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hospital abrantes

A bastonária da Ordem dos Enfermeiros alertou esta segunda-feira, 9 de julho, para a “grande insegurança” na prestação de cuidados em serviços do hospital de Abrantes, em particular nas Urgências, onde encontrou um único enfermeiro para três salas e o corredor.

Em declarações à agência Lusa, após uma reunião com o presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), Carlos Andrade Costa, a enfermeira diretora, Ana Paula Eusébio, e o presidente do conselho diretivo da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Pisco, Ana Rita Cavaco explicou que a reunião aconteceu em Abrantes porque a situação na Urgência deste hospital “é muito difícil” pela falta de enfermeiros, “com uma grande insegurança na prestação de cuidados”, situação que teve oportunidade de confirmar.

Nas mesmas declarações, a bastonária sublinhou o facto de se ter iniciado ontem nas Urgências de Abrantes a integração de 16 dos 19 enfermeiros que o CHMT foi autorizado a contratar dos 58 solicitados para cobrir a passagem dos horários de trabalho para as 35 horas semanais.

Na Cardiologia, onde se encontram dez doentes monitorizados, só existe um enfermeiro à noite, “uma situação também de rácios muito inseguros”, disse, adiantando que na Medicina 2 metade da equipa está de baixa, o que revela o “ponto de exaustão” dos profissionais.

“É um hospital que está permanentemente com as equipas nos mínimos e abaixo dos mínimos, em número de enfermeiros”, afirmou ainda à Lusa.

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