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Saúde

saude benavente

A direção do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Estuário do Tejo vai protocolar, a parir de 1 de janeiro a colocação de médicos 24 horas por dia no Serviço de Atendimento Permanente (SAP) de Benavente.

A informação é avançada pela Comissão de Utentes do Concelho de Benavente (CUCB), que esta quinta-feira, 28 de dezembro, reuniu com representantes do ACES, da Câmara e da Junta de Freguesia de Benavente.

Num concelho onde alguns milhares de utentes não têm médico de família, foi ainda deliberado concretizar um contrato individual de trabalho uma médica conhecida para fazer atendimento dos grupos de risco na UCSP (antigo Centro de Saúde) – situação a implementar a partir de Março de 2018 –, e a possibilidade de se proceder à contratação de horas ou dias a outros médicos para que possam dar consultas na UCSP aos utentes sem médico de família com serviço de marcação.

“Tomámos conhecimento de que, por iniciativa do executivo camarário, foi contratada uma médica pelo ACES Estuário do Tejo acompanhada por serviço de enfermagem disponibilizando a câmara o transporte e o serviço administrativo, para dar consultas dois dias e meio por semana aos utentes da freguesia de Santo Estêvão, reduzindo a quantidade de utentes sem acompanhamento em medicina geral e familiar e melhorando o apoio às populações de Foros de Almada e de Santo Estêvão”, refere a CUCB.

Para os utentes, apesar destas medidas não serem suficientes para resolver os problemas de saúde do concelho, “são medidas que irão permitir uma substancial melhoria no atendimento”.

hospital santarem

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM), que esta quarta-feira, 20 de dezembro, efetuou uma reunião conjunta com a Ordem dos Médicos, no Hospital Distrital de Santarém, traça um cenário preocupante da falta de médicos nesta unidade de saúde.

Em comunicado, o SIM fala de uma “grave carência de médicos que tem vindo a limitar a atividade e a qualidade dos cuidados médicos, sendo as empresas prestadoras serviços médicos responsáveis por cerca de 50% da atividade médica, com todos os problemas daí decorrentes”.

Entre as “inúmeras disfunções” do hospital, o SIM realça “a falta de tempos operatórios e recursos humanos”, que tem levado a que “no Serviço de Ortopedia os doentes aguardem internados semanas por cirurgias, ultrapassando os tempos de espera clinicamente aceitáveis”.

“A falta de Anestesiologistas é gritante”, diz o sindicato, garantindo que o serviço tem apenas 11 dos 20 elementos que seriam desejáveis. “Este défice condiciona ainda mais a atividade cirúrgica bem como a atividade desta especialidade fora do bloco operatório, de que são exemplo as sedações para exames de Gastrenterologia”, refere o comunicado, que aponta outras falhas de profissionais nos serviços de Oncologia e Cardiologia.

“É avassaladora a escassez de médicos Internistas para fazerem face ao enorme volume de trabalho. Onde estão os 46 Internistas que a ACSS refere serem os desejáveis para darem assistência a esta população?”, questionam.

Segundo o sindicato, “a situação tem-se agravado em consequência do encerramento de parte do bloco operatório, em 2014”, e este ano ficou ainda pior “pelo facto de o Ministério da Saúde não ter contratado os 500 médicos que concluíram a especialidade em 2017”.

hospital abrantes

A administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) desmente a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) e garante que não faltou atendimento ao idoso que esteve três dias no corredor da urgência e que acabou por falecer antes de ser operado.

A posição da unidade de saúde decorre na sequência de uma deliberação da ERS, que afirma que o CHMT não acautelou o acompanhamento do homem, de 93 anos, que a 30 de novembro de 2015 ficou três dias no corredor da urgência com uma fratura na tíbia, tendo permanecido na maca sem ter sido internado em enfermaria.

A deliberação da ERS é clara ao que “a conduta do CHMT não se revelou suficiente à garantia dos direitos e interesses legítimos do utente, em especial no que respeita à humanização dos cuidados”.

Fonte de administração do CHMT, disse à agência Lusa que “em nenhum momento” foram “postos em causa o atendimento e os cuidados de saúde prestados ao doente”, que se manteve na urgência de 30 de novembro até à manhã do dia 3 de dezembro, acabando por falecer no dia 4 de dezembro, antes da cirurgia que estava marcada para dia 7.

"Quanto à situação do espaço físico e das instalações do serviço, é por reconhecer essa fragilidade que está em curso o projeto de requalificação do Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica", um investimento anunciado de 1,5 milhões de euros na unidade hospitalar de Abrantes, "por forma a valorizar aquele espaço para os doentes e profissionais, dotando-o de mais conforto e melhores condições", defende a administração.

O Centro Hospitalar do Médio Tejo abarca as unidades hospitalares de Abrantes (onde se registou esta ocorrência), Tomar e Torres Novas.

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