospital Doutor Manoel Constâncio (Abrantes);

316 dias de espera para uma consulta da especialidade de Cardiologia, no Hospital Nossa Senhora da Graça (Tomar);

236 dias de espera para uma consulta da especialidade de Cardiologia, no Hospital Rainha Santa Isabel (Torres Novas);

167 dias de espera para uma consulta da especialidade de Cirurgia Geral, no Hospital Rainha Santa Isabel (Torres Novas);

379 dias de espera para uma consulta da especialidade de Ortopedia, no Hospital Doutor Manoel Constâncio (Abrantes).

É por causa destes dados que os deputados questionam "que medidas concretas vai o Governo tomar para reduzir o número de consultas hospitalares realizadas fora dos Tempos Máximos de Resposta Garantida no Centro Hospitalar Médio Tejo, EPE?", "em que data ou datas pretende o Governo tomar essas medidas?" e "quais são os objetivos quantificados pelo Governo para reduzir o número de consultas hospitalares realizadas fora dos TMRG no Centro Hospitalar Médio Tejo, EPE, e com que prazos?".

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O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Nuno Lacasta, garantiu esta quarta-feira, 31 de agosto, que a poluição detetada a semana passada no rio Tejo, em Abrantes, teve origem nas descargas da indústria da pasta de papel.

“Com base nestas análises efetuadas, e na monitorização e acompanhamento efetuados, confirma-se que o acumular da carga orgânica nestas localizações do rio, com origem nas indústrias de pasta de papel localizadas a montante, tem um impacto negativo e significativo na qualidade da água no rio Tejo”, referiu o responsável esta tarde, na sede da APA.

O mesmo responsável diz que só na próxima semana, a 5 de fevereiro, será avaliada a medida de redução de descargas, determinada pelo Ministério do Ambiente, na fábrica da Celtejo, em Vila Velha de Ródão, apontada como a grande responsável por mais este foco de poluição.

No entanto, segundo Nuno Lacast, que nunca referiu o nome da Celtejo, é já possível afirmar que os valores de celulose, que avaliam toda a matéria vegetal em presença na água recolhida para análise, “se apresentam anormalmente elevados, cerca de 5.000 vezes superiores aos verificados em amostragens anteriores”.

 

Celtejo nega responsabilidades

Já esta quarta-feira, a Celtejo, fábrica de pasta de papel do grupo Altri, negou qualquer responsabilidade quanto aos recentes fenómenos de poluição no rio Tejo e adiantou que a redução dos efluentes em 50% é inviável.

"A Celtejo é completamente alheia ao que tem surgido. Não temos qualquer anomalia ou qualquer descarga e a produção ao longo das últimas semanas tem sido estável", afirmou o diretor de Qualidade e Ambiente da empresa, Soares Gonçalves.

Este responsável falava à comunicação social após uma vista de apresentação da nova estação de tratamento de águas residuais industriais (ETARI) da empresa, que entrou em funcionamento em 29 de setembro de 2017 e cujo investimento foi de 12 milhões de euros.

A nova ETARI, que utiliza tecnologia de ponta com ultrafiltração por membranas, além de tratar os efluentes industriais da Celtejo, trata ainda todos os efluentes das queijarias de Vila Velha de Ródão, e o emissário que desagua no Tejo é partilhado com a Navigator e a Paper Prime.

O responsável pela comunicação da empresa, António Pedrosa, disse mesmo que a Celtejo tem sido alvo de discriminação e um pouco o "bode expiatório" daquilo que se tem passado no rio Tejo.

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