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Saúde

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Os deputados do PSD eleitos por Santarém pediram esta segunda-feira, 5 de novembro, à ministra da Saúde, medidas urgentes para garantir o funcionamento da unidade coronária do Hospital Distrital de Santarém (HDS), que já encerrou parcialmente várias vezes por falta de médicos.

"Recordamos que esta unidade, de extrema importância para a região, foi inaugurada pelo então Ministro da Saúde, Luís Filipe Pereira e financiada em cerca de 80% por fundos europeus. Quando foi criada, esta unidade procurava dar uma resposta vital aos cidadãos do distrito e tinha como objetivo o internamento das síndromes coronárias agudas (enfartes), arritmias graves, insuficiência cardíaca aguda, síndromes aórticos agudos, emergências hipertensivas, embolia pulmonar e outras situações de alto risco", refere o documento assinado por Duarte Marques, Nuno Serra e Teresa Leal Coelho.

Os deputados referem ainda que, "apesar de todas as dificuldades que este hospital tem conhecido ao nível da contração de médicos nunca o encerramento desta unidade foi equacionado pois (...) jamais se verificou ausência de médicos na escala e nunca foi recusado um doente".

Recordando que o HDS não tem uma Unidade de AVC (não existe alternativa num de raio 70 Km), não tem hemodinâmica (as mais próximas ficam em Leiria e Lisboa) e fica sem Unidade Coronária (existentes em Abrantes e Lisboa), os 3 deputados consideram que "o encerramento de um serviço desta importância não é aceitável nem compreensível e a sua manutenção em funcionamento exige a mobilização de todos os agentes.

A pergunta entregue no parlamento questiona ainda o Governo sobre que medidas vai o Ministério da Saúde desenvolver para garantir a continuidade deste importante serviço e que iniciativas irá desenvolver para aumentar a atratividade do HSD na contratação de médicos.

 hospital dia abrantes

O Hospital de Abrantes, parte integrante do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), EPE, tem desde a manhã desta segunda-feira, 5 de novembro, um novo Hospital de Dia de Medicina Interna, para já instalado numa ala do 10º piso do edifício hospitalar.

"Esta nova valência de hospital de dia na Unidade Hospitalar de Abrantes visa centralizar no Hospital de Dia de Medicina Interna o tratamento de doenças autoimunes e seguir os doentes da consulta desta especialidade. Estes doentes passarão a ser encaminhados para o 10º piso do edifício hospitalar de Abrantes, para as instalações do Novo Hospital de Dia de Medicina Interna, onde estarão serviços administrativos e de prestação de cuidados de saúde", explica uma nota de imprensa do CHMT.

A passagem destes doentes para o Hospital de Dia libertará o espaço da atual Consulta Externa, iniciando-se assim a preparação para as obras de requalificação do Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica.

Carlos Andrade Costa, presidente do Conselho de Administração do CHMT, EPE, refere que o investimento realizado nesta abertura do Hospital de Dia de Medicina Interna, de cerca de 70 mil euros, “é um investimento até modesto face aos benefícios que decorrem da abertura deste Hospital de Dia e que resultam numa melhoria significativa da qualidade da prestação de cuidados de saúde e assistencial aos utentes do Médio Tejo”.

Fátima Pimenta, diretora do Serviço de Medicina Interna, sublinha que “o Hospital de Dia de Medicina Interna tem como missão prestar cuidados de saúde especializados, coordenados e tecnicamente qualificados a doentes em ambulatório, por um período não superior a 10 horas, preferencialmente de modo programado e garantindo uma continuidade destes cuidados com outros níveis assistenciais.”

O Hospital de Dia de Medicina Interna é“um espaço destinado ao acompanhamento de doentes em regime ambulatório que necessitam de administração de terapêutica endovenosa, subcutânea, vigilância clínica apertada, assim como realização de técnicas específicas e ações de educação para a saúde do doente e família, fundamentalmente das seguintes áreas: Doenças Autoimunes, Doenças Hematológicas e Doenças Hepáticas”, afirma Fátima Pimenta.

O Hospital de Dia de Medicina Interna vai funcionar de 2ª a 6a feira, das 9h00 às 19h00, com equipa permanente de enfermagem e com um médico sempre disponível. No Hospital de Dia de Medicina Interna haverá uma agenda própria e um contacto telefónico que será fornecido aos doentes caso surja alguma dúvida ou complicação.

hds patricia

Oito das catorze vagas para médicos especialistas no Hospital Distrital de Santarém ficaram vazias por falta de candidatos. A revelação é da deputada e presidente da Comissão Política Distrital do CDS, Patrícia Fonseca, que esteve reunida com a administração da unidade hospitalar no último dia de outubro.

Segundo Patrícia Fonseca, das 22 vagas solicitadas só foram autorizadas 14 e, ainda assim, só houve candidatos para seis dessas vagas. Para a deputada, esta situação revela “a falta de motivação que os médicos têm para integrarem a equipa do HDS”, ao que certamente não é alheia toda a problemática com a falta de recursos

“Um dos serviços que tem sido afetado e que tem suscitado preocupação na comunidade, é o serviço de cardiologia, mais concretamente a unidade coronária, que chegou a estar encerrada temporariamente uns dias”, revela Patrícia Fonseca, adiantando que a administração do hospital garantiu que “foi uma situação pontual e que está neste momento a reorganizar o serviço de forma a prestar os melhores e mais atempados cuidados de saúde aos utentes”.

A falta de fundos próprios, já denunciada pela Rede Regional, que tem vindo a impedir a conclusão das obras do Bloco Operatório e a provocar sucessivos outros vistos negativos do Tribunal de Contas e a falta de recursos humanos foram outros assuntos abordados na reunião.

Patrícia Fonseca foi ainda informada pela administração que o anunciado reforço de verbas feito em julho foi, na realidade, um adiantamento de parte das verbas do contrato programa com o Hospital.

O CDS-PP considera que, com esta decisão, o Governo “empurrou com a barriga” um problema que agora é ainda maior, até porque o hospital “corre ainda o sério risco de perder o financiamento, que é a 100%, para a atualização da rede informática para a desmaterialização do processo clínico, por não ter as verbas necessárias para adiantar os pagamentos”.

Simulacro da Proteção Civil no Entroncamento - Fotos: José Neves