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Saúde

hospital santarem

O Hospital Distrital de Santarém foi reconhecido pelo Ministério da Saúde como Centro de Referência na área de Oncologia Adultos para o Cancro do Cólon e do Reto, passando a integrar as redes nacional e europeia de Centros de Referência.

A informação foi avançada em comunicado pela administração da unidade de saúde, que afirma que o reconhecimento foi obtido depois de um “complexo concurso”, de âmbito nacional, passando, com a integração na rede europeia, a ter o dever de “prestação de tratamentos e cuidados médicos e cirúrgicos de excelência”, disponíveis tanto para os residentes na sua área de influência como para não residentes.

Segundo o mesmo documento, o projeto, que começou a ser desenvolvido em agosto de 2015, envolveu médicos, enfermeiros e outros técnicos de saúde das áreas da Cirurgia Geral, Oncologia Médica, Gastroenterologia, Imagiologia, Radioterapia, Anestesiologia, Anatomia Patológica e Nutrição, indo agora iniciar-se o processo de acreditação e de adequação de instalações e equipamentos, entre outras medidas.

sara querido

Uma jovem médica do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) terminou o seu internato com uma nota final de 19,9 valores (escala de 0 a 20) no exame nacional final de avaliação. Sara Querido conseguiu assim a melhor nota da especialidade de Nefrologia e a nota mais alta do exame deste ano de internato médico, que conclui o processo de especialização médica em Portugal.

O exame decorreu entre 25 e 28 de Outubro e Sara Querido confessa que, apesar do muito esforço, trabalho e dedicação, o resultado supera as suas próprias expetativas. “Eu própria não estava à espera deste resultado”, confidencia a nova especialista em nota de imprensa enviada pelo CHMT, que junta os hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas..

“Sobretudo nos últimos dois anos dediquei-me bastante à parte curricular, quer a nível da preparação científica, quer a nível da apresentação. A primeira prova foi curricular e as restantes foram provas orais. Foi muito tempo de estudo e foi um momento muito bom, também porque consegui manter a calma entre as diferentes provas”, explica Sara Querido.

A nova especialista em nefrologia (3specialidade do âmbito da medicina Interna que se dedica ao diagnóstico e ao tratamento das doenças do rim) considera que ter conseguido a melhor nota em termos nacionais, é a prova que “o facto de se vir de um hospital distrital, onde não temos todas as valências e onde não temos muitas vezes o apoio científico, que existem em hospitais maiores e centrais, não é impeditivo deste resultado. É resultado também das oportunidades que criamos, dos estágios que fazemos, do que conseguimos dedicar à especialidade. O facto de virmos de um hospital onde, teoricamente, não se teria tanta possibilidade de progredir no internato não faz o interno. O interno faz-se, também, a si próprio, afirma.

O serviço de nefrologia do CHMT é relativamente recente e Sara Querido é a terceira interna. Ana Vila Lobos, diretora do Serviço, garante que nunca teve dúvidas da capacidade da sua nova colega de especialidade. “Eu disse: tu vais ficar em primeiro lugar. Percebi logo o grande potencial dela. Tenho uma larga experiencia de ver curricula e o dela não tinha comparação com tudo o que eu tinha visto antes”, assumiu Ana Vila Lobos, que apostou que Sara ia ter a melhor nota e ganhou um jantar.

Sara Querido ainda não decidiu se vai ou não ficar no CHMT mas uma coisa é certa: a diretora gostava que ela ficasse. “Dava-nos um grande impulso até do ponto de vista científico”, disse.

A Tejo Energia, responsável pela central termoeléctrica do Pego, no concelho de Abrantes, é a segunda empresa com maiores emissões de gases com efeito de estufa (GEE) em Portugal.

Os dados são de um estudo da associação ambientalista Zero, que revela que a Tejo Energia só fica atrás da sua congénere de Sines, da responsabilidade da EDP, e à frente de empresas como a Petrogal, a Cimpor e a TAP, que completam o Top 5.

A capacidade poluidora das duas centrais termoelétricas (produzem energia através da queima de carvão), responsáveis por quase 20% do total de emissões de GEE, leva a Zero a apelar à "urgência de as mesmas serem substituídas pelas centrais de ciclo combinado a gás natural, como recurso transitório e, a médio prazo, por fontes de energia renovável".

Por sectores, o transporte rodoviário surge como o maior responsável por emissões de gases de efeito de estufa, seguido de muito perto pela produção de energia elétrica. Juntas produzem quase metade (46%) das emissões. Segue-se um setor industrial muito problemático em termos de emissões, a indústria cimenteira, dada a própria natureza do processo de fabrico do cimento, os aterros por causa das emissões de metano não controladas e, por último, as emissões de metano dos herbívoros ruminantes no seu processo digestivo (em particular pelo gado bovino), em estreita relação com o consumo de carne. No total, estes cinco setores representam 63,3% das emissões de Portugal.

Os números avançados pela Zero têm por base os dados do último inventário de emissões de gases com efeito de estufa, entregue por Portugal à Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, relativo a 2014.

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