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Dos 120 enfermeiros pedidos pelo Centro Hospitalar Médio Tejo (CHMT), 70 para substituir colegas por baixas médicas e 50 pelo novo regime das 35 horas semanais, o governo autorizou a contratação de 19, até ao momento.

A informação é avançada pelos deputados do PSD eleitos pelo círculo de Santarém, que reuniram esta terça-feira, 3 de julho, em Torres Novas, com o conselho de administração do CHMT para avaliar o impacto da alteração do horário de trabalho semanal das 40 para as 35 horas dos enfermeiros, assistentes operacionais, assistentes administrativos e técnicos de diagnóstico.

“Dos 50 enfermeiros pedidos pela administração para compensar a alteração das 35 horas, apenas 19 foram autorizados, e mesmo esses já praticamente com o novo horário em vigor o que impede a sua contração em tempo útil”, explicam Duarte Marques, Teresa Leal Coelho e Nuno Serra, numa nota de imprensa onde acusam o governo de estar a demonstrar “uma irresponsabilidade total” na gestão dos hospitais.

“A somar a estas dificuldades, junta-se o atraso do governo na autorização de substituições de enfermeiros de baixa ou de licença que no caso do CHMT são 70, isto é, 10% dos enfermeiros”, afirmam os deputados social-democratas, acrescentando que “entretanto, a administração tomou medidas adequadas à redução de horário de trabalho que passam sobretudo pela redução de camas em várias enfermarias, em particular na unidade de Abrantes”.

Segundo a mesma nota, o governo revela uma "irresponsabilidade total quando sabe que estas alterações exigem mais pessoal e deixa para o dia da entrada em vigor da lei a autorização para contratar os enfermeiros necessários" e mesmo assim só permite a contratação de pouco mais de 15% do pessoal que faz falta".

Nos próximos dias, os eleitos do PSD deverão reunir com o conselho de administração do Hospital Distrital de Santarém para fazer a mesma avaliação.

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