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Saúde

IMAGEM DE ARQUIVO / ILUSTRATIVA

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) anunciou este domingo, 3 de junho, que os enfermeiros do Hospital de Santarém marcaram uma greve de três dias a partir de terça-feira, dia 5, em protesto contra a situação grave provocada pela falta de profissionais nesta unidade de saúde.

A paralisação foi decidida em plenário, tendo sido dado ao Ministério da Saúde um prazo limite para a resolução dos problemas como a diminuição do rácio por turno, o aumento exponencial do trabalho extraordinário, a abolição dos descansos, a não substituição de ausências por maternidade, por doença e ausências definitivas”.

“Estes fatores contribuem para o aumento do absentismo e ‘burnout’ das equipas”, alerta o sindicato, acrescentando que no Hospital de Santarém “faltam 100 enfermeiros de acordo com as regras de Dotações Seguras”.

O sindicato lembra que a administração do Hospital avançou com uma necessidade de 28 enfermeiros só para compensar a passagem dos Contratos Individuais de Trabalho (CIT) para as 35 horas de trabalho semanal e de mais 10 para repor as saídas de 10 profissionais entre outubro de 2017 e abril último.

A greve inicia-se às 8h00 de terça-feira, estando agendada uma concentração à porta do Hospital pelas 11h00, decorrendo até às 24h00 de quinta-feira, dia em que se realizará, pelas 11h00, um cordão humano com profissionais e utentes.

A empresa intermunicipal Águas do Ribatejo e a Associação para a Defesa do Consumidor (DECO) assinam esta quinta-feira, 24 de maio, um protocolo que tem por objeto uma parceria ao nível da formação, informação e sensibilização dos consumidores com o objetivo de promover o uso eficiente da água.

O protocolo insere-se no âmbito do projeto “A Água é de Todos – Não ao seu desperdício!”, que prevê a realização de uma conferência sobre a importância da sustentabilidade no setor da água; 7 ações com animação de rua dirigidas a crianças e jovens, em todos os concelhos abrangidos pelas Águas do Ribatejo; 14 sessões informativas dirigida a alunos em idade escolar em parceria com as câmaras municipais abrangidas pela Águas do Ribatejo; e 14 sessões informativas dirigida a consumidores em geral em parceria com as mesmas autarquias abrangidas pela Águas do Ribatejo.

O protocolo visa ainda a realização de uma ação de formação dirigida aos colaboradores das autarquias, a produção e distribuição de um folheto Informativo sobre o uso racional da água, juntamente com a fatura da água e a implementação de um desafio para alunos do ensino secundário e profissional de estabelecimentos de ensino dos sete concelhos, para a realização de um vídeo promovendo a utilização do uso racional da água junto de todos os consumidores.

O protocolo é o segundo de parceria com a Deco e surge da necessidade de antecipação de um possível cenário de seca extrema e de dificuldade de abastecimento.

A Águas do Ribatejo abrange os concelhos de Almeirim, Alpiarça, Benavente, Chamusca, Coruche, Salvaterra de Magos e Torres Novas, servindo cerca de 150.000 pessoas.

O ministro da Saúde garantiu esta quinta-feira, 17 de maio, que os problemas burocráticos com os fundos disponíveis para as obras do bloco operatório do Hospital Distrital de Santarém estão resolvidos e que as mesmas serão retomadas.

As declarações do governante foram feitas numa audição na Comissão Eventual para o PT2030 em resposta a uma pergunta do deputado do PSD, Duarte Marques sobre o ponto de situação da suspensão das obras no bloco operatório daquela unidade de saúde.

Adalberto Campos Fernandes garantiu que a situação que originou o problema já está resolvida, mas nunca sem comprometeu com prazos nem adiantou mais detalhes.

Recorde-se que, como a Rede Regional avançou a 18 de abril, as obras do bloco operatório do Hospital de Santarém foram suspensas pelo Tribunal de Contas porque na data em que foi registado o compromisso referente ao encargo resultante do contrato, a unidade de saúde não tinha fundos disponíveis para fazer face à despesa.

Não questionando a necessidade da contratação em causa, o TC recorda que a lei não permite que sejam assumidos compromissos sem fundos disponíveis, pelo que as obras foram suspensas e o contrato poderá ter de ser anulado.

A ilegalidade, que se prende com a lei dos compromissos e pagamentos, parece ser apenas formal e poderá ser resolvida rapidamente, o que não inviabiliza potenciais atrasos.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do conselho de administração do Hospital Distrital de Santarém, José Josué, garantiu que o hospital dispõe da verba para pagamento desta segunda fase da obra, e que tem a garantia do ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, de que a questão será resolvida “rapidamente” em articulação com o ministro das Finanças.

As obras do bloco operatório do Hospital de Santarém têm um valor global de 3 milhões de euros e estão a ser realizadas com fundos do hospital, sem recurso a financiamento comunitário, sendo o contrato desta segunda fase da ordem dos 1,5 milhões de euros.

Partida em Coruche do Grande Prémio de Ciclismo Abimota - Fotos: João Dinis