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A família de Virgílio Canaverde, o doente oncológico que viu uma cirurgia urgente ser adiada devido à greve dos enfermeiros, diz-se “revoltada” com a postura do Hospital de Santa Maria no que se refere à cedência de informação clínica relevante.

Uma vez que ficou sem data para ser operado num hospital do Estado, Virgílio Canaverde, a quem foi diagnosticado recentemente cancro na próstata e rins, viu-se obrigado a recorrer ao sector privado, a expensas próprias.

O doente marcou uma primeira consulta de avaliação numa unidade hospitalar privada em Santarém para esta terça-feira, 11 de dezembro, ao final da tarde.

Como já tinha realizado uma série de exames complementares enquanto andou a ser seguido em Lisboa, o paciente pediu essa documentação de diagnóstico ao Hospital Santa Maria, que deverá demorar perto de 10 dias a fornecê-la.

“Ao telefone, explicaram-me que tenho que preencher um requerimento a pedir os exames, e que depois demoram uma semana e meia para serem estregues”, afirmou à Rede Regional Sónia Canaverde, filha do doente oncológico, que não esconde a sua “revolta” com esta situação.

“Acho que andam a brincar com a vida das pessoas. Se não conseguem operar o meu pai, pelo menos ajudavam-no a salvar-se noutro hospital”, afirma a familiar, que nem “quer acreditar” na possibilidade do pai, que é também doente renal, ser obrigado a realizar todos os exames.

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