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Saúde

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O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Nuno Lacasta, garantiu esta quarta-feira, 31 de agosto, que a poluição detetada a semana passada no rio Tejo, em Abrantes, teve origem nas descargas da indústria da pasta de papel.

“Com base nestas análises efetuadas, e na monitorização e acompanhamento efetuados, confirma-se que o acumular da carga orgânica nestas localizações do rio, com origem nas indústrias de pasta de papel localizadas a montante, tem um impacto negativo e significativo na qualidade da água no rio Tejo”, referiu o responsável esta tarde, na sede da APA.

O mesmo responsável diz que só na próxima semana, a 5 de fevereiro, será avaliada a medida de redução de descargas, determinada pelo Ministério do Ambiente, na fábrica da Celtejo, em Vila Velha de Ródão, apontada como a grande responsável por mais este foco de poluição.

No entanto, segundo Nuno Lacast, que nunca referiu o nome da Celtejo, é já possível afirmar que os valores de celulose, que avaliam toda a matéria vegetal em presença na água recolhida para análise, “se apresentam anormalmente elevados, cerca de 5.000 vezes superiores aos verificados em amostragens anteriores”.

 

Celtejo nega responsabilidades

Já esta quarta-feira, a Celtejo, fábrica de pasta de papel do grupo Altri, negou qualquer responsabilidade quanto aos recentes fenómenos de poluição no rio Tejo e adiantou que a redução dos efluentes em 50% é inviável.

"A Celtejo é completamente alheia ao que tem surgido. Não temos qualquer anomalia ou qualquer descarga e a produção ao longo das últimas semanas tem sido estável", afirmou o diretor de Qualidade e Ambiente da empresa, Soares Gonçalves.

Este responsável falava à comunicação social após uma vista de apresentação da nova estação de tratamento de águas residuais industriais (ETARI) da empresa, que entrou em funcionamento em 29 de setembro de 2017 e cujo investimento foi de 12 milhões de euros.

A nova ETARI, que utiliza tecnologia de ponta com ultrafiltração por membranas, além de tratar os efluentes industriais da Celtejo, trata ainda todos os efluentes das queijarias de Vila Velha de Ródão, e o emissário que desagua no Tejo é partilhado com a Navigator e a Paper Prime.

O responsável pela comunicação da empresa, António Pedrosa, disse mesmo que a Celtejo tem sido alvo de discriminação e um pouco o "bode expiatório" daquilo que se tem passado no rio Tejo.

O Ministério da Saúde abriu um inquérito sobre a morte de Marisa Nunes, de 33 anos, residente em Fazendas de Almeirim, que morreu a 5 de dezembro, após ter estado quase cinco meses em coma nos hospitais de Leiria e Santarém.

A notícia é avançada pela agência Lusa, que dá conta da resposta do Ministério da Saúde aos deputados Heitor de Sousa, Moisés Ferreira e Jorge Falcato Simões, do Bloco de Esquerda, que, em dezembro, tinham questionado a tutela se iria abrir um inquérito sobre este caso.

Na resposta ao BE, o ministério confirmou que, "consultada a Administração Regional de Saúde do Centro, encontra-se a decorrer um processo de inquérito por iniciativa e sob condução da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde".

Recorde-se que tudo começou a 19 de julho, quando Marisa Nunes foi fazer um exame de rotina – um AngioTAC – ao Hospital São Francisco, uma unidade hospitalar privada em Leiria.

Segundo afirmou à Rede Regional o irmão, Manuel Abelhas, foi-lhe administrado um contraste que lhe terá provocado um choque anafilático e entrou depois em paragem cardiorrespiratória”.

Por razões que a família desconhece, Marisa Nunes foi transportada sem acompanhamento médico para o Santo André, o hospital público de Leiria, onde conseguiram que o coração voltasse a bater novamente.

Apesar da reversão da situação, “ela deve ter estado 30 ou 40 minutos em paragem cardiorrespiratória, o que provocou danos irreversíveis no cérebro”, explica o irmão, acrescentando que a vítima entrou em coma, tendo permanecido internada durante um mês na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) do Sto. André.

“Não entendo como é que ela está num hospital e é transferida naquele estado para outro hospital. Se é uma unidade privada de referência, porque não a socorreram mais cedo?”, questiona Manuel Abelhas, que diz nunca ter obtido qualquer justificação por parte do hospital, e já apresentou queixa-crime no Ministério Público.

Após um mês em Leiria, Marisa Nunes foi transferida para o Hospital de Santarém, onde veio a falecer. A vítima deixou dois filhos menores de 11 e 8 anos.

A Rede Regional solicitou esclarecimentos sobre este caso ao Hospital São Francisco, que não nos fez chegar qualquer resposta às questões colocadas.

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Perto de 6 mil dos cerca de 23 mil utentes do Centro de Saúde de Rio Maior continuam sem médico de família, e não encontram resposta no atendimento complementar desta unidade.

A denuncia foi feita pela Comissão de Utentes da Saúde de Rio Maior, que realizou uma "ação pública de indignação e protesto" esta sexta-feira, 26 de janeiro, junto ao centro de saúde.

Nesta iniciativa, a comissão exigiu ainda a constituição de uma segunda Unidade de Saúde Familiar (USF), que poderia resolver parte do problema.

“Apesar de estar aprovada há uma década, nunca saiu do papel”, afirmou Augusto Figueiredo, porta-voz da comissão, que sublinhou também a necessidade de reforço do serviço de radiografia e a conclusão das obras em curso no edifício do centro de saúde.

Segundo Augusto Figueiredo, há uma escassez de recursos humanos que está a gerar um atendimento "de baixa qualidade", com os médicos a entrarem em "esgotamento".

Cerimónia de Apresentação Santarém Cup 2018