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Saúde

mulher fumar

Os habitantes da Região de Lisboa e Vale do Tejo possuem uma proporção de fumadores abaixo da média nacional, o mesmo acontecendo com o excesso de peso e alcoolismo. A conclusão é do “Perfil Regional de Saúde 2017”, recentemente divulgado pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT).

De acordo com o documento, 9,2% das pessoas inscritas em 2016 nos centros de saúde da Região possuem hábitos tabágicos. Este valor é inferior à média nacional – que se situa nos 10,4%. Este comportamento é mais frequente no sexo masculino do que no sexo feminino (10,3% versus 8,1%). 

Os dados registados pelos médicos de família da ARSLVT dizem respeito a vários determinantes de saúde, como é o caso do alcoolismo, que atinge 1,1% dos utentes inscritos na Região. Este valor é inferior ao nacional (1,4%) e também aqui o fenómeno é mais frequente entre os homens (2% versus 0,2%).

O “Perfil Regional de Saúde 2017” revela ainda que 6,2% da população de Lisboa e Vale do Tejo tem excesso de peso, ainda assim inferior à média nacional (6,4%). Neste determinante existe maior equilíbrio entre ambos os géneros: com 6,3% para os homens e 6,1% para as mulheres.

O “Perfil Regional de Saúde” é um documento formulado pelo Departamento de Saúde Pública da ARSLVT, que assim se assume como Observatório Regional de Saúde Pública.

hipertensao

A hipertensão é o principal problema de saúde entre os utentes inscritos nos centros de saúde da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), seguido de perto pelas alterações do metabolismo lipídico, como é o caso do colesterol.

Segundo o “Perfil Regional de Saúde 2017”, divulgado esta segunda-feria, 13 de agosto, pela ARSLVT, e tendo por base os registos de morbilidade efetuados pelos médicos de família da região em Dezembro de 2016, 21,1% da população da Região tem hipertensão e 17,8% possui alterações do metabolismo lipídico.

Em ambos os casos os valores são inferiores à média nacional, que se situa em 22,2% e em 21,3%, respetivamente. Também, quer num caso, quer no outro, as mulheres lideram o número de registos, com 22,6% versus 19,5% na hipertensão e 18,7% vs 16,8 no caso das alterações lipídicas.

O presidente da ARSLVT, Luís Pisco, considera que “estes dados revelam que o desempenho dos profissionais de saúde ao nível da prevenção, diagnóstico e tratamento das patologias crónicas se traduz num impacto positivo no “peso” que a morbilidade tem na população da Região, o que é de louvar e motivar”.

No ranking regional, as restantes patologias que ocupam posições cimeiras são as perturbações depressivas, a diabetes e a obesidade, sempre numa proporção menor do que a nível nacional.

As doenças do foro mental estão identificadas em 9,1% da população, enquanto no País os registos ascendem a 10,4%. Por sua vez, 7,1% dos utentes da ARSLVT têm diabetes e obesidade, contra os 7,8% e 8% nacionais. Também aqui as mulheres apresentam números mais elevados, especialmente nas perturbações depressivas (13,7% vs 3,9%). A exceção é feita na diabetes, onde há mais homens afetados pela doença (7,6% vs 6,6%).

No que diz respeito às doenças transmissíveis monitorizadas pelos médicos de Saúde Pública da ARSLVT, salienta-se a tendência decrescente das taxas de incidência da sida, infeção por VIH e tuberculose, facto positivo para a saúde da Região. De 2004 a 2016, o número de novos casos de sida desceu de 15,1/100 mil habitantes para 4,2/100 mil habitantes, acompanhando a tendência nacional. O mesmo aconteceu com a taxa de incidência da infeção por VIH, que no mesmo período desceu de 35,5/100 mil habitantes para 16,1/100 mil habitantes. No caso da tuberculose, os valores passaram de 39,6/100 mil habitantes para 20,6/100 mil habitantes.

Apesar da tendência decrescente, o impacto destas patologias continua a ser importante na Região, tanto mais que são superiores à média nacional: 4,2 vs 2,6 no caso da sida,16 vs 10,1 no que toca à infeção por VIH e 20,6 vs 17,7 no que toca à tuberculose. 

Conheça AQUI o Perfil Regional de Saúde, um documento formulado pelo Departamento de Saúde Pública da ARSLVT, que é uma espécie de Observatório Regional de Saúde Pública.

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“Com o Sol não se Brinca” é o nome da campanha de sensibilização para o risco da exposição solar da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) que vai passar pelo espaço infantil do Parque Sorraia, em Coruche, durante toda a manhã de quinta-feira, 9 de agosto.

No âmbito da campanha, que “pretende promover a adoção de comportamentos e hábitos de vida saudável, reduzindo os riscos para a pele e para olhos”, uma equipa de prevenção primária do Núcleo Regional Sul da LPCC estará a aconselhar a população com recurso a uma máquina Photomator com filtro UV incorporado.

“Este aparelho permite verificar o efeito na pele e olhos não protegidos do sol”, explica uma nota de imprensa da Câmara de Coruche, que acrescenta que, no mesmo local, estará também uma unidade móvel de um fabricante ótico, com técnicos especializados em oftalmologia, oferecendo rastreios visuais gratuitos à população.

Partida em Coruche do Grande Prémio de Ciclismo Abimota - Fotos: João Dinis