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Saúde

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A Unidade de Cuidados Continuados Integrados da Santa Casa da Misericórdia do Entroncamento foi acreditada, com o nível de qualidade Bom, pela Direção Geral de Saúde.

Em nota de imprensa, os responsáveis da instituição referem que “tem sido uma preocupação constante melhorar a qualidade dos serviços prestados” e que “esta aposta, nomeadamente ao nível dos serviços de saúde, pretende, assim, devolver a confiança e a credibilidade à comunidade”.

“A acreditação concedida à Unidade de Cuidados Continuados Integrados é, precisamente, um reflexo do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido”, concluem os responsáveis da Santa Casa da Misericórdia do Entroncamento.

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Mais de 16 mil pessoas poderão ficar sem qualquer tipo de assistência médica no concelho de Salvaterra de Magos já a partir de janeiro de 2017.

A informação é da própria câmara municipal, que explica que as extensões de saúde de Glória do Ribatejo (que serve as populações de Glória, Granho e Muge e onde estão duas médicas estrangeiras contratadas para um total de 5.500 pessoas) e Foros de Salvaterra (onde está um médico reformado a meio tempo para 5 mil utentes) poderão vir a encerrar por falta de médicos. Já o centro de saúde de Salvaterra de Magos poderá vir a funcionar parcialmente com apenas um médico (para cerca de 5.500 utentes).

Considerando que “a situação é crítica”, o presidente da autarquia, Hélder Manuel Esménio, já fez várias diligências junto do Agrupamento de Centros de Saúde da Lezíria (ACES) e da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT), tendo igualmente solicitado uma audiência, com caráter de urgência, ao Ministro da Saúde.

Ainda segundo a autarquia, a situação não é nova e, neste momento, 66 por cento da população do concelho de Salvaterra de Magos está sem médico de família, sendo o problema minimizado pelos médicos estrangeiros contratados que a Câmara Municipal tem ajudado a fixar no território municipal, oferecendo alojamento e outras condições vantajosas.

A recente saída de um médico que dava consultas no centro de Saúde de Salvaterra de Magos, a entrada de outro que, entretanto, já pediu para sair em regime de mobilidade e o facto de o ano estar a terminar e não haver indicações da tutela que permitam garantir que os médicos estrangeiros, que prestam serviço nas unidades de saúde do concelho, possam continuar, agrava a situação, que já era problemática.

“A Câmara Municipal de Salvaterra de Magos manifesta a sua profunda desilusão pelo facto de, num concelho onde só temos um terço da população com médico de família, os serviços da ARS-LVT terem aceite a mobilidade de médicos de família que foram colocados no concelho, mas pediram a saída para outros locais, num total desrespeito pelo primado do serviço público e pelas populações e ao arrepio das instruções dadas pela tutela que condiciona o acesso de novos médicos aos locais onde estes fazem mais falta”, refere uma nota de imprensa da autarquia.

A juntar-se a este cenário dramático, o concelho de Salvaterra de Magos não tem merecido a devida atenção por parte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). A primeira ambulância do INEM colocada no concelho tinha 14 anos de vida e foi substituída por uma que veio já com 9 anos, encontrando-se muitas vezes inoperacional e deixando a nossa população entregue ao socorro de ambulâncias do INEM sediadas em concelhos vizinhos.

A Câmara Municipal de Salvaterra de Magos não compreende as razões do concelho continuar a ter menos do que os outros, quer no que diz respeito aos cuidados primários de saúde, quer no que toca ao socorro às populações e pondera mesmo – se nada for feito para corrigir estes problemas – avançar com uma queixa junto do Ministério Público.

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O Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) pode vir a perder parte das verbas do seu contrato-programa com o Ministério da Saúde devido à referenciação dos utentes do concelho de Ourém nas urgências do Hospital de Leiria.

Esta questão está a ser levantada pelos deputados do PSD eleitos pelo círculo de Santarém, que, numa Pergunta entregue na Assembleia da República, querem saber quais são as verbas previstas nos contratos-programa de 2016 e 2107.

Os deputados social-democratas querem também ser informados do “número de utentes do concelho de Ourém que passaram a ser atendidos no Hospital Distrital de Leiria desde a alteração feita na referenciação”, assim como questionam se houve “perda de utentes no CHMT em 2016, desde a alteração na referenciação”.

Os eleitos encaram como real a possibilidade do Governo passar a transferir para a unidade hospitalar de Leiria o proporcional correspondente ao número de habitantes do concelho de Ourém, uma situação que “não é de todo aceitável, porque o CHMT já tem por si só um orçamento insuficiente”, segundo salientam.

Por outro lado, “acreditamos que a suposta mobilidade de utentes naturais de Ourém do CHMT para o Hospital distrital de Leiria tenha ficado aquém das previsões iniciais”, assinala também a Pergunta do PSD.

“Concordamos que esta liberdade de escolha dos utentes é importante e um passo no sentido correto de procurar uma maior qualidade e conforto na prestação de cuidados de saúde hospitalares”, explicam os deputados, acrescentando, no entanto, que “é preciso assegurar que esta alteração não coloca em causa a prestação de cuidados aos restantes utentes e que o Ministério da Saúde garante as condições necessárias para compensar as consequências desta alteração”.

Os eleitos do PSD terminam a sua Pergunta questionando o ministro da Saúde acerca do “reforço do capital, e em que montante, do CHMT e do Hospital Distrital de Santarém, destinado a reduzir as dívidas a fornecedores, principalmente locais”.

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