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Saúde

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A empresa intermunicipal Águas do Ribatejo (AR) e a DECO - associação para a Defesa do Consumidor estão a promover um conjunto de ações de sensibilização para crianças que têm como objetivo ensinar a tratar bem a água e que se realizam nos concelhos que integram os sistemas de abastecimento e saneamento da empresa detida por sete autarquias da região.

Esta sexta-feira, as ações decorreram no complexo desportivo do Grupo Desportivo de Samora Correia, no concelho de Bebanente, e na Estação de Tratamento de Águas da Murteira que dista centenas de metros do local.

As crianças que integram o programa férias desportivas treinaram dicas para a poupança da água em casa, na escola e nos espaços públicos. “Devemos tomar banho com a torneira fechada enquanto espalhamos o shampoo e o gel de banho”, explica Rodrigo, um dos alunos que durante uma semana integra o plano das férias desportivas com múltiplas atividades físicas e intelectuais.

Suzana Pestana, da DECO, destaca a importância de levar estas mensagens às crianças para que possam convencer as famílias a mudar os comportamentos e a reduzir os desperdícios. “A água é um bem precioso e finito. Um dia podemos não ter água potável para beber. Temos de poupar. Gastar apenas o essencial”, alerta a técnica.

Na fábrica da água, nova denominação para as estações de tratamento, as crianças perceberam como é feito o tratamento dos esgotos que incluem as águas provenientes dos seus usos em casa e no parque de jogos.

“Se eu fizer cocó naquela casa de banho, vem para aqui?” questiona um dos alunos apontando para um tanque enorme de águas sujas a iniciar processo de tratamento. A intervenção gera uma risada geral da pequenada.

David Cardoso, técnico do Departamento de Produção e Tratamento da AR realça a importância da ETAR para garantir o bom funcionamento do ciclo urbano da água. “Já imaginaram o que era esta água suja ir assim para os rios? ”. “Matava os peixinhos todos”, adianta Leandro.

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O Ministério da Saúde e o Ministério das Finanças processaram três aumentos dos fundos do Hospital Distrital de Santarém (HDS), no total de cerca de 35.5 milhões de euros, dos quais 16.8 como antecipação de receita e 18.7 como reforço de capital.

A informação foi dada esta quarta-feira, 4 de julho, pelo Ministério da Saúde, em resposta a um conjunto de perguntas dos deputados do PSD eleitos pelo distrito de Santarém, enviadas a 14 de junho.

Este reforço dos fundos disponíveis foi feito na expectativa de tornar positivos os fundos disponíveis para que o Tribunal de Contas vise os contratos desta unidade hospitalar, que têm sido sucessivamente chumbados, casos das obras do bloco operatório, quer do fornecimento de alimentação.

“Finalmente, o ministro da Saúde cedeu à repetida sugestão dos deputados do PSD para resolver o problema recorrente de ‘fundos próprios negativos’ do Hospital Distrital de Santarém, que levou a sucessivos vetos do Tribunal de Contas, e procedeu ao aumento de fundos do HDS”, afirma Duarte Marques, um dos deputados do PSd subscritores do documento, juntamente com Nuno Serra e Teresa Leal Coelho.

 

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Dos 120 enfermeiros pedidos pelo Centro Hospitalar Médio Tejo (CHMT), 70 para substituir colegas por baixas médicas e 50 pelo novo regime das 35 horas semanais, o governo autorizou a contratação de 19, até ao momento.

A informação é avançada pelos deputados do PSD eleitos pelo círculo de Santarém, que reuniram esta terça-feira, 3 de julho, em Torres Novas, com o conselho de administração do CHMT para avaliar o impacto da alteração do horário de trabalho semanal das 40 para as 35 horas dos enfermeiros, assistentes operacionais, assistentes administrativos e técnicos de diagnóstico.

“Dos 50 enfermeiros pedidos pela administração para compensar a alteração das 35 horas, apenas 19 foram autorizados, e mesmo esses já praticamente com o novo horário em vigor o que impede a sua contração em tempo útil”, explicam Duarte Marques, Teresa Leal Coelho e Nuno Serra, numa nota de imprensa onde acusam o governo de estar a demonstrar “uma irresponsabilidade total” na gestão dos hospitais.

“A somar a estas dificuldades, junta-se o atraso do governo na autorização de substituições de enfermeiros de baixa ou de licença que no caso do CHMT são 70, isto é, 10% dos enfermeiros”, afirmam os deputados social-democratas, acrescentando que “entretanto, a administração tomou medidas adequadas à redução de horário de trabalho que passam sobretudo pela redução de camas em várias enfermarias, em particular na unidade de Abrantes”.

Segundo a mesma nota, o governo revela uma "irresponsabilidade total quando sabe que estas alterações exigem mais pessoal e deixa para o dia da entrada em vigor da lei a autorização para contratar os enfermeiros necessários" e mesmo assim só permite a contratação de pouco mais de 15% do pessoal que faz falta".

Nos próximos dias, os eleitos do PSD deverão reunir com o conselho de administração do Hospital Distrital de Santarém para fazer a mesma avaliação.

Partida em Coruche do Grande Prémio de Ciclismo Abimota - Fotos: João Dinis